sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Comparando o sistema articular do homem e do cachorro

Os ossos do corpo humano e de outros animais são muito rígidos para serem dobrados sem que haja nenhuma ruptura, ou que se quebre. Por isso, as articulações formadas de tecido conjuntivo unem os ossos permitindo o movimento. Nesse sentido, artrologia (artr- = articulação; -ologia = estudo de) se caracteriza como o estudo cientifico das articulações, enquanto cinesiologia (cinesi- = movimento) é o estudo dos movimentos do corpo.
As articulações são classificadas estruturalmente de acordo com suas características anatômicas em fibrosa, cartilaginosa e sinovial. Funcionalmente, também classificamos as articulações em graus de movimentação, podendo ser sinartrose (sin- = juntos), articulação imóvel; anfiartrose (anfi- = dos dois lados), articulação com pouco movimento; ou diartrose, articulação com movimentos amplos.
As articulações fibrosas unem os ossos por tecido conjuntivo fibroso, o qual é rico em fibras colágenas. Esta articulação não possui cavidade sinovial, apresenta pouco ou nenhum movimento e pode ser classificada em três tipos: suturas, sindesmose e gonfose. Ambos os tipos podem ser encontrados no homem e nos caninos.
·         Suturas (Fig. 1) são compostas por uma fina camada de tecido conjuntivo denso e é encontrada predominantemente na região da cabeça. Além disso, são consideradas sinartroses por não apresentarem movimentos. Existem três tipos de suturas: denteada, junção na forma serrilhada, tendo um perfeito encaixe; plana, com as margens das superfícies lisas; e escamosa, com as margens formando um bisel, ficando superpostas.

Figura 1: Suturas no crânio humano (A) e no crânio canino (B).

·         Sindesmose (Fig. 2): há mais tecido conjuntivo fibroso e mais espaço entre os ossos que se formam do que nas suturas, formando ligamentos ou membranas.

Figura 2: Sindesmose na perna do homem (A) entre os ossos: sacro e fêmur, fêmur, tíbia e fíbula, tíbia, fíbula e tarso e tarso e metatarso. Ligamentos e articulações na pata traseira do cachorro (B).
    

·         Gonfose (Fig. 3): é uma articulação imóvel ou sinartrose, em que há um encaixe perfeito em uma depressão óssea, constituída com pouco tecido conjuntivo.

Figura 3: Gonfose em cavidade dentária do homem (A) e em cachorro (B).


As articulações cartilaginosas permitem pouco ou nenhum movimento. Os ossos são unidos por cartilagem hialina ou fibrocartilagem e não há cavidade sinovial. Existem dois tipos: sincondrose e sínfise. Ambos os tipos podem ser encontrados no homem e nos caninos.
·         Sincondrose (Fig. 4): o tecido conjuntivo é cartilagem hialina, a qual é substituída por tecido ósseo no final do crescimento longitudinal do osso.

Figura 4: Sincondrose em costelas no homem (A) e no cachorro (B).


·         Sínfise (Fig. 5): possui pouco grau de movimento, com uma fina camada de cartilagem hialina, e a ligação entre os ossos é feita por um disco plano de fibrocartilagem.

Figura 5: Sínfise púbica em pelve de homem (A) e de cachorro (B).

A articulação sinovial apresenta espaços entre os ossos, a cavidade sinovial, e uma cápsula articular, os quais permitirão grande amplitude de movimentos, também classificada de diartroses. Esta articulação possui cinco elementos constantes: a superfície óssea articular, que é a superfície de contato entre os ossos; a cartilagem articular, que é de cartilagem hialina e se situa na extremidade óssea; a cápsula articular, constituída de membrana fibrosa externa e de membrana sinovial interna; o líquido sinovial, responsável pela lubrificação das articulações para amenizar o atrito; e a cavidade sinovial, espaço preenchido pelo líquido sinovial. As articulações do ombro e do joelho são exemplos de sinovial (Fig. 6).

Figura 6: Exemplos de articulação sinovial no homem. Articulação do ombro com membranas sinovial e fibrosa na junção do úmero e clavícula (A). Articulação do joelho com membrana sinovial, líquido sinovial e ligamentos (B).

