terça-feira, 4 de novembro de 2014

Aprendendo e comparando o esqueleto: homem e outros animais

O esqueleto é formado por um conjunto de ossos, os quais são órgãos rígidos, com coloração, número e forma variáveis, e que se interligam por meio de articulações (fibrosas, cartilaginosas e sinoviais) para formar o sistema ósseo. Este sistema é responsável pela locomoção do indivíduo juntamente com os sistemas articular e muscular.
As principais funções desempenhadas pelo esqueleto são: proteção, sustentação e conformação do corpo. Além disso, é o local no qual são produzidas células sanguíneas e armazenam-se íons e minerais.
O esqueleto pode ser classificado em articulado, quando os ossos estão reunidos, como o úmero, a ulna e o rádio que juntos compõem o braço; ou desarticulado, quando os ossos encontram-se isolados, como o fêmur quando analisado separado da tíbia, fíbula e ossos do quadril.
O esqueleto articulado ainda pode ser natural, quando a união for feita por meio de ligamentos e cartilagens, exemplo disso é a articulação do joelho, na qual as cartilagens e ligamentos interligam o fêmur, a tíbia e a fíbula; e artificial, quando por meio de peças metálicas. Como exemplo, a doença artrose (resultado do desgaste da cartilagem articular do quadril) o tratamento é feito por meio de articulação artificial, uma prótese plástica acoplada ao osso do quadril e uma estrutura de metal inserida na cabeça do fêmur.
O esqueleto articulado também pode ser misto, quando há a presença das duas formas, como na fratura óssea em que é preciso fazer uma cirurgia e inserir placas ou parafusos para reestabelecer a continuidade óssea. Dessa forma, esse osso continua articulado naturalmente em uma parte e artificialmente em outra.
Além disso, pode-se classificar a estrutura esquelética quanto a sua topografia em: axial e apendicular. O esqueleto axial é formado por ossos da cabeça, pescoço e do tronco, e o apendicular é composto pelos ossos dos membros superiores e inferiores, incluindo os cíngulos.

Já em relação à posição do arcabouço de sustentação do organismo, existem dois tipos de estrutura esquelética: o exoesqueleto, cuja base de sustentação é externa; e o endoesqueleto, cuja base de sustentação é interna. Sendo assim, ao compararmos alguns animais verificamos que os seres humanos e os peixes ósseos (Fig. 1A-B), além dos tatus, os cavalos, e os répteis possuem endoesqueleto; enquanto os artrópodes possuem exoesqueleto (Fig. 1C). Entretanto, peixes, tatus e crocodilos também possuem esqueleto externo, como resquício de uma condição primitiva, mas com variância em graus de desenvolvimento. Essa diferença a respeito da posição do conjunto de ossos ocorre devido à evolução. Isso é, quanto mais evoluído o animal, maior a interiorização do esqueleto.

Figura 1: Ossos do endoesqueleto humano (A), do endoesqueleto de um peixe ósseo (B) e do exoesqueleto de um artrópode (C).


Ao comparar a osteologia do ser humano com o cavalo, nota-se que eles possuem vários ossos em comum, como por exemplo as vértebras que compõem a coluna vertebral. Entretanto, existem diferenças importantes no número (Fig. 2): enquanto o homem possui 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 coccígeas; o cavalo possui 7 vértebras cervicais, 18 torácicas ou dorsais, 6 ou 5 lombares, 5 sacrais e 15 a 18 coccígeas ou caudais. Isso porque os equinos possuem uma cauda, diferentemente do ser humano que a perdeu devido às adaptações evolutivas.

                  Figura 2: Ossos da coluna vertebral do homem (A) e do cavalo (B).


