sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ANATOMIA COMPARADA: SISTEMA RESPIRATÒRIO HUMANO X AVES

O sistema respiratório é o conjunto de órgãos responsáveis pelas trocas gasosas (entrada de oxigênio e eliminação de gás carbônico). Além de funcionar na troca de gases, ele também é responsável pela regulação do pH sanguíneo, contém receptores para o sentido do olfato, filtra o ar inspirado, produz sons e livra o corpo de água e calor, no ar exalado (TORTORA; GRABOWSKI, 2002), também tem grande importância para as reações metabólicas.
            Nos humanos o sistema respiratório apresenta os seguintes órgãos: nariz, que é responsável pelo aquecimento, filtração e umedecimento do ar. A faringe que também faz parte do sistema digestivo e é dividida em três regiões anatômicas a nasofaringe, orofaringe e laringofaringe, e que leva o ar até a laringe, que é um órgão que conecta a faringe com a traqueia, e possui uma cartilagem chamada epiglote que atua como uma válvula impedindo que alimentos atinjam as vias respiratórias, nela também se encontra as cordas vocais que são fundamentais para a fala.
             Em seguida temos a traqueia, que é um tubo elástico de aproximadamente 12 cm, constituído por anéis de cartilagem que termina se bifurcando em dois brônquios principais que penetram nos pulmões, um órgão esponjoso, envolvido por uma camada de tecido protetora chamada pleura. Nos pulmões os brônquios se ramificam em bronquíolos que se ramificam novamente em uma estrutura chamada alvéolo pulmonar, que é a onde se ocorre a hematose (trocas gasosas).


Figura 1 – Esquema respiração Humana.



Fonte: https://www.behance.net/gallery/9048365/Ilustracoes-Corpo-humano

Nas aves a respiração ocorre também através dos pulmões, porém eles são mais rígidos, possuem volume fixo e são localizados dorsalmente na região torácica. A traqueia se divide em brônquios que se ramificam dentro dos pulmões, em tubos chamados de parabrônquios, que são estruturas muito finas irrigadas por capilares. Diferentemente dos humanos as aves não possuem alvéolos pulmonares, mas sim tubos contendo ar que são chamados de capilares aéreos e que partem dos parabrônquios, onde ocorrem as trocas gasosas.
Outra estrutura presente nas aves são os sacos aéreos que se originam de brônquios secundários, e se encontram tanto na região anterior e posterior do animal, e tem função de ventilar ar para os pulmões. Além da ventilação, os sacos aéreos também garantem um fluxo de ar rico em oxigênio, diminuindo o peso e auxiliando assim no voo.  Os sacos aéreos também auxiliam na refrigeração do corpo, pois o voo requer um gasto de energia muito alto, gerando e liberando uma grande quantidade de calor. Esse calor é absorvido pelo ar frio presente nos sacos aéreos, que é eliminado pela traqueia.

Figura 2 – Sistema Respiratório das Aves




Fonte: http://www.mundoeducacao.com/biologia/sistema-respiratorio-das-aves.htm

REFERÊNCIAS

TORTORA, G. J. Princípios de Anatomia Humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
Sistema Respiratório. Disponível em: <http://www.auladeanatomia.com/respiratorio/sistemarespiratorio.htm>.
Órgãos do Sistema Respiratório. Disponível em: <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/Respiracao2.php>.
Sistema Respiratório das Aves. Disponível em: <http://www.mundoeducacao.com/biologia/sistema-respiratorio-das-aves.htm>.
Respiração das Aves. Disponível em: <http://www.uff.br/fisiovet/Conteudos/respiracao_aves.htm>.

Escrito por Carolina Monteiro de Almeida

sábado, 3 de outubro de 2015

COMPARANDO O SISTEMA RESPIRATÓRIO ENTRE HUMANOS E GAMBÁS (MARSUPIAIS)

Para a realização das diversas atividades metabólicas executadas para produção de moléculas de ATP, a partir da liberação de energia dos nutrientes, as células utilizam O2 e ao mesmo tempo liberam CO2. O sistema respiratório é responsável por esse processo, ou seja, pela realização das trocas gasosas.