    
Além dos elementos constantes, a articulação sinovial também possui os elementos anexos (Fig. 7), representados pelos discos articulares, estrutura fibrocartilaginosa em forma de disco que permite que duas superfícies ósseas articulem; meniscos, estrutura fibrocartilaginosa que forma um disco incompleto agindo como amortecedores de peso; lábio articular, estrutura em forma de anel que amplia a superfície articular; e os ligamentos, ricos em fibras elásticas e colágenas que ajudam na fixação dos ossos articulares, frenando ou limitando os movimentos articulares.

Figura 7: Ligamentos e menisco em joelho do homem (A) e do cachorro (B).


Tanto no homem quanto nos cães, as articulações sinoviais podem ser dividas quanto ao número de ossos, podendo ser simples ou composta; quanto em relação à liberdade de movimento, em dependente ou independente; ou quanto à forma das suas superfícies, em plana, gínglimo, trocóide, selar, elipsóide ou esferóide.

Escrito por: Nathália Barbar Cury Rodrigues


Referências consultadas
FERNANDES, V. Anatomia veterinária – sistema articular. Disponível em <http://pt.slideshare.net/VicenteFernandes/sistema-articular-anatomia-veterinria>. Acesso em 29 out. 2014.
SPENCE, A. P. Anatomia Humana Básica. 2ª ed., São Paulo: Manole, 1991.
TORTORA G. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9a ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

Fontes das imagens
Figura 1A: http://www.saudeanimal.com.br/linha_superior.htm
Figura 1B: http://anatomiavet2012.blogspot.com.br/
Figura 2A: http://johnniperes.blogspot.com.br/2010/12/articulacao-dispositivo-pelo-qual-dois.html
Figura 2B: http://anatomiavet2012.blogspot.com.br/2012/08/suturas-dos-ossos-do-cranio.html
Figura 3A: http://johnniperes.blogspot.com.br/2010/12/articulacao-dispositivo-pelo-qual-dois.html
Figura 3B: http://www.merckmanuals.com/media/pet/figures/DDD_dog_leg_joints.gif
Figura 4A: http://files.cienciasmorfologicas.webnode.pt/200000084-66e3c67ddc/Sincondrose.jpg
Figura 4B: http://medanimal.blogspot.com.br/
Figura 5A: http://anatomiadescritivaveterinaria.blogspot.com.br/
Figura 5B: http://files.cienciasmorfologicas.webnode.pt/200000085-851d98617e/Sinfise.jpg
Figura 6A: http://medanimal.blogspot.com.br/
Figura 6B: http://slideplayer.com.br/slide/294197/
Figura 7A: http://www.paulojunqueira.com.br/site/joelhos/

Figura 7B: http://www.fisioanimal.com/wp-content/uploads/2011/11/joelho.jpg

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Aprendendo e comparando o esqueleto: homem e outros animais

O esqueleto é formado por um conjunto de ossos, os quais são órgãos rígidos, com coloração, número e forma variáveis, e que se interligam por meio de articulações (fibrosas, cartilaginosas e sinoviais) para formar o sistema ósseo. Este sistema é responsável pela locomoção do indivíduo juntamente com os sistemas articular e muscular.
As principais funções desempenhadas pelo esqueleto são: proteção, sustentação e conformação do corpo. Além disso, é o local no qual são produzidas células sanguíneas e armazenam-se íons e minerais.
O esqueleto pode ser classificado em articulado, quando os ossos estão reunidos, como o úmero, a ulna e o rádio que juntos compõem o braço; ou desarticulado, quando os ossos encontram-se isolados, como o fêmur quando analisado separado da tíbia, fíbula e ossos do quadril.
O esqueleto articulado ainda pode ser natural, quando a união for feita por meio de ligamentos e cartilagens, exemplo disso é a articulação do joelho, na qual as cartilagens e ligamentos interligam o fêmur, a tíbia e a fíbula; e artificial, quando por meio de peças metálicas. Como exemplo, a doença artrose (resultado do desgaste da cartilagem articular do quadril) o tratamento é feito por meio de articulação artificial, uma prótese plástica acoplada ao osso do quadril e uma estrutura de metal inserida na cabeça do fêmur.
O esqueleto articulado também pode ser misto, quando há a presença das duas formas, como na fratura óssea em que é preciso fazer uma cirurgia e inserir placas ou parafusos para reestabelecer a continuidade óssea. Dessa forma, esse osso continua articulado naturalmente em uma parte e artificialmente em outra.
Além disso, pode-se classificar a estrutura esquelética quanto a sua topografia em: axial e apendicular. O esqueleto axial é formado por ossos da cabeça, pescoço e do tronco, e o apendicular é composto pelos ossos dos membros superiores e inferiores, incluindo os cíngulos.