Escrito por: Letícia Rodrigues Novaes

Referências consultadas
ABC.MED.BR, 2013. Fratura óssea: definição, causas, sinais e sintomas, tipos de fraturas, diagnóstico, tratamento e evolução. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/ortopedia-e-saude/370949/fratura-ossea-definicao-causas-sinais-e-sintomas-tipos-de-fraturas-diagnostico-tratamento-e-evolucao.htm>. Acesso em: 1 nov. 2014.
AUTOR DESCONHECIDO. Anatomia descritiva dos animais domésticos. Disponível em: <http://anatomiadescritivaveterinaria.blogspot.com.br>. Acesso em: 25 out. 2014.
AUTOR DESCONHECIDO. Sistema esquelético. Disponível em: <http://www.auladeanatomia.com/osteologia/generalidades.htm>. Acesso em: 22 out. 2014.
DANGELO, J. G.; FATTINI C. A. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3ª ed. Editora Atheneu: São Paulo, 2007.
DUARTE, H. E. Anatomia Humana. BIOLOGIA/EAD/UFSC, Florianópolis, 2009. 174 p. Apostila.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUADRIL. O que é Artrose (Desgaste do Quadril). Disponível em: <http://www.sbquadril.org.br/info-pacientes.php?ver=1>. Acesso em: 28 out. 2014.
ZAMITH, A. P. L. Lições de osteologia dos animais domésticos. Anais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, v. 3, p. 173-270, 1946.

Fonte das imagens
Figura 1A: http://soranadia.blogspot.com.br/p/osteologia-sistema-esqueletico.html
Figura 1B: http://clientes.netvisao.pt/pedrogam/ictiologia.htm
Figura 1C: http://escola.britannica.com.br/assembly/168766/Na-fase-final-de-metamorfose-uma-cigarra-muda-o-exoesqueleto
Figura 2A: http://www.auladeanatomia.com/osteologia/coluna.htm
Figura 2B: ZAMITH, A. P. L. Lições de osteologia dos animais domésticos. Anais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, v. 3, p. 173-270, 1946.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Aprendendo as nomenclaturas anatômicas e comparando posições, divisões, planos e eixos entre humanos e outros animais

Nomenclatura anatômica
A anatomia é uma ciência antiga capaz de estudar o corpo humano em suas partes tanto macroscópicas quanto microscópicas. Sendo assim, possui suas próprias formas de linguagem. As nomenclaturas utilizadas buscam descrever e informar sobre as devidas estruturas do organismo.
A terminologia anatômica tem como objetivo listar os termos do latim e grego para o português. Exemplo disso, o músculo do ombro conhecido como deltóide em latim é denominado musculus deltóides.
Nesta terminologia existem algumas abreviações aos termos, obtendo a simplificação da escrita, como segue abaixo:
a – artéria                             as – artérias
fasc – fascículo                   gl - glândulas
lig – ligamento                     ligg - ligamentos
m – músculo                        mm - músculos
n – nervo                              nn - nervos
r – ramo                                 rr - ramos
v – veia                                 vv - veias

Várias nomenclaturas anatômicas antigas foram atualizadas, mas ainda são utilizadas por clínicos. Essas nomenclaturas são chamadas de epônimos, ou seja, a utilização de nomes de pessoas para identificar uma estrutura. O quadro abaixo apresenta algumas nomenclaturas atualizadas (Tabela 1).

                Tabela 1: Lista de epônimos e a sua nomenclatura atualizada.
 

       Além dos epônimos, outras nomenclaturas foram atualizadas para que pudessem estar adequadas dentro do estudo de anatomia. Alguns exemplos podem ser encontrados na tabela 2.


                           Tabela 2: Nomenclatura anatômica atualizada.
 

Nos animais existem nomenclaturas específicas para a identificação de cada parte do seu corpo. Por exemplo, o número 1 na figura 1, identificado como orelha, possui mesma nomenclatura utilizada na espécie humana. Porém, o número 4, chanfro, é uma estrutura específica dos equinos.


                     Figura 1: Estruturas anatômicas da face do cavalo.
 


Posição anatômica
O indivíduo em posição ereta, chamada também de ortostática ou bípede, olhando para o horizonte, com a face voltada para frente, membros superiores juntos ao tronco e membros inferiores unidos, está em posição anatomicamente correta (Figura 2a).
Já os animais quadrúpedes, como os cães (Figura 2b), para estarem em posição anatômica devem permanecer em suas posições de alerta, com os quatro membros fixos ao solo, pescoço erguido constituindo com o dorso um ângulo de 145º, narinas para frente, orelhas em pé e olhar para o horizonte.

              Figura 2: Posição anatômica para o homem (a) e para o cão (b).
 

Divisão anatômica
   O corpo humano é dividido nos seguintes segmentos (Figura 3a): cabeça, correspondendo a porção superior do corpo; pescoço, que faz a junção entre cabeça e tronco; tronco (tórax, abdome, pelve e dorso); e membros (superiores e inferiores). Nos cavalos, o corpo é dividido em cabeça, tronco (tórax, abdome e pelve) e membros (torácicos e pélvicos) (Figura 3b).

