terça-feira, 28 de junho de 2016

Sistema excretor dos Humanos x Aves

 O sistema excretor dos humanos é composto por: dois rins, dois ureteres, uma bexiga e uma uretra, têm como função principal produzir a urina eliminando dejetos e conservando nutrientes. A ureia, que é produzida no fígado, é a principal substância excretada. Porém não é a única, sendo, também, excretados água, sais, ácido úrico e outras substâncias, tais como medicamentos.


 


   A urina é formada a partir da filtração do sangue, que ocorre no néfron localizado nos rins. O néfron é a unidade funcional desse órgão e é formado pela capsula renal, onde fica o glomérulo renal e um longo túbulo, conhecido por túbulo néfrico. Esse túbulo néfrico é formado por algumas partes distintas como: túbulo contorcido proximal, alça néfrica e túbulo contorcido distal.






 O ducto coletor é a região terminal do túbulo contorcido distal, formam a pirâmide renal terminando em cálices menores, que, reunidos, formam os cálices maiores e terminam na pelve renal, onde se liga com os ureteres.
 Os ureteres recolhem a urina e a levam até a região posterior da bexiga, onde fica armazenada até o momento de sua eliminação. Esse órgão tem uma grande capacidade de distensão e localiza-se na parte posterior da sínfise pubiana. Ele também pode armazenar até 300 mL de urina, sendo que quando chega a 150 mL, começam sinais estimulando a micção. A uretra guia a urina da bexiga até o meio externo.



Comparando...

  As aves não possuem bexiga urinária, sendo a ausência desse órgão uma das adaptações para o voo. O sistema excretor desses animais é composto por: rins, que são metanéfricos, dois ureteres e cloaca, que também faz parte dos sistemas digestório e reprodutor.
 A principal substância excretada por eles é o ácido úrico, que é retirado do sangue através dos rins e conduzido pela uretra até ser eliminado pela cloaca.
Na cloaca ocorre a maior parte da absorção de água, restando apenas ácido úrico que é eliminado juntamente com as fezes.









 Escrito por Marcela Mauruto Lopes


Referências:

 TORTORA, G.J.; Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 1047 p.
PAULA  LOUREDO MORAIS. Excreção e coordenação das aves. Disponível em < http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/excrecao-coordenacao-das-aves.htm> Acesso 27 de jun. de 2016.
Ma. VANESSA DOS SANTOS. Sistema Urinário. Disponível em < http://biologianet.uol.com.br/anatomia-fisiologia-animal/sistema-urinario.htm> Acesso em 27 de jun. de 2016.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Estômago Humano X Estômago da cachorra (Peixe: Hydrolycus armatus) (Jardine & Dchomburgk, 1841), (Teleostei: Cynodontidae)

Em humanos, o estômago é o responsável por armazenar, misturar e realizar a digestão, principalmente de proteínas. É um orgão muscular oco, que conecta o esôfago ao duodeno ( primeira parte do intestino delgado). Normalmente apresenta um formato de J, situado no epigástrio, na região umbilical e no hipocôndrio esquerdo.
Posssui quatro regiões principais: a cárdia, o fundo, o corpo e a parte pilórica. A cárdia envolve abertura do estômago, a região superior e à esquerda da cárdia é o fundo. Inferior ao fundo situa-se uma grande parte central do estômago denominada de corpo. A região do estômago que conecta ao duodeno é a parte pilórica, e entre essa comunicação, encontra-se o esfincter do piloro.A margem medial côncava do estômago é chamada de curvatura menor, e a margem lateral convexa é chamada de curvatura maior  (Figura 1).

Quando o estômago está vazio, a mucosa formas pregas gástricas.
Figura 01- Estômago Humano.

Comparando...
O estômago da cachorra (Hydrolycus armatus), um peixe teleósteo de água doce, localiza-se na parte mediana da região ventral da cavidade celomática, caudal ao esôfago, ventral ao fígado, ventral à bexiga natatória e ao intestino (COSTA et al. 2015).
Apresenta formato sacular, com três regiões: cárdica, cecal e pilórica. A região cárdica inicia-se na porção final do esofâgo, contendo o esfíncter cárdico.Já a região cecal, também conhecida como fúndica, é considera a  maior porção do estômago, com pregas longitudinais e transversais rasas e sulcos pouco evidentes. E a região pilórica constitui a menor porção do estômago e forma um tubo, recoberto pelos cecos pilóricos (COSTA et al., 2015).