Já em relação à posição do arcabouço de sustentação do organismo, existem dois tipos de estrutura esquelética: o exoesqueleto, cuja base de sustentação é externa; e o endoesqueleto, cuja base de sustentação é interna. Sendo assim, ao compararmos alguns animais verificamos que os seres humanos e os peixes ósseos (Fig. 1A-B), além dos tatus, os cavalos, e os répteis possuem endoesqueleto; enquanto os artrópodes possuem exoesqueleto (Fig. 1C). Entretanto, peixes, tatus e crocodilos também possuem esqueleto externo, como resquício de uma condição primitiva, mas com variância em graus de desenvolvimento. Essa diferença a respeito da posição do conjunto de ossos ocorre devido à evolução. Isso é, quanto mais evoluído o animal, maior a interiorização do esqueleto.

Figura 1: Ossos do endoesqueleto humano (A), do endoesqueleto de um peixe ósseo (B) e do exoesqueleto de um artrópode (C).


Ao comparar a osteologia do ser humano com o cavalo, nota-se que eles possuem vários ossos em comum, como por exemplo as vértebras que compõem a coluna vertebral. Entretanto, existem diferenças importantes no número (Fig. 2): enquanto o homem possui 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 coccígeas; o cavalo possui 7 vértebras cervicais, 18 torácicas ou dorsais, 6 ou 5 lombares, 5 sacrais e 15 a 18 coccígeas ou caudais. Isso porque os equinos possuem uma cauda, diferentemente do ser humano que a perdeu devido às adaptações evolutivas.

                  Figura 2: Ossos da coluna vertebral do homem (A) e do cavalo (B).


Escrito por: Letícia Rodrigues Novaes

Referências consultadas
ABC.MED.BR, 2013. Fratura óssea: definição, causas, sinais e sintomas, tipos de fraturas, diagnóstico, tratamento e evolução. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/ortopedia-e-saude/370949/fratura-ossea-definicao-causas-sinais-e-sintomas-tipos-de-fraturas-diagnostico-tratamento-e-evolucao.htm>. Acesso em: 1 nov. 2014.
AUTOR DESCONHECIDO. Anatomia descritiva dos animais domésticos. Disponível em: <http://anatomiadescritivaveterinaria.blogspot.com.br>. Acesso em: 25 out. 2014.
AUTOR DESCONHECIDO. Sistema esquelético. Disponível em: <http://www.auladeanatomia.com/osteologia/generalidades.htm>. Acesso em: 22 out. 2014.
DANGELO, J. G.; FATTINI C. A. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3ª ed. Editora Atheneu: São Paulo, 2007.
DUARTE, H. E. Anatomia Humana. BIOLOGIA/EAD/UFSC, Florianópolis, 2009. 174 p. Apostila.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUADRIL. O que é Artrose (Desgaste do Quadril). Disponível em: <http://www.sbquadril.org.br/info-pacientes.php?ver=1>. Acesso em: 28 out. 2014.
ZAMITH, A. P. L. Lições de osteologia dos animais domésticos. Anais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, v. 3, p. 173-270, 1946.

Fonte das imagens
Figura 1A: http://soranadia.blogspot.com.br/p/osteologia-sistema-esqueletico.html
Figura 1B: http://clientes.netvisao.pt/pedrogam/ictiologia.htm
Figura 1C: http://escola.britannica.com.br/assembly/168766/Na-fase-final-de-metamorfose-uma-cigarra-muda-o-exoesqueleto
Figura 2A: http://www.auladeanatomia.com/osteologia/coluna.htm
Figura 2B: ZAMITH, A. P. L. Lições de osteologia dos animais domésticos. Anais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, v. 3, p. 173-270, 1946.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Aprendendo as nomenclaturas anatômicas e comparando posições, divisões, planos e eixos entre humanos e outros animais