                     Figura 3: Divisão anatômica para o homem (a) e para o cavalo (b).
 

Planos e eixos
Os planos e eixos têm por objetivo delimitar o corpo humano como paredes imaginárias, para obtenção de pontos de referência, localizando desta forma as estruturas anatômicas deste corpo (figura 4a). De acordo com os planos de delimitação, o corpo humano pode ser dividido em: 
Plano ventral ou anterior; plano dorsal ou posterior: são planos verticais, sendo o primeiro tangente ao ventre e o segundo tangente ao dorso, os quais são também caracterizados como planos frontais;
Planos direito e esquerdo: também são planos verticais, porém são tangentes ao lado do corpo;
Plano cranial ou superior; plano podálico ou inferior: são planos horizontais, sendo o primeiro tangente a cabeça.
·       
·                    Figura 4: Planos de delimitação do corpo no homem (a) e no cavalo (b).
 

Nos outros animais, como os cavalos, a nomenclatura referente aos planos de delimitação são os mesmos encontrados no corpo humano, exceto o plano inferior, que nos equinos é denominado de plano caudal, que tangencia a cauda do animal (Figura 4b).


Plano de secção
     Além dos planos de delimitação, existem também aqueles que seccionam o corpo humano em vários planos de referência (Figura 5a):
Plano sagital: divide o corpo, ou suas partes, longitudinalmente em porções direita e esquerda;
Plano mediano (ou sagital mediano): divide o corpo em partes direita e esquerda iguais. Existe outra secção sagital que não é mediana, denominada de secção paramediana.
Plano frontal (ou coronal): é uma secção longitudinal, porém forma um ângulo de 90º com o plano sagital, fazendo divisão no corpo em porções anterior e posterior;
Plano transversal: divide o corpo, ou suas partes, em porções superior e inferior.
       
                   Figura 5: Planos de secção no corpo do homem (a) e do cavalo (b).
 

Nos cavalos encontramos os seguintes planos de secção (Figura 5b):
·         Plano sagital: dividindo paralelamente os planos laterais;
·         Plano frontal: paralelo aos planos dorsal e ventral;
·         Plano transverso: dividindo paralelamente os planos cranial e caudal.


Escrito por: Lara Parreira de Souza

Referências consultadas
AUTOR DESCONHECIDO. Anatomia descritiva dos animais domésticos.  Disponível em <http://anatomiadescritivaveterinaria.blogspot.com.br/> Acesso em 18 Out. 2014
AUTOR DESCONHECIDO. Fundamentos da Anatomia Veterinária. 2010. Disponível em: http://arquivosdeveterinaria.blogspot.com.br/ Acesso em 20 Out. 2014.
AUTOR DESCONHECIDO. Nomenclatura ou Terminologia Anatômica. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/medicina/artigos/37436/nomenclatura-ou-terminologia-anatomica Acesso em 20 Out. 2014.
DANGELO & FATTINI. Anatomia Humana. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
OLIVEIRA, T. Instituição desconhecida. Mundo dos animais. 2014. Disponível em: http://www.mundodosanimais.pt/animais-de-quinta/anatomia-cavalo/ Acesso em: 20 Out. 2014.
SPENCE, A. P. Anatomia Humana Básica. 2ª ed. Tradução: Edson Aparecido Liberti – São Paulo: Manole, 1991.

Fonte das imagens
Tabelas 1 e 2:
http://www.revistapersonalite.com.br/site/nova-nomenclatura-anatomica/
Figura 1:
http://www.mundodosanimais.pt/animais-de-quinta/anatomia-cavalo
Figura 2a:
http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/posi%C3%A7%C3%A3o%20anatomica/
Figura 2b:
http://anatomiadescritivaveterinaria.blogspot.com.br/
Figura 3a:
http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/divis%C3%A3o%20do%20corpo%20humano/
Figura 3b e 4b:
http://arquivosdeveterinaria.blogspot.com.br/2010_08_01_archive.html
Figura 4a:
http://disciplinas.uniararas.br/anatomia/wp-content/dpoffline/introducao/introducao.htm
Figura 5a:
http://aulas-de-anatomia.blogspot.com.br/2010/08/nocoes-basicas-de-anatomia.html
Figura 5b:
https://questoesdefisiocomentadas.files.wordpress.com/2014/08/planos-e-eixos.jpg