Figura 1: Troca gasosa nos alvéolos pulmonares

O sistema respiratório humano é composto basicamente por duas porções: condutora e respiratória. A porção condutora é composta por nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, que são responsáveis pela filtração, aquecimento e umidificação do ar, conduzindo-o para dentro dos pulmões; e a porção respiratória, que são os pulmões, possuindo em seu interior os alvéolos pulmonares, responsáveis pelas trocas gasosas. Em adultos, o volume da porção condutora é de aproximadamente 150 mililitros, e da porção respiratória entre 5 e 6 litros.

Figura 2: Vias de condução do ar




            Em seres humanos a laringe é uma passagem curta, que faz a conexão da porção laringofaríngea com a traqueia. Localizada na região medial do pescoço, ou seja, anteriormente à quarta até a sexta vértebra cervical. Esta estrutura é constituída por nove cartilagens: a tireoidea, epiglote e cricóidea que são cartilagens isoladas, e três cartilagens formadas em pares, a aritenóidea, cuneiforme e corniculada. As cartilagens pares são importantes devido a influência relacionada à tensão e posicionamento das pregas vocais.
            A epiglote humana é uma estrutura cartilaginosa elástica foliada, envolvida por epitélio. A região inferior afilada, denominada “pecíolo” epiglótico, encontra-se fixado à margem anterior da cartilagem tireóidea e hioidea. A região foliada encontra-se livre para movimentar-se para cima e para baixo. No momento da deglutição, a faringe e a laringe elevam-se, ou seja, ocorre o alargamento da faringe durante a elevação, para o recebimento de líquido ou alimento; e a elevação da laringe promove a movimentação para baixo da epiglote, proporcionando o fechamento da glote, para que nenhuma partícula de alimento possa entrar na laringe. Quando isso acontece, ocorre o reflexo da tosse, para que a partícula seja expelida.

Figura 3: Laringe em humanos: vista anterior e lateral


Comparando...

            A laringe dos gambás, classificados como marsupiais, está localizada na região ventral do pescoço, dorsal à traqueia. Assim como em humanos, a laringe em gambás também é um órgão tubular curto, que faz conexão entre faringe e traqueia. Esta estrutura é dividida em quatro importantes cartilagens: tireoidea, epiglote, aritenóide e cricóide.
            A epiglote é uma cartilagem elástica e flexível, envolvida por mucosas, que tem formato semelhante a uma folha, contendo um ápice pontiagudo, e posicionada na região caudal à raiz da língua. Em situação de repouso, a epiglote inclina-se dorsorostralmente, posterior ao palato mole, podendo inclinar-se em movimento retrógrado para revestir de forma parcial a entrada da laringe quando o animal deglute.

Figura 3: estruturas da laringe de gambá




Escrito por Lara Parreira de Souza

Referências consultadas:

TORTORA, G. J. Princípios de Anatomia Humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
BERTASSOLI, B. M.; SANTOS, A. C.; OLIVEIRA, F. D.; OLIVEIRA, D. M.; NETO, A. C. A.; CARVALHO, A. F. Morfologia da laringe e traqueia de gambás (Didelphis sp.). 2013.

Fontes de imagens:

Figura 1:
 http://www.infoescola.com/biologia/sistema-respiratorio/

Figura 2:
http://www.fisiotic.org/essawiki/index.php?title=Ventila%C3%A7%C3%A3o_do_Sistema_Respirat%C3%B3rio

Figura 3:
http://anatomiaonline.com/respiratorio/laringe/laringe.htm

Figura 4:

http://www.revistas.ufg.br/index.php/vet/article/viewFile/17044/14541/105832

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

COMPARANDO OS SISTEMAS CIRCULATÓRIOS: HUMANOS X PEIXES

O sistema circulatório é essencial para o transporte de gases (O2 e CO2), nutrientes, hormônios e outros compostos importantes para as células, tecidos e órgãos do corpo. O sistema circulatório é a junção de dois sistemas: cardiovascular e linfático. Os principais componentes deste sistema são o sangue, coração e vasos sanguíneos. A circulação humana é considerada fechada e dupla, composta da pequena circulação pulmonar e uma grande circulação sistêmica.
No sistema circulatório humano, os vasos sanguíneos são responsáveis pelo transporte do sangue do coração para tecidos e órgãos e vice-versa. Dividem-se em artérias e veias, sendo o sistema arterial composto por artérias e arteríolas que partem do coração levando sangue (rico em O2) aos tecidos e o sistema venoso composto por veias e vênulas que partem levando sangue (rico em CO2) dos tecidos até o coração. As vênulas são suas ramificações, que também se ligam aos capilares. Os capilares são vasos microscópicos responsáveis pela comunicação entre as veias e as artérias.
O coração é a bomba que promove a circulação do sangue pelos vasos sanguíneos, para que, assim, o sangue possa atingir as células corporais. Ele é protegido pelo pericárdio, uma membrana composta por duas camadas, o pericárdio seroso e fibroso. O coração humano pode ser dividido em quatro câmaras: duas superiores (átrios) e duas inferiores (ventrículos). As alterações de pressão definem a abertura e o fechamento das valvas. A seguir (Figura 1), observe um esquema do sistema circulatório humano:

Figura 1. Esquema circulatório 
(http://www.escolovar.org/corpo_circula.htm)
A circulação dos peixes também é considerada fechada como a dos humanos, entretanto consiste em um sistema simples, onde apenas o sangue não oxigenado passa pelo coração. Do coração ele é bombeado para as brânquias que assim passa a ser oxigenado e então distribuído para o corpo. O coração dos peixes possui apenas duas cavidades, um ventrículo e uma aurícula. A câmara receptora é chamada de seio venoso.

Figura 2 - Circulação dos peixes.
(https://matheuswagnerbioifes.files.wordpress.com/2011/04/image003.jpg)


Durante a circulação nos peixes, o sangue passa pela câmara receptora, segue para a aurícula e depois para o ventrículo onde é bombeado para fora do coração passando do cone arterioso para a aorta ventral. Após a aorta ventral segue para a região braquial, é oxigenado passando pelos vasos branquiais aferentes, saindo então das brânquias através das alças coletoras eferentes e vai para aorta dorsal.
Os peixes possuem vários sistemas venosos. Ao entrar no seio venoso de cada lado encontra-se um vaso conhecido como veia cardinal comum ou ducto de Cuvier, que é formado pela fusão das cardinais anteriores e posteriores. Seu sistema porta-renal é formado pela veia caudal e pelas duas veias porta-renais, localizadas lateralmente aos rins (o sangue da região caudal passa da veia caudal para as veias porta-renais que assim entra nos capilares dos rins). O sistema porta-hepático coleta o sangue do estômago e do intestino e devolve para o fígado que depois de passar por uma série de sinusóides, move-se para o seio venoso por meio das veias hepáticas pares.
Nos diferentes grupos de peixes, encontram-se algumas modificações do sistema circulatório.

 Escrito por Mariana Brígida Castro Silva

Referências

SPENCE, Alexandre P. Anatomia Humana Básica. 2. ed. São Paulo: Manole Ltda, 1991. 713 p.



VERÇOSA NICÁCIO, Saulo. Circulação. In: VERÇOSA NICÁCIO, Saulo (Org). Fisiologia Comparada. 1. Ed. Instituto Federal de Alagoas e Depecid, 2011. Cap 03, p.40-41 e 45.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Potências Visuais

O olho humano é um órgão extremamente complexo que atua como uma câmera, coletando a luz visível. Cada olho (globo ocular) encontra-se dentro de uma caixa óssea protetora, denominada órbita. O olho é composto por três túnicas dispostas em camadas, são elas:
1.       A camada externa, formada pela esclera e córnea;
2.       A camada média ou túnica vascular, constituída pela coróide, pelo corpo ciliar e pela íris;
3.       A camada interna ou a retina, que se comunica com o encéfalo por meio do nervo óptico.
    Figura 1