Nomenclatura anatômica
A anatomia é uma ciência antiga capaz de estudar o corpo humano em suas partes tanto macroscópicas quanto microscópicas. Sendo assim, possui suas próprias formas de linguagem. As nomenclaturas utilizadas buscam descrever e informar sobre as devidas estruturas do organismo.
A terminologia anatômica tem como objetivo listar os termos do latim e grego para o português. Exemplo disso, o músculo do ombro conhecido como deltóide em latim é denominado musculus deltóides.
Nesta terminologia existem algumas abreviações aos termos, obtendo a simplificação da escrita, como segue abaixo:
a – artéria                             as – artérias
fasc – fascículo                   gl - glândulas
lig – ligamento                     ligg - ligamentos
m – músculo                        mm - músculos
n – nervo                              nn - nervos
r – ramo                                 rr - ramos
v – veia                                 vv - veias

Várias nomenclaturas anatômicas antigas foram atualizadas, mas ainda são utilizadas por clínicos. Essas nomenclaturas são chamadas de epônimos, ou seja, a utilização de nomes de pessoas para identificar uma estrutura. O quadro abaixo apresenta algumas nomenclaturas atualizadas (Tabela 1).

                Tabela 1: Lista de epônimos e a sua nomenclatura atualizada.
 

       Além dos epônimos, outras nomenclaturas foram atualizadas para que pudessem estar adequadas dentro do estudo de anatomia. Alguns exemplos podem ser encontrados na tabela 2.


                           Tabela 2: Nomenclatura anatômica atualizada.
 

Nos animais existem nomenclaturas específicas para a identificação de cada parte do seu corpo. Por exemplo, o número 1 na figura 1, identificado como orelha, possui mesma nomenclatura utilizada na espécie humana. Porém, o número 4, chanfro, é uma estrutura específica dos equinos.


                     Figura 1: Estruturas anatômicas da face do cavalo.
 


Posição anatômica
O indivíduo em posição ereta, chamada também de ortostática ou bípede, olhando para o horizonte, com a face voltada para frente, membros superiores juntos ao tronco e membros inferiores unidos, está em posição anatomicamente correta (Figura 2a).
Já os animais quadrúpedes, como os cães (Figura 2b), para estarem em posição anatômica devem permanecer em suas posições de alerta, com os quatro membros fixos ao solo, pescoço erguido constituindo com o dorso um ângulo de 145º, narinas para frente, orelhas em pé e olhar para o horizonte.

              Figura 2: Posição anatômica para o homem (a) e para o cão (b).
 

Divisão anatômica
   O corpo humano é dividido nos seguintes segmentos (Figura 3a): cabeça, correspondendo a porção superior do corpo; pescoço, que faz a junção entre cabeça e tronco; tronco (tórax, abdome, pelve e dorso); e membros (superiores e inferiores). Nos cavalos, o corpo é dividido em cabeça, tronco (tórax, abdome e pelve) e membros (torácicos e pélvicos) (Figura 3b).

                     Figura 3: Divisão anatômica para o homem (a) e para o cavalo (b).
 

Planos e eixos
Os planos e eixos têm por objetivo delimitar o corpo humano como paredes imaginárias, para obtenção de pontos de referência, localizando desta forma as estruturas anatômicas deste corpo (figura 4a). De acordo com os planos de delimitação, o corpo humano pode ser dividido em: 
Plano ventral ou anterior; plano dorsal ou posterior: são planos verticais, sendo o primeiro tangente ao ventre e o segundo tangente ao dorso, os quais são também caracterizados como planos frontais;
Planos direito e esquerdo: também são planos verticais, porém são tangentes ao lado do corpo;
Plano cranial ou superior; plano podálico ou inferior: são planos horizontais, sendo o primeiro tangente a cabeça.
·       
·                    Figura 4: Planos de delimitação do corpo no homem (a) e no cavalo (b).
 

Nos outros animais, como os cavalos, a nomenclatura referente aos planos de delimitação são os mesmos encontrados no corpo humano, exceto o plano inferior, que nos equinos é denominado de plano caudal, que tangencia a cauda do animal (Figura 4b).


Plano de secção
     Além dos planos de delimitação, existem também aqueles que seccionam o corpo humano em vários planos de referência (Figura 5a):
Plano sagital: divide o corpo, ou suas partes, longitudinalmente em porções direita e esquerda;
Plano mediano (ou sagital mediano): divide o corpo em partes direita e esquerda iguais. Existe outra secção sagital que não é mediana, denominada de secção paramediana.
Plano frontal (ou coronal): é uma secção longitudinal, porém forma um ângulo de 90º com o plano sagital, fazendo divisão no corpo em porções anterior e posterior;
Plano transversal: divide o corpo, ou suas partes, em porções superior e inferior.
       