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Novas contribuições

Os textos do blog não podem parar e é por isso que de tempos em tempos renovamos a equipe de contribuidores. A partir deste mês João Vitor Marani, Lara Parreira, Letícia Rodrigues e Nathalia Cury, alunos do curso de graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia, Campus Pontal, sob orientação da Profa. Luciana Calábria, serão os autores dos textos que abordarão a anatomia comparada do corpo humano e de outros animais. Você vai se surpreender!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Comparando o sistema tegumentar de humano e felino

A pele desempenha um papel importante na homeostase do corpo, assegurando assim a continuação da atividade das células. Dentre as suas funções destacam-se a proteção, formando uma barreira física que impede a entrada de micro-organismos; a regulação da temperatura do corpo, impedindo a perda de água; e a proteção da entrada de outras substâncias.
A pele é caracterizada por três camadas superpostas (Fig. 1), as quais são descritas a seguir:
- Epiderme: camada externa constituída por aglomerados de células justapostas, não contendo vasos sanguíneos e que está em renovação constante;
- Derme: camada intermediária composta essencialmente de fibras de colágeno e elastina, irrigada por vasos sanguíneos e linfáticos, e onde se localizam os nervos;
- Hipoderme: camada constituída pelo tecido adiposo que desempenha importante papel na proteção de órgãos internos contra traumas e perda de calor.


Figura 1: Camadas que compõem o sistema tegumentar.

Os anexos da pele são estruturas que se originam por invaginação da epiderme na derme, sendo eles representados pelos pelos, glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas e unhas. Nestas invaginações originam-se pequenos órgãos denominados folículos pilosos (Fig. 2). As glândulas sebáceas produzem o sebo, que é composto por várias substâncias que atuam como lubrificantes naturais dos pelos, evitando que fiquem quebradiços (Figs. 1 e 2). As glândulas sudoríparas são encontradas por todo o corpo (Fig. 1), com exceção das mucosas e lábios, e são responsáveis pela secreção do suor, substância esta que contém água, eletrólitos, sódio, potássio, ureia, amônia e ácido úrico. As unhas são placas de células fortemente queratinizadas, que crescem nas superfícies dorsais das falanges terminais dos dedos (Fig. 2).


 Figura 2: Anexos da pele: pelo e unha.

CURIOSIDADE!
No homem, a perda de água pela pele, processo chamado de desidratação, inicia-se por volta dos 25 anos e está acompanhada da diminuição de fibras de colágeno, proteína que garante a sua elasticidade.

Pelos e garras em gatos
O pelo no gato tem a função de regular de forma eficiente sua temperatura corporal e o ajuda a se camuflar no meio ambiente para fuga de predadores. Na verdade, os gatos possuem duas camadas de pelo, uma camada interna mais curta que o isola termicamente e uma camada externa maior que o mantém seco. O pelo de um gato selvagem, como o guepardo, cria uma camuflagem que o ajuda a caçar.
As unhas em animais têm funções importantes na defesa e na sua sobrevivência. No homem, além de protegerem as pontas dos dedos de todo o tipo de golpes e agressões, as unhas servem para esfregar, arranhar, como um meio instintivo de defesa perante uma situação de perigo, e em utilizações cotidianas como apertar, separar, dobrar e muitas outras ações que necessitem de alguma precisão. Nos gatos, as garras (Fig. 3) são ferramentas importantes durante uma caçada. Na maior parte do tempo, permanecem retraídas e despercebidas, pois estão envolvidas em pele e pelo, sendo que os guepardos são os únicos gatos que não podem retrair suas garras. As garras são muito afiadas, capazes de cortar e abrir uma presa ou arranhar um adversário. Assim, gatos mantêm suas garras afiadas, retraindo-as quando não estão sendo usadas e afiando-as em objetos ou troncos de árvores, por exemplo.


Figura 3: Garras de gato doméstico.

Por outro lado, as vibrissas (Fig. 4), comumente chamadas de “bigode”, ajudam o gato a medir distâncias entre dois objetos antes de decidir espremer-se entre eles ou movimentar-se mais livremente no escuro, além de auxiliá-los na detecção de pequenas perturbações na atmosfera. Nas narinas humanas também encontramos vibrissas que se localizam no interior das narinas, porém têm a função de ajudar na filtração do ar inspirado.

Figura 4: Vibrissas em gato doméstico e em narinas humanas.