Quando a luz é refletida ou refratada e vem em nossa direção é captada pela retina, onde encontra-se dois tipos de células fotossensíveis: os cones e os bastonetes. A imagem fornecida pelos cones é mais nítida e rica em detalhes e existem três tipos de cones capazes de reconhecer os espectros de luz verde, vermelho e azul. Há comprimentos de onda que excitam dois ou mais cones, produzindo a diversidade de cores que somos capazes de enxergar. Da retina saem os impulsos nervosos para o nervo óptico que os leva até o lobo occipital, onde são interpretados como visão.
 Para enxergar é necessária a presença de um tecido especializado transparente nos olhos, que permitam a entrada da luz, como a córnea e o cristalino, e um tecido não transparente contendo os receptores, que captem a luz e a decodifiquem em sinais elétricos para serem enviados ao encéfalo. O cristalino possui uma alta capacidade de sofrer alterações conformacionais que permitem focalizar objetos a várias distâncias com nitidez. Para deixar o máximo possível de luz passar o cristalino, as fibras colágenas que o formam precisam se manter compactadas o suficiente para não refratar a luz.
         Dessa forma, mesmo que a capacidade de se tornar invisível possa parecer atraente, poucos percebem que essa habilidade traz uma consequência horrível: todos os que ficassem invisíveis se tornariam completamente cegos, pois a luz atravessaria o corpo deixando de adentrar os olhos e atingir a retina para formar a imagem no encéfalo.
         Porém, dificilmente algo ou alguém seria invisível ao Camarão Mantis (Gonodactylus smithii), conhecido popularmente como Tamarutaca. Ele não possui três tipos de cones receptores de luz como os humanos, quatro como as aves, cinco ou seis como as borboletas, o Camarão Mantis dispõe de dezesseis pigmentos visuais diferentes dispostos organizadamente em sua retina.

                                                                  Figura 2


                                                     Gonodactylus smithii


O sistema de visão das cores envolve pelo menos oito tipos de fotorreceptores diferentes na região da retina operando na faixa espectral visível, podendo enxergar o mundo em até doze cores primárias, o que é quatro vezes a capacidade da visão humana. Além disso, há múltiplos receptores sensíveis ao UV (ultra violeta) e pode medir até seis tipos de polarizações de luz (direção da oscilação das ondas de luz). Possui visão tridimensional em cada olho que podem se mover independentemente.

Escrito por Gustavo Siconello



Referências:


LAMB, Trevor D.. A Fascinante evolução do olho. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_fascinante_evolucao_do_olho.html>. Acesso em: 14 set. 2015.


VILELA, Ana Luisa Miranda. OS SENTIDOS: VISÃO, AUDIÇÃO, PALADAR, OLFATO E TATO. Disponível em: <http://www.afh.bio.br/sentidos/sentidos1.asp>. Acesso em: 14 set. 2015.
CHIAO, Chuan-chin; CRONIN, Thomas W.; MARSHALL, N. Justin. Eye Design and Color Signaling in a Stomatopod Crustacean Gonodactylus smithii. Disponível em: <http://web.neurobio.arizona.edu/gronenberg/nrsc581/colorvision/stomatopod.pdf>. Acesso em: 14 set. 2015.




NUNES, Letícia Riguetto. A incrível capacidade visual do camarão Mantis. Disponível em: <http://www.petbio.ufv.br/informativo/70/artigo-03.html?KeepThis=true&TB_iframe=true>. Acesso em: 14 set. 2015.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Úlcera gástrica: realidade em humanos e equinos