                   Figura 5: Planos de secção no corpo do homem (a) e do cavalo (b).
 

Nos cavalos encontramos os seguintes planos de secção (Figura 5b):
·         Plano sagital: dividindo paralelamente os planos laterais;
·         Plano frontal: paralelo aos planos dorsal e ventral;
·         Plano transverso: dividindo paralelamente os planos cranial e caudal.


Escrito por: Lara Parreira de Souza

Referências consultadas
AUTOR DESCONHECIDO. Anatomia descritiva dos animais domésticos.  Disponível em <http://anatomiadescritivaveterinaria.blogspot.com.br/> Acesso em 18 Out. 2014
AUTOR DESCONHECIDO. Fundamentos da Anatomia Veterinária. 2010. Disponível em: http://arquivosdeveterinaria.blogspot.com.br/ Acesso em 20 Out. 2014.
AUTOR DESCONHECIDO. Nomenclatura ou Terminologia Anatômica. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/medicina/artigos/37436/nomenclatura-ou-terminologia-anatomica Acesso em 20 Out. 2014.
DANGELO & FATTINI. Anatomia Humana. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
OLIVEIRA, T. Instituição desconhecida. Mundo dos animais. 2014. Disponível em: http://www.mundodosanimais.pt/animais-de-quinta/anatomia-cavalo/ Acesso em: 20 Out. 2014.
SPENCE, A. P. Anatomia Humana Básica. 2ª ed. Tradução: Edson Aparecido Liberti – São Paulo: Manole, 1991.

Fonte das imagens
Tabelas 1 e 2:
http://www.revistapersonalite.com.br/site/nova-nomenclatura-anatomica/
Figura 1:
http://www.mundodosanimais.pt/animais-de-quinta/anatomia-cavalo
Figura 2a:
http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/posi%C3%A7%C3%A3o%20anatomica/
Figura 2b:
http://anatomiadescritivaveterinaria.blogspot.com.br/
Figura 3a:
http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/divis%C3%A3o%20do%20corpo%20humano/
Figura 3b e 4b:
http://arquivosdeveterinaria.blogspot.com.br/2010_08_01_archive.html
Figura 4a:
http://disciplinas.uniararas.br/anatomia/wp-content/dpoffline/introducao/introducao.htm
Figura 5a:
http://aulas-de-anatomia.blogspot.com.br/2010/08/nocoes-basicas-de-anatomia.html
Figura 5b:
https://questoesdefisiocomentadas.files.wordpress.com/2014/08/planos-e-eixos.jpg

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Novas contribuições

Os textos do blog não podem parar e é por isso que de tempos em tempos renovamos a equipe de contribuidores. A partir deste mês João Vitor Marani, Lara Parreira, Letícia Rodrigues e Nathalia Cury, alunos do curso de graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia, Campus Pontal, sob orientação da Profa. Luciana Calábria, serão os autores dos textos que abordarão a anatomia comparada do corpo humano e de outros animais. Você vai se surpreender!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Comparando o sistema tegumentar de humano e felino

A pele desempenha um papel importante na homeostase do corpo, assegurando assim a continuação da atividade das células. Dentre as suas funções destacam-se a proteção, formando uma barreira física que impede a entrada de micro-organismos; a regulação da temperatura do corpo, impedindo a perda de água; e a proteção da entrada de outras substâncias.
A pele é caracterizada por três camadas superpostas (Fig. 1), as quais são descritas a seguir:
- Epiderme: camada externa constituída por aglomerados de células justapostas, não contendo vasos sanguíneos e que está em renovação constante;
- Derme: camada intermediária composta essencialmente de fibras de colágeno e elastina, irrigada por vasos sanguíneos e linfáticos, e onde se localizam os nervos;
- Hipoderme: camada constituída pelo tecido adiposo que desempenha importante papel na proteção de órgãos internos contra traumas e perda de calor.


Figura 1: Camadas que compõem o sistema tegumentar.

Os anexos da pele são estruturas que se originam por invaginação da epiderme na derme, sendo eles representados pelos pelos, glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas e unhas. Nestas invaginações originam-se pequenos órgãos denominados folículos pilosos (Fig. 2). As glândulas sebáceas produzem o sebo, que é composto por várias substâncias que atuam como lubrificantes naturais dos pelos, evitando que fiquem quebradiços (Figs. 1 e 2). As glândulas sudoríparas são encontradas por todo o corpo (Fig. 1), com exceção das mucosas e lábios, e são responsáveis pela secreção do suor, substância esta que contém água, eletrólitos, sódio, potássio, ureia, amônia e ácido úrico. As unhas são placas de células fortemente queratinizadas, que crescem nas superfícies dorsais das falanges terminais dos dedos (Fig. 2).


