segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SISTEMA URINÁRIO: UMA RELAÇÃO ENTRE HUMANOS E AVES



O sistema urinário é responsável pela produção, armazenamento e eliminação da urina, composto por dois rins, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra. O néfron, que é a porção funcional deste sistema, realiza o processo de filtração e localiza-se no parênquima renal. A porção de filtração (corpúsculo renal) situa-se no córtex renal e a porção responsável pela reabsorção adentra a medula renal.
Durante o processo de filtração do sangue e formação da urina, os rins realizam a regulação do volume e composição do sangue, removendo resíduos e produzindo, em seguida, a urina. Os rins excretam diversos resíduos, incluindo por exemplo, o excesso de H+, o que contribui no controle do pH do sangue. Além disso, os rins auxiliam na regulação da pressão arterial, promovendo a secreção da renina, uma enzima que ativa a via renina-angiotensina-aldosterona, capaz de aumentar a pressão arterial em situações em que a esta encontra-se baixa. 

Figura 1: Sistema urinário e sua porção funcional





Os demais órgãos atuam no armazenamento e eliminação da urina produzida nos rins a partir da filtração do sangue. Os ureteres são estruturas responsáveis por conduzirem a urina da pelve renal de um rim até a bexiga urinária. A descida da urina nos ureteres é resultante tanto da gravidade quanto dos movimentos peristálticos de suas paredes musculares.
 A bexiga urinária é um órgão muscular, elástico, oco que se localiza na cavidade pélvica, posteriormente à sínfise púbica. Seu formado varia de acordo com a quantidade de urina armazenada: quando encontra-se vazia possui um aspecto achatado, levemente esticada é esférica, e, de acordo com o aumento do volume de urina, a bexiga torna-se cada vez mais piriforme, ocupando a cavidade abdominal.
A uretra é um tubo pequeno que se dirige do seu óstio interno até o exterior do corpo. Nos homens e nas mulheres este órgão é a porção final do sistema urinário, capaz de eliminar a urina. Além disso, nos homens, a uretra também elimina o sêmen.

Comparando...

Assim como em humanos (fig. 2A), o sistema urinário das aves (fig. 2B) é composto pelos rins e ureteres, e no caso de avestruz e ema, possui também uma estrutura de armazenamento da urina que se assemelha a bexiga urinária humana. Porém, nas aves ocorre a produção do ácido úrico, que tem como precursor a amônia, ao invés de ureia como acontece em humanos.
Os rins humanos são órgãos avermelhados, localizados entre o peritônio e a região posterior do abdome. Já os rins das aves possuem coloração marrom com formato de um retângulo alongado com três divisões: lobo cranial, médio e caudal. São localizados ao lado da coluna vertebral, logo abaixo dos pulmões.
A estrutura interna dos rins humanos é dividida em uma área superficial, com aspecto avermelhado, textura lisa, denominado córtex renal. A estrutura mais interna, possui tonalidade marrom-avermelhado, chamada de medula renal, que é o conjunto de estruturas menores: as pirâmides renais, que desembocam nas papilas renais. Nas aves, os rins também se dividem em regiões cortical e medular. O córtex é constituído por regiões largas, que são mais externas, e a medula pelas hastes dos lóbulos, que são compostas por túbulos coletores em feixes e uma porção inicial dos ureteres.
Os ureteres nas aves são estruturas musculares que se dispõe em cada lado do abdome, responsáveis em transportar a urina dos rins até a cloaca.


Figura 2: Sistema urinário de humanos (A) e aves (B)



Escrito por Lara Parreira de Souza





REFERÊNCIAS:

TORTORA, G. J. Princípios de Anatomia Humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

AUTOR DESCONHECIDO. Fisiologia das Aves – Sistema Reprodutor e Urinário. Disponível em: < http://passarinheiro.forums-free.com/fisiologia-das-aves-sistema-reprodutor-e-urinario-t41.html> Acesso em 19 nov.  2015.

CHAGAS, M. A. UFF. Sistema Urinário das Aves. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.uff.br/atlashistovet/Sisturinariogalinha2.htm> Acesso em 20 nov. 2015.

FONTES DE IMAGENS:
Figura 1:
http://www.geocities.ws/CollegePark/Lab/9707/excretor.html

Figura 2A:
http://www.mundovestibular.com.br/content_images/1/Biologia/aparelho_urinario.gif

Figura 2B:
http://www.alunosonline.com.br/biologia/sistema-reprodutor-das-aves.html
 



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Sistema reprodutor e gestação: humanos X cavalo marinho



O sistema reprodutor tem a função de gerar prole em todos os seres vivos. Como quase todos os mamíferos, com exceção dos monotremados, os humanos são seres vivíparos e placentários, cujo processo de fecundação e desenvolvimento do bebê ocorrem dentro do trato reprodutor feminino.