 Figura 02- Vista interna mostrando as três porções gástricas, a região cárdica (RC), a região cecal (RCC) e a região pilórica (RP). Barra: 1cm. Retirada de COSTA et al., 2015.


Figura 03-  Vista externa do estômago (Est) em formato sacular ligado ao esôfago (E), composto pelas regiões cárdica (RC), pilórica (RP) e cecal (RCC). A região pilórica inicia-se na entrada do piloro ou esfíncter pilórico (seta) e ligada aos cecos pilóricos (CP). Barra: 1cm. Retirada de COSTA et al., 2015. 

Escrito por Mariana Bernardes Ribeiro

Referências:
COSTA, G.M. et al. Descrição anatômica do estômago de cachorra, Hydrolycus armatus (Jardine & Dchomburgk, 1841), (Teleostei: Cynodontidae). Revista de Ciências Agroambientais, Alta Floresta, Mt, v. 13, n. 2, p.41-44, 2015. Disponível em: <http://periodicos.unemat.br/index.php/rcaa/article/view/1181/1255>. Acesso em: 13 jun. 2016.
TORTORA, G. J. Princípios de Anatomia Humana. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Fisiologia da digestão em Insetos

O trato digestório em humanos contém um tubo que se divide nas seguintes regiões: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus.  E está associado com órgãos e glândulas acessórias (dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado, vesícula biliar e o pâncreas).
O alimento entra pela cavidade oral constituída por dentes, língua e glândulas salivares. Os dentes são responsáveis por quebrar em pequenos fragmentos esse alimento e misturar junto à saliva.  A língua contem papilas gustativas que detectam os sabores dos alimentos (amargo, azedo ou ácido, doce e salgado) e iniciam o processo de deglutição, que empurra o bolo alimentar em direção à faringe. As glândulas salivares (parótida, submandibular, sublingual) são responsáveis por secretar a saliva, que possui a enzima amilase salivar, também chamada de ptialina, que inicia a digestão do amido e outros polissacarídeos, e os sais que neutralizam substâncias acidas mantendo o pH próximo de 7 para facilitar a ação da amilase.
Após a deglutição o alimento é empurrado através da faringe para o esôfago pelas ondas peristálticas. Durante este processo, a laringe se fecha evitando a passagem do alimento para as vias respiratórias.

Essas ondas peristálticas no esôfago permitem que o alimento seja engolido e entre no  estômago, mesmo que você esteja de cabeça para baixo.


Figura 1. Movimentos peristálticos no esôfago

O estômago tem função de armazenamento, mistura e trituração do alimento, propulsão peristáltica e regulação da velocidade de esvaziamento gástrico e estas funções são desempenhadas por regiões distintas do estomago. O armazenamento ocorre na região do fundo do estomago, onde o alimento pode ficar armazenado por quatro horas ou mais. A mistura ocorre na região média distal do corpo estomacal e a trituração é efetuada na parte distal do estômago, na região antral.
A propulsão peristáltica inicia-se na porção próximo ao corpo do estômago, que realiza a mistura do bolo alimentar com o suco gástrico que é um líquido que contêm ácido clorídrico, muco, enzimas e sais produzidos pelas células do estômago. O ácido clorídrico mantém o pH do interior do estômago entre 0,9 e 2,0. Por ação do ácido clorídrico, o pepsinogênio ao ser lançado no estômago, transforma-se em pepsina, uma enzima que catalisa a digestão de proteínas. A mucosa gástrica é revestida por um muco para não entrar em contato com o suco gástrico e essa mucosa produz o fator intrínseco que auxilia no processo de absorção da vitamina B12. Ao se misturar ao suco gástrico, o bolo alimentar transforma-se em uma massa cremosa acidificada e semilíquida chamada quimo.
Ao passar pelo esfíncter pilórico, o quimo vai descendo aos poucos para a primeira porção do intestino delgado, o duodeno, onde há a ação do suco pancreático que é produzido pelo pâncreas e é rico em enzimas digestórias (amilase, lipase, tripsinogênio, quimotripsinogênio, pro-carboxipeptidose). Além do suco pancreático, a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, também é secretada no duodeno. A bile tem a função de emulsificar as gorduras, facilitando a ação da lípase pancreática. No jejuno e no íleo ocorre a absorção de nutrientes e a superfície interna dessas regiões possuem pequenas vilosidades que aumentam a superfície de absorção. Os vasos sanguíneos  e linfáticos absorvem os nutrientes do intestino e os leva ao fígado através da veia porta hepática, para ser distribuído para o resto do corpo (Figura 2).