 Figura 2: Anexos da pele: pelo e unha.

CURIOSIDADE!
No homem, a perda de água pela pele, processo chamado de desidratação, inicia-se por volta dos 25 anos e está acompanhada da diminuição de fibras de colágeno, proteína que garante a sua elasticidade.

Pelos e garras em gatos
O pelo no gato tem a função de regular de forma eficiente sua temperatura corporal e o ajuda a se camuflar no meio ambiente para fuga de predadores. Na verdade, os gatos possuem duas camadas de pelo, uma camada interna mais curta que o isola termicamente e uma camada externa maior que o mantém seco. O pelo de um gato selvagem, como o guepardo, cria uma camuflagem que o ajuda a caçar.
As unhas em animais têm funções importantes na defesa e na sua sobrevivência. No homem, além de protegerem as pontas dos dedos de todo o tipo de golpes e agressões, as unhas servem para esfregar, arranhar, como um meio instintivo de defesa perante uma situação de perigo, e em utilizações cotidianas como apertar, separar, dobrar e muitas outras ações que necessitem de alguma precisão. Nos gatos, as garras (Fig. 3) são ferramentas importantes durante uma caçada. Na maior parte do tempo, permanecem retraídas e despercebidas, pois estão envolvidas em pele e pelo, sendo que os guepardos são os únicos gatos que não podem retrair suas garras. As garras são muito afiadas, capazes de cortar e abrir uma presa ou arranhar um adversário. Assim, gatos mantêm suas garras afiadas, retraindo-as quando não estão sendo usadas e afiando-as em objetos ou troncos de árvores, por exemplo.


Figura 3: Garras de gato doméstico.

Por outro lado, as vibrissas (Fig. 4), comumente chamadas de “bigode”, ajudam o gato a medir distâncias entre dois objetos antes de decidir espremer-se entre eles ou movimentar-se mais livremente no escuro, além de auxiliá-los na detecção de pequenas perturbações na atmosfera. Nas narinas humanas também encontramos vibrissas que se localizam no interior das narinas, porém têm a função de ajudar na filtração do ar inspirado.

Figura 4: Vibrissas em gato doméstico e em narinas humanas.


Escrito por: Laura Ribeiro e Priscila Ferrari


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
DINH H, D.; EHOW. Traduzido por ARAÚJO, A.; EHOW BRASIL. Educação e Ciência: Sistema Tegumentar em Gatos. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.ehow.com.br/sistema-tegumentar-gato-fatos_59443/> Acesso em: 10 Ago. 2014.
KERDNA; Anatomia Humana: Sistema Tegumentar. Ano desconhecido. Disponível em: http://anatomia-humana.info/mos/view/Sistema_Tegumentar/ Acesso em: 10 Ago. 2014.
MOI, R. C. Envelhecimento do Sistema Tegumentar: Revisão Sistemática da Literatura. 2004. Universidade de São Paulo. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-18052004-103619/en.php> Acesso em: 09 Ago. 2014.
WECKER, J. E.; Sistema tegumentar: Aula de Anatomia, Ano desconhecido. Disponível em:
<http://www.auladeanatomia.com/tegumentar/tegumentar.htm> Acesso em: 10 Ago. 2014.
MEDIPEDIA.; Unhas. Ano desconhecido. Disponível em:<http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=455#sthash.ht0v1LFJ.dpuf>  Acesso em: 11 Ago. 2014.
WEEBLY.; Anatomia Humana: Sistema Respiratório, Ano desconhecido. Disponível em:< http://anatomia.weebly.com/respiratoria.html> Acesso em: 11 Ago.2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://tcnicaemesteticamuriel.blogspot.com.br/2012/08/a-pele-e-suas-funcoes.html
Figura 2: http://corpohumano1.webnode.pt/sistemas/sistema-tegumentar-2/
Figura 3:
http://petboutiquemacherie.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html

Figura 4: http://www.operariosdaweb.com.br/pra-que-serve-o-bigode-dos-gatos/ e http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2010/01/18/transmissao-do-influenza-aviario-restrita-pelo-nariz-frio/