Escrito por: Laura Ribeiro e Priscila Ferrari


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
DINH H, D.; EHOW. Traduzido por ARAÚJO, A.; EHOW BRASIL. Educação e Ciência: Sistema Tegumentar em Gatos. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.ehow.com.br/sistema-tegumentar-gato-fatos_59443/> Acesso em: 10 Ago. 2014.
KERDNA; Anatomia Humana: Sistema Tegumentar. Ano desconhecido. Disponível em: http://anatomia-humana.info/mos/view/Sistema_Tegumentar/ Acesso em: 10 Ago. 2014.
MOI, R. C. Envelhecimento do Sistema Tegumentar: Revisão Sistemática da Literatura. 2004. Universidade de São Paulo. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-18052004-103619/en.php> Acesso em: 09 Ago. 2014.
WECKER, J. E.; Sistema tegumentar: Aula de Anatomia, Ano desconhecido. Disponível em:
<http://www.auladeanatomia.com/tegumentar/tegumentar.htm> Acesso em: 10 Ago. 2014.
MEDIPEDIA.; Unhas. Ano desconhecido. Disponível em:<http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=455#sthash.ht0v1LFJ.dpuf>  Acesso em: 11 Ago. 2014.
WEEBLY.; Anatomia Humana: Sistema Respiratório, Ano desconhecido. Disponível em:< http://anatomia.weebly.com/respiratoria.html> Acesso em: 11 Ago.2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://tcnicaemesteticamuriel.blogspot.com.br/2012/08/a-pele-e-suas-funcoes.html
Figura 2: http://corpohumano1.webnode.pt/sistemas/sistema-tegumentar-2/
Figura 3:
http://petboutiquemacherie.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html

Figura 4: http://www.operariosdaweb.com.br/pra-que-serve-o-bigode-dos-gatos/ e http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2010/01/18/transmissao-do-influenza-aviario-restrita-pelo-nariz-frio/

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sistema endócrino em humanos e insetos

O sistema endócrino, juntamente com o sistema nervoso, regula e controla diversas funções do organismo, como o crescimento de tecidos, o equilíbrio hídrico do corpo, a reprodução e o metabolismo de carboidratos. Este sistema é formado por várias glândulas, chamadas de glândulas endócrinas, as quais secretam hormônios que são lançados na corrente sanguínea em humanos e na hemolinfa em insetos, atingindo diversos órgãos e tecidos, podendo estimular ou inibir as funções metabólicas.

As principais glândulas endócrinas humanas são: pineal, hipófise, tireoide, paratireoides, suprarrenais, pâncreas, ovários e testículos (Fig. 1). Em insetos, as principais glândulas são: protoráxicas, ovários, testículos, corpora cardíaca e as células neurosecretoras espalhadas por todo o corpo e ligadas ao sistema nervoso central (Fig. 1).

                               Figura 1. Órgãos do sistema endócrino de humanos e insetos.

Principais glândulas no homem
- Pineal é um pequeno órgão piriforme, cinza-avermelhado, que ocupa uma depressão entre os colículos superiores. Está localizada inferiormente ao esplênio do corpo caloso, separado deste pela tela corioidea do terceiro ventrículo. O corpo mede aproximadamente 8 mm de comprimento, contém cordões e folículos de pinealócitos e células da neuroglia, entre as quais se ramificam muitos vasos sanguíneos e nervos.
- Hipófise é uma pequena glândula também conhecida como pituitária, tem coloração cinza-avermelhado e um corpo ovoide, com o tamanho semelhante a uma ervilha, medindo cerca de 12 mm de diâmetro transverso e 8 mm de diâmetro ântero-posterior, pesando aproximadamente 500 mg. A hipófise está localizada abaixo do hipotálamo, posteriormente ao quiasma óptico, em uma depressão em forma de sela do osso esfenoide, denominada fossa hipofisária.
- Tireoide possui tom vermelho-acastanhado, cerca de 25 g e é altamente vascularizada. Está localizada na região ântero-inferior ao pescoço, ântero-lateralmente à traqueia e logo abaixo da laringe, entre a quinta vértebra cervical e a primeira vértebra torácica. A tireoide possui dois lobos (direito e esquerdo) que são conectados entre si por uma parte central denominada istmo da glândula tireoide.
- Paratireoides são pequenas estruturas ovoides ou lentiformes, marrom-amareladas, pesando cerca de 50 g e geralmente se situando entre as margens do lobo posterior da glândula tireoide e sua cápsula. Geralmente existem duas de cada lado, superior e inferior, cada uma possuindo uma fina cápsula de tecido conjuntivo com septos intraglandulares, mas carecendo de lóbulos.
- Suprarrenais são pequenos corpos amarelados, achatados ântero-posteriormente, situados a cada extremidade superior dos rins, pesando cerca de 7,5 g. Circundadas por tecido conjuntivo contendo muita gordura perinéfrica, são envolvidos pela fáscia renal, mas separadas dos rins por tecido fibroso.
- Pâncreas é um órgão alongado de coloração rósea-acinzentada, com aproximadamente 15 cm de comprimento e 80 g, que se situa transversalmente na parte superior do abdome, posteriormente ao estômago, estendo-se lateralmente a partir do duodeno até o baço, apresentando cabeça, corpo e cauda.
- Gônadas são glândulas sexuais que produzem os gametas (óvulos e espermatozoides) e também secretam hormônios. Existem dois ovários localizados um de cada lado da cavidade pélvica na mulher, e dois testículos  localizados dentro do escroto do homem.