Sistema reprodutor masculino humano:
            É composto por estruturas internas (testículos, epidídimo, ductos ejaculatório e deferente), externas (pênis e escroto) e glândulas anexas (vesícula seminal, próstata e glândulas bulbouretrais).
         Os testículos, localizados no escroto, produzem os espermatozoides que serão armazenados e amadurecidos no epidídimo. O ducto deferente é responsável por conduzir os espermatozoides amadurecidos do epidídimo até as glândulas anexas e uretra. Já as glândulas acessórias são responsáveis pela produção do sêmen nutrindo e auxiliando no transporte dos espermatozoides para o exterior. Cada glândula secretará uma substância diferente: a vesícula seminal, que está localizada na parte póstero-inferior da bexiga e próxima a próstata, secreta um líquido seminal rico em frutose e vitamina C; a secreção prostática é composta por cálcio, zinco e enzimas; as glândulas bulbouretrais secretam uma substância alcalina para proteger os espermatozoides do pH levemente ácido da uretra, já que esta é um canal comum ao sistema urinário e  sistema reprodutor.
          O pênis é o órgão de cópula que depositará o sêmen na vagina para que assim ocorra a reprodução. Este órgão contém em seu interior a uretra e é composto por tecido cavernoso e tecido esponjoso.

Figura 1. Sistema reprodutor masculino
                       

 Sistema reprodutor feminino humano:
            Com a função de secretar hormônios, produzir os óvulos, receber o sêmen, fornecer locar para a nutrição fetal e nutrir o bebê, o sistema reprodutor feminino é composto internamente pelos ovários, tubas uterinas, útero e vagina, e externamente pela vulva.
            Os ovários irão produzir hormônios sexuais e os gametas femininos. As tubas uterinas são ovidutos que possuem fimbrias e numerosos cílios em sua superfície interna, desempenhando a função de captar e transportar o óvulo do ovário até o útero. Normalmente, a fecundação ocorre nas tubas uterinas. O útero é um órgão muscular oco localizado na cavidade pélvica. É neste órgão muscular em que ocorre a gestação protegendo e desenvolvendo o embrião.
            O órgão de cópula feminino é a vagina.

Figura 2. Sistema reprodutor feminino




 Comparando: Cavalo Marinho
O cavalo-marinho é um peixe, da família Syngnathidae e do gênero Hippocampus que agrupa várias outras espécies. Este peixe possui uma reprodução peculiar e bastante diferente da apresentada pelos humanos, pois, no momento da cópula, a fêmea transfere os ovos para a bolsa incubadora do macho que ficará responsável por gerar os filhotes. Esta espécie é uma das poucas em que o macho é responsável pela manutenção dos embriões em desenvolvimento. 
Diferentemente da maior parte dos peixes, a reprodução nos cavalos marinhos ocorre por viviparidade, ou seja, o desenvolvimento embrionário e fetal no interior do corpo de um dos pais. Durante a reprodução a fêmea transfere os ovos para o macho. Ao depositar os ovos na bolsa incubadora masculina a fecundação acontecerá e os embriões irão se desenvolver recebendo oxigênio e nutrientes. Quando as crias já estão desenvolvidas a bolsa do macho se abre e expele por contrações musculares e pressão a sua prole, de centenas a milhares de filhotes. Depois, ele expulsa o revestimento da bolsa, semelhante a uma placenta.
A bolsa de incubação formada do macho é formada por duas pregas de pele, que se estendem ao longo da cauda e que se fecham após receber os ovos transferidos pelas fêmeas. Durante a gestação, o revestimento da bolsa engrossa e enche-se de vasos sanguíneos. 

Figura 3. Cavalo marinho


 Escrito por Mariana Brígida Castro


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TORTORA, G. J.; GRABOWSKI, S. R. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.a, 2002.

MANUEL, C. O cavalo marinho. Disponível em: <http://www.mundodosanimais.pt/peixes/cavalo-marinho/>. Acesso em: Novembro de 2015.