Figura 2: vasos sanguíneos nas vilosidades na porção do jejuno e do íleo no Intestino Delgado.

Passa para o intestino grosso uma pequena porção de fluidos de alimentos não digeríveis. Esta porção do intestino sofrerá contrações haustrais, que auxilia na mistura e absorção de água e eletrólitos, para formação do bolo fecal. Com a presença de bolo fecal no reto e sua consequente dilatação desencadeia um reflexo autonômico que promoverá a abertura do esfíncter anal interno. Porém, devido à presença do esfíncter externo, de controle voluntário, a defecação pode ser adiada até o próximo reflexo de defecação.

Comparando...

O tubo digestório dos insetos é composto por três porções: estomodeu, mesênteron e proctodeu, onde válvulas que se localizam entre estas porções controlam os movimentos do alimento. O trato digestório está relacionado ao tipo de alimentação do inseto. Se este ingere mais alimentos sólidos seu trato digestivo será amplo, reto, curto, com musculatura mais forte e com proteção de adesão. Já os que consomem alimentos líquidos têm um trato digestivo longo, estreito e enrolado e não é necessária a proteção contra adesão nesse caso.

Figura 3: Trato digestivo de insetos

Os insetos capturam o alimento pela boca assim como os humanos. Com a entrada do alimento nos animais com peça bucal mastigadora, eles cortam e trituram esse alimento antes deste ser levado para a faringe. Já nos insetos com aparelho sugador, a faringe funciona como um tubo que suga o alimento até o esôfago. O alimento é levado por ação peristáltica até o esôfago, na região do estomodeu, onde ocorre a ação de enzimas (amilases e maltases). Alguns insetos têm o habito de liberar essas enzimas antes da ingestão pela cavidade oral para auxiliar na digestão.
As glândulas salivares estão localizadas na região abaixo da cabeça e no tórax e produzem principalmente enzimas que digerem carboidratos, além de umidificar o substrato ingerido. No caso de insetos que se alimentam de sangue, estes produzem substâncias anticoagulantes.
Após a ingestão e ação das enzimas, assim como nos humanos, o alimento é levado através do esôfago pelos movimentos peristálticos para as porções finais do estomodeu até o papo onde é armazenado e pode sofrer digestão. Em seguida o alimento passará pelo proventrículo que é revestido de espinhos ou dentes e auxiliam na trituração de partículas grandes em menores para passagem na válvula cardíaca.
Depois de passar pela válvula cardíaca, o alimento chega à porção do mesênteron (semelhante ao intestino delgado em humanos), onde ocorre a maior parte da digestão do bolo alimentar e é composto pelo ventrículo que secreta enzimas também semelhantes às presentes nos humanos, como: amilase (amido), invertase (sacarose), lipase (gorduras) e protease (proteínas). Além disso, é revestido por uma membrana peritrófica que permite a passagem das enzimas que digerem moléculas maiores até ficarem menores auxiliando no deslocamento para os cecos gástricos onde ocorre uma absorção.
O alimento parcialmente digerido por enzimas, circulam pelo mesênteron na direção posterior do espaço endoperitrófico e na direção anterior, do espaço ectoperitrófica. Essa circulação ajuda a mover o alimento para o ceco gástrico onde ocorre a absorção e digestão final, e conservar enzimas, que são retiradas do bolo alimentara antes que ela vá para o proctodeu (GULLAN et al., 2007).

Figura 4: Circulação do alimento para absorção de nutrientes no mesênteron

A última porção do tubo digestório dos insetos é o proctodeu, onde os túbulos de Malpighi e o reto são as estruturas atuantes no mecanismo de absorção e filtração. Os gafanhotos, por exemplo, produzem, nos túbulos de Malpighi, um filtrado isosmótico da hemolinfa que é rico em K+, pobre em Na+, e possui o  Cl-  como o principal ânion. A entrada de K+ para dentro do túbulo de Malpighi cria uma pressão osmótica, assim a água segue passivamente pela hemolinfa, isso ocorre também com açucares, aminoácidos e sais. Os túbulos de Malpighi levam essa urina primária para dentro do intestino. Onde no reto (almofadas retais), células ativam a recuperação de Cl- através de estímulos hormonais, o que acaba gerando gradientes elétricos e osmóticos, que promovem uma reabsorção de outros íons, água, aminoácidos e acetato.  (GULLAN, et al. 2007).
O alimento depois de ter sofrido as quebras enzimáticas e obtido o máximo de nutrientes para esses organismos, será excretado pelo ânus. A maioria dos insetos excretam metabólitos nitrogenados, sendo que os insetos terrestres esses resíduos consistem em ácido úrico.