Principais hormônios nos insetos
As principais classes hormonais em insetos são: ecdisteróides, hormônio juvenil e neuro-hormônios. Os ecdisteróides são hormônios que influenciam no processo de muda. As glândulas protorácicas liberam ecdisona, que influencia no crescimento dos indivíduos e regula a ecdise. O hormônio juvenil regula a metamorfose e controla o desenvolvimento reprodutivo. Enquanto os neuro-hormônios regulam a homeostase, o metabolismo, a reprodução dos insetos e a liberação dos hormônios juvenil e ecdisteróides. Na região da cabeça dos insetos, o corpo alado secreta a neotina, promovendo o crescimento e a diferenciação das larvas (Fig. 3).

Figura 2: As diferentes fases dos insetos resultado da ação de hormônios.

No sistema nervoso central dos insetos, incluindo o cérebro, existem células neurossecretoras que sintetizam os neuro-hormônios. A corpora cardíaca produz e armazena neuro-hormônios, liberando-os conforme sua necessidade; enquanto as glândulas protorácicas secretam os ecdisteróides, e a corpora allata secreta o hormônio juvenil.

 Principais hormônios do homem
A hipófise produz a prolactina e atua sobre as glândulas adrenais com os hormônios adrenocorticotrópicos, na tireoide com hormônios tireoideotrópicos, e nas glândulas sexuais com hormônios gonadotróficos. O hipotálamo secreta ocitocina e vasopressina; a paratireoide produz o paratormônio; a tireoide libera tiroxina, tri-iodotironina e calcitocina; o pâncreas libera insulina e glucagon; a suprarrenal secreta aldosterona, andrógenos, glicocorticóides e adrenalina; e a pineal produz a melatonina (Fig. 4).


Figura 4: Resumo das glândulas e a produção de hormônios no homem.


Escrito por: Adriele Cristiana e Maria Paula Carvalho


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
Autor Desconhecido. Aula de Anatomia. Disponivel em < http://www.auladeanatomia.com/site/pagina.php?idp=199> Acesso em: 04 Ago. 2014
Autor Desconhecido. Órgãos Endócrinos. 2013. Disponível em: < http://anatovet103.blogspot.com.br/2013/04/o-sistema-endocrino-em-conjunto-com-o.html>. Acesso em: 03 Ago. 2014.
FONSECA, K.; Sistema Endócrino. 2011. Disponível em: < http://www.brasilescola.com/biologia/sistema-endocrinico.htm>. Acesso em: 03 Ago. 2014.
MOSCOSO, A.; FONSECA, V.; BRANDÃO, C.; Sistema Endócrino. 2012. Disponível em: < http://fisiobio.blogspot.com.br/2012/12/blogos-sistema-endocrino-e-formado-por.html>. Acesso em: 03 Ago. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.brasilescola.com/biologia/sistema-endocrinico.html
http://fisiobio.blogspot.com.br/2012/12/blogos-sistema-endocrino-e-formado-por.html
Figura 2: http://logosbios.blogspot.com.br/2012_12_01_archive.html
Figura 3: LEHNINGER, A.; NELSON, D. L.; COX, M. M. Princípios de bioquímica. 4.ed. São Paulo: Artmed, 2006.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Fisiologia do sistema reprodutor: coelho versus homem

Os coelhos são animais prolíferos e precoces, levando a um rápido ciclo reprodutivo, estão aptos a fecundar e gestar por volta dos 5 meses de vida.
Esses animais apresentam dimorfismo sexual; isso é, o órgão genital masculino apresenta uma proeminência externa diminuta, o pênis, e a fêmea um invaginação dos lábios vulvares (Fig. 1).