BORGES, J.C. Os segredos do cavalo marinho. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/por-dentro-das-celulas/os-segredos-do-cavalo-marinho >. Acesso em: Novembro de 2015.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Além da audição humana



A audição é uma ferramenta muito importante para diversos seres vivos, e sua interação com o meio ambiente depende dessa habilidade de captar ondas sonoras. Cada organismo possui uma audição adequada para sua sobrevivência.
A orelha é separada em três porções: a orelha externa, a orelha interna e a orelha média, sendo composta por um espaço aéreo onde se encontra o martelo, a bigorna e o estribo, que estão representadas na imagem abaixo. As vibrações sonoras que se propagam pelo ar são captadas pela orelha e direcionadas para a membrana timpânica, que intensifica as vibrações. Juntamente ao tímpano os três ossículos, o martelo, a bigorna e o estribo, vibram conforme a onda captada e transmitem essa vibração mecânica para o líquido presente na cóclea, que é formada por células ciliadas especialistas em captar vibrações. Os impulsos elétricos formados pelas células ciliadas estimuladas são transmitidos para o nervo coclear, passados ao nervo auditivo até chegarem aos centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral, onde são processados.

Figura 1: Sistema auditivo humano.


  





                O ouvido humano tem a capacidade de captar ondas com frequências entre 20 e 20.000 Hz. Para ouvirmos frequências sonoras mais altas ou mais baixas que estas precisaríamos de uma estrutura mais eficaz para a captação das ondas sonoras e uma alteração na morfologia da cóclea. Entretanto, alguns mamíferos possuem capacidade auditiva diferenciada, que permite que estes utilizem a audição como principal ferramenta de reconhecimento do ambiente.  Dentre estes mamíferos há um que enxerga o mundo ao seu redor de outra maneira, o morcego. Ele vê através de ondas sonoras emitidas pelas suas potentes cordas vocais e captadas pelo seu sistema auditivo extremamente sensível.


Figura 2: Ecolocalização





O som emitido pelos morcegos possui uma frequência muito alta, além do que os humanos podem ouvir, os chamados ultrassons. A onda sonora emitida percorre o ambiente a frente do morcego e volta para o mesmo conforme os obstáculos encontrados, como uma árvore ou um inseto. O córtex auditivo extremamente desenvolvido capta essas ondas e forma uma espécie de mapa de ecolocalização, além de ser capaz de detectar a velocidade (através do efeito Doppler), a posição, o tamanho e para que direção sua presa está se movendo através da intensidade e do ângulo com que o som é captado  pela sua orelha, que é dotada de complexas dobras que o ajudam a direcionar o som. Essas informações são processadas pelo córtex do animal inconscientemente, do mesmo modo que interpretamos o som que captamos.
 
Algumas espécies de morcegos, que emitem ondas sonoras muito altas, precisam “desligar” seus ouvidos para não ficarem surdos. Essa capacidade se deve a sua cóclea, que é adaptada para captar altas frequências. As células ciliadas internas de sua cóclea necessitam de uma grande inervação para processarem os estímulos sonoros. Há também uma variação em seu ouvido médio, uma vez que morcegos que emitem ondas sonoras de alta frequência possuem, normalmente, um tímpano mais fino do que o tímpano de morcegos que operam em baixas frequências.


Figura 3: Capacidade de detecção de frequência para cada organismo




 
                O tímpano dos morcegos também está associado a três ossículos, estes três ossos estão associados a dois músculos que também estão presentes nos humanos: o músculo tensor do tímpano e o músculo tensor do estribo. Esses músculos são responsáveis por adequar o tímpano de acordo com a frequência sonora a que foram expostos, tanto para proteger o sistema auditivo de sons muito agudos, quanto para melhorar a acústica e perceber sons mais graves.

Escrito por Gustavo Siconello


Referências:

 VILELA, Ana Luisa Miranda. AUDIÇÃO. Disponível em: <http://www.afh.bio.br/sentidos/sentidos3.asp>. Acesso em: 10 nov. 2015.
PACIEVITCH, Thais. Audição. Disponível em: <http://www.infoescola.com/anatomia-humana/audicao/>. Acesso em: 10 nov. 2015.
 SOUZA, Décio Gomes de. FISIOLOGIA DOS MÚSCULOS DA ORELHA MÉDIA. Disponível em: <http://www.dgsotorrinolaringologia.med.br/ouv_fisiol_musc.htm>. Acesso em: 10 nov. 2015.
 HARRIS, Tom. Ver com som. Disponível em: <http://ciencia.hsw.uol.com.br/morcegos2.htm>. Acesso em: 10 nov. 2015.
COMO FUNCIONA A SUPERAUDIÇÃO? | Nerdologia 25. Direção de Atila Iamarino. S.i.: You Tube, 2014. (8 min.), P&B. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=e7NIDznz0H8>. Acesso em: 10 nov. 2015.