O sistema digestório possui a importante função de abastecer o organismo, retirando nutrientes através da alimentação, com intenção de obter a energia necessária para o desenvolvimento e a manutenção do corpo. Através da digestão, o alimento é degradado em moléculas menores, que são absorvidas facilmente pelo trato gastrointestinal, adentrando no sistema sanguíneo e nutrindo todos os órgãos e tecidos.
Os órgãos do sistema digestório são compostos pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso, constituindo o trato gastrointestinal, que são responsáveis por toda preparação do alimento até a eliminação dos resíduos que não foram aproveitados. Os dentes, língua, glândulas salivares, fígado, vesícula biliar e pâncreas constituem as estruturas acessórias. Os dentes possuem a finalidade de auxiliar na degradação do alimento através da mastigação. As demais estruturas acessórias, exceto a língua, são responsáveis pela produção e armazenamento das secreções essenciais para digestão química, as quais são liberadas no trato gastrointestinal pelos ductos.
O estômago humano (Fig.1A) é dividido em três regiões anatômicas denominadas cárdia, fundo, corpo e piloro. Na primeira porção do estômago encontra-se a cárdia, onde localiza-se o óstio cárdico (abertura); o fundo situa-se na porção esquerda e acima da cárdia; o corpo é a região entre o fundo e o piloro, e este é a porção final do estômago onde localiza-se o esfíncter pilórico, responsável pelo controle do conteúdo gástrico para o duodeno (primeira porção do intestino delgado).
O estômago equino (Fig. 1B) possui algumas diferenças comparados aos demais monogástricos, pois grande porção desse órgão é classificada como não glandular, coberta por epitélio escamoso estratificado, semelhante a mucosa esofágica. A porção glandular é responsável pela produção dos sucos gástricos digestivos. A linha de transição entre as duas áreas é chamada de Margo Plicatus.


Figura 1: Estômago humano (A) e equino (B) em vista anterior

A úlcera gástrica é uma doença existente tanto em humanos quanto em equinos. É uma ferida no estômago decorrente à deficiência dos fatores defensivos da mucosa, que não protegem o epitélio contra os ácidos liberados para dar continuidade ao processo de digestão. Este problema também está associado ao stress e ao longo período que o indivíduo, ou animal permanece em jejum sendo precursor da gastrite crônica.
A úlcera gástrica em humanos é mais recorrente na porção alta da curvatura do estômago. A ferida formada lesiona a mucosa que reveste a parede, atingindo os vasos sanguíneos, acarretando perca de sangue através dessa ferida. 

Figura 2: Úlcera gástrica em humanos

As lesões componentes da síndrome da úlcera gástrica (Fig. 3) em equinos se desenvolvem, principalmente, na mucosa aglandular do estômago, sendo focal ou multifocal. Observa-se que em equinos pode existir casos com gastrite difusa, refluxo gastresofágico e desordens obstrutivas.

Figura 3: Gastroscopia mostrando úlcera gástrica grave em equinos.


                                                                              Escrito por Lara Parreira de Souza
Referências consultadas
BUONORA, G. S., AFONSO, J. A. B., ALMEIDA, H. B., ALVES, G. E. S. Estudo da ocorrência de lesões gástricas em cavalos de vaquejada. Cirurgia de grandes animais, v. 41(supl), 2004.
LAMAS, M. Evolução do cavalo – perspectiva gástrica. Disponível em http://www.clinicadoalmargem.pt/uploads/6/5/4/1/6541571/evoluo_do_cavalo_-_prespectiva_gastrica.pdf. Acesso em 20 Jul. 2015.
MARTINS, L. C., CORVELO, T. C. O., OTI, H. T., BARILE, K. A. S. Soroprevalência de anticorpos contra o antígeno CagA do Helicobacter pylori em    pacientes com úlcera gástrica na região Norte do Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 35: 307-310, jul-ago, 2002.
TORTORA, G. J. Corpo Humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
SILVA, L. C. L. C., BELLI, C. B., BACCARIN, R. Y. A., FERNANDES, W. R. Úlcera gástrica em equinos. Continuous Education Journal CRMV-SP.
São Paulo, v. 4, fascículo 3, p. 39-47, 2001.
DESCONHECIDO. Gastrite e Úlcera gástrica – Tratamento, causas, sintomas e exames. Disponível em < http://www.especialista24.com/gastrite-e-ulcera-gastrica/> Acesso em 23 de Jul. 2015.