                                   Figura 1. Órgãos reprodutores de coelhos fêmea e macho.

Em humanos, o homem apresenta o pênis sobre um saco escrotal externo, enquanto as mulheres, além da cavidade vaginal, a vulva apresenta pequenos e grandes lábios, o clitóris e a abertura do canal da uretra separado da vagina (Fig. 2)
O ato sexual dos coelhos é simples e rápido, no qual o macho se prende ao dorso da fêmea, abocanhando sua nuca, e após movimentos contínuos atinge o ápice dando um salto para frente e logo depois cai para um dos lados, emitindo sons característicos. É possível confirmar a prenhez da coelha com um exame simples de toque em 12 dias depois da cópula. A gestação dura de 28 a 32 dias, e o parto é rápido, nascendo vários filhotes. A fêmea amamenta no máximo duas vezes ao dia durante 30 dias, podendo produzir até oito litros de leite por dia. Aos 40 dias, a fêmea já está apta a reproduzir novamente, já que a sua ovulação é induzida cerca de 10 a 13 horas após a cópula. Essa característica difere muito das mulheres, pois estas só poderão engravidar novamente 40 dias após o nascimento, momento conhecido como quarentena.

                               Figura 2. Órgãos reprodutores masculino e feminino de humanos.

A cópula em humanos também é diferenciada, uma vez que esta não tem intuito apenas reprodutivo, mas também de obtenção de prazer. No momento da cópula, mecanismos fisiológicos são desencadeados e alguns hormônios se fazem presentes, como por exemplo, a endorfina, responsável pela sensação de prazer constante durante o ato sexual. Os coelhos produzem grande parte dos hormônios que os humanos produzem, como FSH, LH e ocitocinas, mas não produzem endorfina.
Em humanos, a reprodução é feita com a liberação dos espermatozóides no colo do útero, que migram em direção ao ovócito, e, ocorrendo a fecundação, ocasionará em uma gravidez com gestação durando entre 38 e 42 semanas.
A cópula nos coelhos tem duração média de 3 minutos, enquanto que em humanos esse tempo varia de acordo com o casal.
As coelhas produzem em média 9,6 óvocitos por ovulação; em mulheres esse número é reduzido para 1 ou 2 por ciclo menstrual, podendo aumentar de acordo com a mulher.
Em relação aos filhotes, nos animais em geral a média por gestação é de 10, enquanto em mulheres normalmente é um, podendo ser mais no caso de gêmeos.

                            Figura 3: Fases da gestação na mulher e as suas alterações morfológicas.

A gonadotrofina coriônica humana (HCG) é o primeiro hormônio-chave da gravidez, a qual é secretada pelas células do sinciciotrofoblasto e pode ser detectada no plasma e na urina da mãe nove dias após a concepção. Durante a gravidez, o útero pode aumentar até 20 vezes comparado com seu tamanho normal (Fig. 3). Após o nascimento, o corpo da mulher passa por algumas transformações, como a produção de prolactina, hormônio hipofisário essencial, que estimula o aparelho lactogênico para a produção de leite. As mamas também aumentam de tamanho durante a gestação e se tornam mais doloridas.

Escrito por Maria Paula Carvalho e Priscila Ferrari


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
MOURA, A. S. A. M. T.; UNESP. Fisiologia da Reprodução e Manejo Reprodutivo de Coelhas. 2013. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/CoelhosAraujo/fisiologia-da-reproduo-e-manejo-reprodutivo-de-coelhas-publicado-no-iii-congresso-americano-de-cunicultura>. Acesso em: 28 Jul. 2014.
VARELLA, D.; Gravidez. Ano Desconhecido. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez/> Acesso em: 28 Jul. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://tocadominicoelho.blogspot.com.br/2011/11/como-identificar-o-sexo-do-coelho.html
Figura 2: http://espacociencias6ano.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html;
http://espacociencias6ano.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html;        
Figura 3: http://enfermeiroonline.no.comunidades.net/index.php?pagina=1072618067