Escrito por Isadora Paula Franco dos Santos


REFERÊNCIAS

AIRES, Margarida M. Fisiologia. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,1999.   

Apostila de Entomologia Geral . Disponível em:<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfbbQAE/64254857-apostila-entomologia-geral?part=6 > acesso em :07/06/2016

Fisiologia do trato digestório em humanos disponível em :<http://www.afh.bio.br/digest/digest1.asp> Acesso em: 07/06/2016

GULLAN, P.J. & CRANSTON, P.S. Os Insetos: um resumo de entomologia.  3ª Ed. São Paulo: Roca,2007.

Zoologia dos invertebrados - CLASSE INSECTA: MORFOLOGIA INTERNA E FISIOLOGIA, Disponível em:<http://www.den.ufla.br/siteantigo/Professores/Luis/Disciplinas/disciplinaENT107_arquivos/morfologia_interna.htm> Acesso em: 07/06/2016

FIGURAS

Figura 1: Disponível em : <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPy92inmfjj4JFOZ00WBPT4Df8OU0fQpa3nv8apbXqNsq72OWxreRfhtwljREdCqMA4PF0gyWZOlpj3z_bgOqJKFsk5Srvn3ZugxeY3zypbj9xNCwG00DsfZ99xiAd6RDuaTne8DcQqFM/s400/Es%C3%B4fago+-+movimentos+peristalticos.jpg> acesso em: 03/06/2016

Figura 2:
Disponível em:<http://www.sobiologia.com.br/figuras/Corpo/paredeintestino.jpg> acesse em:03/06/2016

Figura 3
Disponível em: <https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjaoevKl5bNAhXDqR4KHZS5BAQQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fpt.slideshare.net%2FAdenomar%2Fsistema-digestrio-9430535&bvm=bv.123664746,d.eWE&psig=AFQjCNH4R0Zn-1BDL2_gnHyYOSTGIW0tiA&ust=1465398110186729> acesso em: 07/06/2016

Figura 4: Disponível em: <http://s3.amazonaws.com/magoo/ABAAAfdJgAA-111.jpg> acesso em: 07/06/2016
 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Anatomia comparada do sistema esquelético de peixes ósseos e tartarugas marinhas

Peixes ósseos

Os peixes ósseos são formados por um endoesqueleto, dividido em esqueleto axial (crânio, vértebras e costelas) e apendicular (componentes de sustentação das nadadeiras).


Figura 1: Divisão esquelética dos peixes ósseos.

O crânio em geral é uma estrutura rígida com função de proteger e armazenar o encéfalo e outros órgãos sensoriais em animais vertebrados. O mesmo se localiza anteriormente à coluna vertebral, e em alguns peixes ósseos, o crânio pode ser dividido em dois de acordo com a sua origem embrionária. O neurocrânio é de origem endocondral, onde uma cartilagem é sucedida por ossos, e tem como função proteger o cérebro e as cápsulas neurais (óptica, olfatória e auditiva). E o dermatocrânio que é formado por ossos de origem dérmica (maxila, palato, mandíbula, opérculo e órbitas). O neurocrânio e o dermatocrânio formam o condrocrânio no qual os ossos são, na maioria das vezes, pequenos e em grande número. As articulações de todo o crânio são ligadas a coluna vertebral isso faz com que o peixe não consiga virar a cabeça de um lado para o outro.


Figura 2: Ossos do crânio de um peixe ósseo moderno.

A coluna vertebral é  a principal estrutura de apoio para os músculos que o peixe usa para nadar. Ela é formada por vértebras compostas por uma parte central e uma dorsal. A parte central é uma estrutura compacta e a dorsal é onde está localizada a medula espinhal. Nas vértebras do tronco se localizam as costelas, que protegem os órgãos internos desta região.


Figura 3: Vértebras pré-caudais.

As barbatanas são divididas em impares (dorsal, anal e caudal) e pares (peitoral e pélvicas), e são mantidas por "raios" ósseos ou cartilaginosos, dependendo da espécie. Devido à bexiga natatória presente em peixes ósseos, estes não precisam das barbatanas para flutuar, servindo necessariamente para se movimentar na água.



Figura 4: Barbatanas em destaque.






Tartarugas marinhas

As tartarugas ou quelônios são répteis que se caracterizam por sua carapaça óssea. O sistema ósseo é dividido em endoesqueleto (ossos internos) e exoesqueloto (carapaça e plastão). O endoesqueleto assim como nos peixes, é dividido em axial (cabeça, vértebra e costelas) e apendicular (membros e pelve).