Fonte de imagens
Figura 1A:
http://www.estudopratico.com.br/sistema-digestorio-humano-orgaos-e-suas-funcoes/
 Figura 1B:
http://practicasdeanatomiatopografica.blogspot.com.br/2009/04/practica-7endoscopia-en-equinos.html                                        
Figura 2:
https://jmarcosrs.files.wordpress.com/2012/03/du_gu_1.jpg
Figura 3:
http://www.equinegastriculcers.co.uk/what_are.html








quarta-feira, 22 de julho de 2015

Comparação da Anatomia e Fisiologia do Sistema Digestório de Aves e Humanos

     
     Para os animais permanecerem vivos, há a necessidade de renovação das células, desenvolvendo  a estrutura corporal  e mantendo suas atividades vitais. Para isso, os alimentos são primordiais pois são eles que fornecem energia para o nosso corpo.
No corpo humano o funcionamento do sistema digestório ocorre após uma refeição, onde os nutrientes presentes nos alimentos chegam às células através da digestão  e absorção destes no estomago e intestinos. Durante o processo de digestão o corpo produz enzimas digestórias que são capazes de absorver e compartimentalizar o alimento, sendo cada tipo de enzima  especifica para cada tipo de molécula:  por exemplo, as amilases atuam somente em moléculas de amido (carboidrato), as proteases agem nas moléculas de proteínas,  as lipases nas moléculas de gordura (lipídios), as pepsinas que agem nos peptídeos

         O tubo digestório em humanos é composto por seguintes órgãos: boca, faringe, esôfago, estomago, intestino delgado e intestino grosso (Fig.1).



                                          Fig.1.Sistema Digestório Humano.


        No sistema digestório humano a boca é a primeira estrutura receptora dos alimentos que são digeridos e umedecidos pela saliva, que é produzida pelas glândulas salivares. A saliva possui a enzima amilase, que inicia a digestão dos carboidratos. Na boca os dentes trituram o alimento e logo há a deglutição, sendo a língua responsável por empurrar o bolo alimentar até o esôfago, que é um tubo flexível que faz movimentos peristálticos e leva o bolo alimentar até o estomago. No estomago os movimentos peristálticos também movimentam o bolo juntamente com o suco gástrico; neste momento ocorre, principalmente, a digestão de proteínas. A digestão do restante dos nutrientes ocorre no duodeno, onde são lançadas substâncias que ajudam na digestão como, por exemplo, a bile produzida pelo fígado e o suco pancreático, produzido pelo pâncreas. É no intestino delgado que haverá a completa absorção dos nutrientes. Os alimentos serão levados até o intestino grosso onde ocorre a absorção de água e sais minerais; neste órgão também existem bactérias que ajudam na fermentação e decomposição de resíduos de alimentos, que são eliminados pelo ânus.


Comparando....                                                                      

        O sistema digestório da maioria das aves é constituído por esôfago, papo, proventriculo, moela, intestino e cloaca (Fig.2).

                                                 Fig 2. Sistema digestório em Aves


        Nas aves as estruturas dos órgãos são diferenciadas das que compõe o sistema de digestão humano, pois a primeira estrutura que recebe o alimento é o bico; as aves não possuem dentes para a trituração. A dieta desses animais é composta por grãos e sem a mastigação há a digestão inteira do grão. Para haver a deglutição as aves movimentam a cabeça para frente (Fig.4) que resulta no deslocamento do alimento para trás caindo também por peristaltismo no papo, uma região dilatada do esôfago. É no papo ou inglúvio que o alimento ingerido pelo animal será armazenado, sendo este bem desenvolvido nas espécies de pombos e frangos. O estômago é dividido em proventrículo e moela. Após serem amolecidos no papo, os alimentos vão para o proventrículo, também chamados de estômago químico. No proventrículo, o alimento é misturado a enzimas digestivas e encaminhado para o estômago mecânico, conhecido como moela.


                                                     Fig.3 Galinha realizando movimento para deglutição


A moela (fig.5) é um órgão (com paredes grossas constituídas por músculos) especializado em triturar os alimentos consumidos pelas aves. Algumas espécies de aves herbívoras ingerem pequenas pedrinhas para que elas auxiliem na trituração dos alimentos pela moela. As pedrinhas ingeridas pelo animal podem ser as substitutas dos dentes, que perderam ao longo da evolução. Em aves carnívoras, a moela não é bem desenvolvida como nas aves granívoras, pois a dieta é facilmente digerida pelo proventriculo; os grãos aproveitados pelas aves granívoras possuem celulose e devem sofrer moagem na moela, pois as enzimas digestivas não o digerem quando inteiros.


                                            Fig.4 Moela de ave. Pode ser utilizada pelo consumo humano. 

Logo depois da moela está o duodeno, a primeira porção do intestino delgado.  As demais regiões do intestino, o jejuno e íleo, não possuem distinção clara, separados pelo  divertículo de Meckel,  um vestígio do saco vitelínico. Os cecos estão em pares em algumas espécies de aves e seu tamanho depende da dieta em fibras; os cecos direito e esquerdo encontram-se na junção dos intestinos delgado e grosso. A função dos cecos é transportar monossacarídeos e aminoácidos contra o gradiente de concentração e a digestão microbiana da celulose.
 
Fig.5 (A) Cavidade Visceral de uma Ema pela face lateral direita, evidenciando o jejuno(je), duodeno (du), cecos(ce), íleo (i), pulmão(pu), fígado(fg), ventrículo gástrico (ve), sacos áereos(as) e pâncreas(pa).
(B) Cavidade lateral esquerda das vísceras, evidenciando pulmão(pu), coração(co), fígado(fg), rim(ri), esôfago(es), proventriculo gástrico(pv),istmo(is), ventrículo gástrico(ve), íleo(i), cecos(ce) e cólon-reto(re).

Órgãos Acessórios existentes no homem e aves
                          
-  Nas aves as vesículas biliares, exceto nos pombos, dá origem ao ducto biliar que drena no duodeno. Em humanos a vesícula biliar possui o ducto cístico, que se une ao ducto pancreático para formar o ducto colédoco.

- Nas aves o pâncreas é trilobulado e possue secreções que atingem o duodeno via três ductos, um em cada lobo.

CURIOSIDADES !!!!!!!

          Não é somente algumas aves que comem pedras para ajudar na digestão de alimentos: animais aquáticos como: pinguins (aves), focas e leões marinhos ingerem pedras que funcionam como lastro. Como assim?? Isto os ajuda a afundar. Além disto, as pedras engolidas, chamadas de gastrólitos, ajudam também no processo de trituração e limpeza das paredes estomacais, podem contribuir na saciação, prevenindo estes animais da fome. Os próprios animais escolhem o tempo em que as pedras ficarão em seu organismo: se estiverem sentindo desconforto, há regurgitação dos gastrólitos para fora. As pedras mais lisas e arredondadas são as preferidas, pois não machucam o trato gastrointestinal destes animais.




                                                       Fig.6 Animais que ingerem pedras.

Escrito por Laura Alves Ribeiro


Referencias Bibliográficas

SWENSON,M.J.; REECE,W.O.; DUKES. Fisiologia dos Animais Domésticos. 11ª ed. Rio de Janeiro. Editora: Guanabara Koogan, cap. 29, p. 451-457,1996. Universidade Federal de Furnas. Disponível em: http://www.uff.br/webvideoquest/LP/artigo3.htm

RODRIGUES, N. M.; OLIVEIRA, B. G.; SILVA, B.S.R.; TIVANE, C.; ALBURQUERQUE, G.F. J.; MIGLINO, A.M.; OLIVEIRA, F.M. Macroscopia e topografia do aparelho digestório de emas (Rhea americana americana). Pesquisa veterinária brasileira. Scielo. Disponivel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-736X2012000700018


SÓBIOLOGIA. O sistema digestório humano.  Disponível em:
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/bioaves2.php

SÓBIOLOGIA. Aves - vertebrados homeotermos com corpo coberto por penas. Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/bioaves2.php

Diário de Biologia. Animais comem pedras. Disponível em: http://diariodebiologia.com/2011/03/sabia-que-alguns-animais-tem-habito-de-comer-pedras/

Fontes das Imagens




Fig 4. http://pt.depositphotos.com/17445869/stock-photo-chicken-gizzards.html



http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/bichos/focas-so-parecem-desajeitadas-734456.shtml