Figuras 5,6 e 7: Referentes ao esqueleto axial e ao apendicular; A interação dos ossos e a carapaça.



O crânio é formado por neurocrânio e esplancnocrânio, um abriga o crânio e o outro recobre. É uma estrutura relativamente grande, em geral, com uma mandíbula forte e ossos pequenos. As formas dos ossos são características de cada espécie.


Figura 8: Vista dorsal dos ossos do crânio.



Figura 9: Vista ventral dos ossos do crânio.



Figua 10: Vista lateral dos ossos do crânio.

A coluna vertebral é dividida em 8 vértebras cervicais, sendo que a oitava está fundida a carapaça assim como as vértebras torácicas (que são 10) e as costelas. As tartarugas têm de 2 a 3 ossos sacrais e  em média 12 caudais. Nas fêmeas os ossos caudais costumam ser menos numerosos, menores e mais largos.



Figura 11: Vértebras cervicais (Não mostra a oitava pois a mesma está fundida com a carapaça).



Figura 12: Vértebras caudais e sacro.

As nadadeiras são compostas pelo úmero, radio, ulna, carpais, metacarpais e 5 falanges. Os osso da nadadeira exceto as falanges, são curtos e pequenos. Em adultos estes ossos são fundidos por tecido fibroso.


Figura 13: Ossos da nadadeira ou pata das tartarugas.

O casco protege e envolve o corpo da tartaruga, é formado pela carapaça (parte superior) e o plastrão (parte inferior). Na maioria das tartarugas é formado por ossos unidos por queratina, porém em algumas o número de ossos reduziu e ao invés de queratina elas possuem um casco mole ou coberto por couro.
O casco costuma ser composto por 50 ossos cobertos por 26 placas de queratina, e no plastrão 11 ossos e  12 placas de queratina. Em algumas espécies de tartarugas o plastrão funciona como uma dobradiça e assim elas conseguem se esconder dentro do casco.
Uma curiosidade sobre o casco é que ele se regenera facilmente, e a cada ano que passa novas camadas de queratina são depositadas nas placas. Essa deposição em algumas espécies formam anéis, os chamados anéis de crescimento. Porém, isso não informa necessariamente a idade do animal pois com o passar do tempo estes tendem a desaparecer.


Figura 14: Divisões do casco.



Escrito por Thamires Souza


Referências:

BEMVENUTI DE A.M. Osteologia comparada entre as espécies de peixes-rei Odontesthes Evermann & Kendall (Osteichthyes, Atherinopsidae) do sistema lagunar Patos-Mirim, no extremo sul do Brasil. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81752005000200001 Acesso em 07 de Junho de 2016.

FOSTER, R. SMITH,M. Shells: Anatomy and Diseases of Turtle and Tortoise Shells. Disponiível em: http://www.peteducation.com/article.cfm?c=17+1797&aid=2700. Acesso em 28 de Maio de 2016.

WYNEKEN, J. The Anatomy of Sea Turtles. Disponível em: http://www.sefsc.noaa.gov/turtles/TM_470_Wyneken.pdf. Acesso em 28 de Maio de 2016.

Sea Turtle Anatomy. Disponível em: http://www.turtletime.org/sea-turtle-facts/sea-turtle-anatomy. Acesso em 28 de Maio de 2016.

External Fish Anatomy. Disponível em: http://myfwc.com/fishing/freshwater/fishing-tips/anatomy/. Acesso em 03 de Junho de 2016.

Apostila Reduzida de Anatomia Comparada. Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/1700679/apostila-reduzida-de-anatomia-comparada/4. Acesso em 04 de Junho de 2016.

Figura 1: Disponível em: ://segundoanobiologia.blogspot.com.br/2013/10/peixes.html. Acesso em 03 de Junho de 2016.

Figura 2: Disponível em: http://www.earthlife.net/fish/skeleton.html. Acesso em 04 de Junho de 2016.
Figura 3: Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbzool/v22n2/25128.pdf. Acesso em 04 de Junho de 2016.

Figura 4: Disponível em: http://filochordata.zip.net/ Acesso em 04 de Junho 2016.

Figura 5 a 13: Disponível em: http://www.sefsc.noaa.gov/turtles/TM_470_Wyneken.pdf. Acesso em 28 de Maio de 2016.

Figura 14: Disponível em: http://www.avph.com.br/. Acesso em 28 de Maio de 2016.


Sites sugeridos: