quinta-feira, 31 de julho de 2014

Fisiologia do sistema reprodutor: coelho versus homem

Os coelhos são animais prolíferos e precoces, levando a um rápido ciclo reprodutivo, estão aptos a fecundar e gestar por volta dos 5 meses de vida.
Esses animais apresentam dimorfismo sexual; isso é, o órgão genital masculino apresenta uma proeminência externa diminuta, o pênis, e a fêmea um invaginação dos lábios vulvares (Fig. 1).

                                   Figura 1. Órgãos reprodutores de coelhos fêmea e macho.

Em humanos, o homem apresenta o pênis sobre um saco escrotal externo, enquanto as mulheres, além da cavidade vaginal, a vulva apresenta pequenos e grandes lábios, o clitóris e a abertura do canal da uretra separado da vagina (Fig. 2)
O ato sexual dos coelhos é simples e rápido, no qual o macho se prende ao dorso da fêmea, abocanhando sua nuca, e após movimentos contínuos atinge o ápice dando um salto para frente e logo depois cai para um dos lados, emitindo sons característicos. É possível confirmar a prenhez da coelha com um exame simples de toque em 12 dias depois da cópula. A gestação dura de 28 a 32 dias, e o parto é rápido, nascendo vários filhotes. A fêmea amamenta no máximo duas vezes ao dia durante 30 dias, podendo produzir até oito litros de leite por dia. Aos 40 dias, a fêmea já está apta a reproduzir novamente, já que a sua ovulação é induzida cerca de 10 a 13 horas após a cópula. Essa característica difere muito das mulheres, pois estas só poderão engravidar novamente 40 dias após o nascimento, momento conhecido como quarentena.

                               Figura 2. Órgãos reprodutores masculino e feminino de humanos.

A cópula em humanos também é diferenciada, uma vez que esta não tem intuito apenas reprodutivo, mas também de obtenção de prazer. No momento da cópula, mecanismos fisiológicos são desencadeados e alguns hormônios se fazem presentes, como por exemplo, a endorfina, responsável pela sensação de prazer constante durante o ato sexual. Os coelhos produzem grande parte dos hormônios que os humanos produzem, como FSH, LH e ocitocinas, mas não produzem endorfina.
Em humanos, a reprodução é feita com a liberação dos espermatozóides no colo do útero, que migram em direção ao ovócito, e, ocorrendo a fecundação, ocasionará em uma gravidez com gestação durando entre 38 e 42 semanas.
A cópula nos coelhos tem duração média de 3 minutos, enquanto que em humanos esse tempo varia de acordo com o casal.
As coelhas produzem em média 9,6 óvocitos por ovulação; em mulheres esse número é reduzido para 1 ou 2 por ciclo menstrual, podendo aumentar de acordo com a mulher.
Em relação aos filhotes, nos animais em geral a média por gestação é de 10, enquanto em mulheres normalmente é um, podendo ser mais no caso de gêmeos.

                            Figura 3: Fases da gestação na mulher e as suas alterações morfológicas.

A gonadotrofina coriônica humana (HCG) é o primeiro hormônio-chave da gravidez, a qual é secretada pelas células do sinciciotrofoblasto e pode ser detectada no plasma e na urina da mãe nove dias após a concepção. Durante a gravidez, o útero pode aumentar até 20 vezes comparado com seu tamanho normal (Fig. 3). Após o nascimento, o corpo da mulher passa por algumas transformações, como a produção de prolactina, hormônio hipofisário essencial, que estimula o aparelho lactogênico para a produção de leite. As mamas também aumentam de tamanho durante a gestação e se tornam mais doloridas.

Escrito por Maria Paula Carvalho e Priscila Ferrari


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
MOURA, A. S. A. M. T.; UNESP. Fisiologia da Reprodução e Manejo Reprodutivo de Coelhas. 2013. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/CoelhosAraujo/fisiologia-da-reproduo-e-manejo-reprodutivo-de-coelhas-publicado-no-iii-congresso-americano-de-cunicultura>. Acesso em: 28 Jul. 2014.
VARELLA, D.; Gravidez. Ano Desconhecido. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez/> Acesso em: 28 Jul. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://tocadominicoelho.blogspot.com.br/2011/11/como-identificar-o-sexo-do-coelho.html
Figura 2: http://espacociencias6ano.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html;
http://espacociencias6ano.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html;        
Figura 3: http://enfermeiroonline.no.comunidades.net/index.php?pagina=1072618067

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Comparando a anatomia dos sistemas reprodutores

Os sistemas reprodutores masculino e feminino são formados por uma série de órgãos e glândulas que compõem um conjunto de sistema funcional permitindo a reprodução em diferentes espécies animais.

Sistema Reprodutor Masculino
O sistema reprodutor masculino humano (Fig. 1) é constituído por um par de testículos, as gônadas masculinas, os quais possuem túbulos seminíferos e epidídimo que são dois tubos enovelados que partem dos testículos; o ducto deferente, continuação do ducto ejaculatório, que penetra dentro da próstata e desemboca nas vesículas seminais, as quais são duas bolsas membranosas localizadas acima da próstata. As glândulas bulbouretrais são pequenas, do tamanho de uma ervilha, localizadas próximo ao bulbo do pênis, um órgão erétil e copulador masculino, onde podemos encontrar dois tecidos cilíndricos, os corpos cavernosos e o corpo esponjoso, localizados superior e inferiormente no pênis, respectivamente.
Na extremidade do pênis há a glande que é a cabeça onde está o óstio externo da uretra. Nela há uma pele sensível chamada de prepúcio, que quando estimulada promove o enchimento dos tecidos cilíndricos e enrijecimento do pênis tornando-o ereto.



                                        Figura 1: Sistema reprodutor masculino humano.

     O touro possui em seu sistema reprodutor os mesmos órgãos especificados para o homem (Fig. 2A). As diferenças que são observadas entre estas espécies são:
- o tamanho dos testículos (Fig. 2B): o touro apresenta o tamanho de aproximadamente 12 cm de comprimento e 7 cm de diâmetro, e o peso aproximado de 300 gramas; enquanto que o homem tem o tamanho médio de 5 cm de comprimento, 2 cm de largura e 3 cm de espessura, e o  peso de 12 gramas.
- o epidídimo no touro também é aderido ao testículo, porém há um só ducto altamente sinuoso;
- o tamanho e formato do pênis, o qual no touro tem a forma cilíndrica em "S" peniano ou flexura sigmoide.

       Figura 2: Sistema genital do touro (A). Detalhe do testículo (B).


Sistema reprodutor feminino
       O sistema reprodutor feminino está vinculado à produção e transporte de óvulos e à acomodação do concepto até o nascimento. Os órgãos femininos que compõem este sistema são os ovários, órgãos reprodutores de gametas; as tubas uterinas; o útero; a vagina e as glândulas anexas (Fig. 3). Os ovários apresentam-se em par, comparável a uma amêndoa com aproximadamente 3 cm de comprimento, 2 cm de largura e 1,5 cm de espessura, presos ao útero e a cavidade pélvica, situados atrás do ligamento largo do útero e abaixo das tubas uterinas, onde estão localizadas em cada lado do ângulo látero-superior do útero, projetando-se lateralmente. As tubas uterinas, anteriormente nomeada como trompas de Falópio, dividem-se em 4 regiões, a intramural ou uterina, presente na parede do útero; istmo, localizada na parte estreita e sucessiva a parte uterina; ampola, parte pouco mais dilatada onde ocorre a fecundação; e infundíbulo, estrutura em forma de funil possuindo as fímbrias que auxiliam na captação do óvulo.
O útero é um órgão muscular oco, localizado na pelve entre a bexiga e o reto, local onde o embrião aloja-se e desenvolve-se. A prega transversal formada pelo peritônio envolve o útero, recobre a bexiga e reflete-se do assoalho e paredes laterais da pelve sobre o útero. Com a forma de pêra invertida, o útero divide-se em três partes: corpo, istmo e colo, e três camadas: endométrio, miométrio e perimétrio.

                                            Figura 3: Sistema reprodutor feminino humano.

A vagina é o órgão da cópula, que recebe o sêmen e serve para o escoamento de sangue menstrual e secreções uterinas, como também dá passagem no parto. O monte do púbis é a elevação mediana, localizada anteriormente à sínfise púbica, composta por tecido adiposo, apresentando pelos de forma característica na puberdade. Os lábios maiores são duas pregas cutâneas que se estendem do monte do púbis ao períneo e delimitam uma fenda acima do pudendo coberto de pelos; enquanto nos lábios menores encontramos o vestíbulo da vagina, o óstio externo da uretra, o óstio da vagina e os orifícios das glândulas vestibulares (Fig. 4).

                                      Figura 4: Órgãos genitais externos femininos humano.

As estruturas eréteis são compostas por tecido erétil. O clitóris apresenta duas extremidades fixadas ao ísquio e ao púbis, formando os ramos do clitóris, os quais se unem para formar o corpo do clitóris, terminando em uma dilatação, a glande do clitóris. Outra estrutura é o bulbo do vestíbulo que não é visível, mas recoberta por músculos bulbo-esponjosos. Quando está preenchida por sangue, dilata-se gerando maior contato entre o pênis e o orifício da vagina. As duas glândulas vestibulares maiores têm os seus ductos abertos na proximidade do vestíbulo da vagina; enquanto as glândulas vestibulares menores apresentam-se em número variável.
As mamas fazem parte do sistema reprodutor feminino (Fig. 5) e localizam-se ventralmente aos músculos da região peitoral, sendo constituídas de parênquima e composta de 15 a 20 lobos piramidais, cujos ápices estão voltados para a superfície. Cada lobo é formado por lóbulos e possuem ductos lactíferos que se abrem na papila mamária, compondo o corpo da mama. Estes ductos desembocam em uma projeção chamada de papila mamária.
                                           Figura 5: Anatomia da mama feminina humana.

O sistema reprodutor feminino das aves é formado pelo ovário e oviduto que se encontram desenvolvidos somente no lado esquerdo (Fig. 6A). Diferente dos mamíferos, deve-se considerar como oviduto da ave (Fig. 6B) a parte do sistema que se estende desde o ovário até a cloaca, incluindo o infundíbulo, magno, istmo, útero e vagina. O ovário esquerdo das aves é firmemente aderido à parede corporal dorsal, colocado intimamente no pólo anterior do rim esquerdo. Com o seu tamanho dependente do estado funcional, o ovário apresenta cor amarelada com matizes rosados e forma arredondada a poligonal. No ovócito o citoplasma torna-se rico em um vitelo amarelo (gema) e o seu material nuclear é chamado de vesícula germinativa, quando localizado no centro da gema, e de disco germinativo após sofrer a migração para a superfície quando então se aplaina.

                            Figura 6: Sistema reprodutor em aves (A). Detalhe do oviduto de aves (B).

CURIOSIDADE!

                                                 Figura 7: Sistema reprodutor do marsupial. 

Os órgãos internos dos mamíferos são muitas vezes semelhantes aos dos homens, mas há uma notável variação. Por exemplo, as cangurus fêmeas têm três vaginas, sendo que as duas vaginas laterais são utilizadas para receber os espermatozoides do macho durante o acasalamento, enquanto a vagina central é usada durante o parto (Fig. 9). Os cangurus machos, por sua vez, têm um pênis com duas pontas para poder inseminar as vaginas laterais.


                                                                                 Escrito por: Adriele Cristiana e Laura Ribeiro

REFERÊNCIAS CONSULTADAS
VILELA, M, A. Anatomia e Fisiologia Humanas. Disponível em: <http://www.afh.bio.br/reprod/reprod1.asp. Acesso em: 22 jul. 2014.
DANTAS, O. A. H.; CEULP/ULBRA. Sistema Genital Masculino. Disponível em: <http://ulbrato.br/morfologia/2011/08/17/sistema-Genital-masculino-e-Feminino>. Acesso em: 22 jul. 2014.
CPT – Manual de Inseminação Artificial. Disponível em: http://www.cptcursospresenciais.com.br/noticias/bovinos>. Acesso em: 23 jul. 2014.
SPENCE, A. P. Anatomia Humana básica. 2ª ed. Tradução: Edson Aparecido Liberti – São Paulo: Manole, 1991.
Fisiologia da reprodução das aves domésticas, Prof. Ismar Araujo de Moraes, Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal Fluminense. Disponível em: http://www.uff.br/fisiovet1/Reprod_aves.pdf. Acesso em: 21 jul. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.auladeanatomia.com/genitais/masculino.htm
Figura 2: http://vetclinica.blogspot.com.br/2012/09/aparelho-reprodutor.html
http://www.terrastock.com.br/default.asp?i=br&p=detalhes&cod=a0264
Figura 3:  https://www.google.com.br/search
Figura 4: http://www.auladeanatomia.com/genitais/pudendo.htm
Figura 5: http://www.biologia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/
Figura 6: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAgKYkAA/avicultura?part=3
http://passarosecia.forumeiros.com/t4-trato-reprodutivo-das-aves
Figura 7: http://slideplayer.com.br/slide/339038

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Comparando a anatomia e a fisiologia do sistema urinário: aves e humanos

O sistema urinário é responsável pela produção e eliminação de urina, a qual é composta por ureia, cloreto de sódio e ácido úrico. Os órgãos que fazem parte do sistema urinário são os rins, os ureteres, a bexiga e a uretra (Fig. 1).

 Figura 1. Órgãos do sistema urinário humano.

 Além destes órgãos, encontramos no sistema urinário as glândulas supra-renais ou adrenais (Fig. 1) as quais estão localizadas entre as faces supero-mediais dos rins e do diafragma, sendo revestidas por uma cápsula fibrosa. Esta glândula endócrina é dividida em duas partes, córtex e medula supra-renal, e tem a função de produzir diferentes hormônios. A zona glomerulosa, mais externa da glândula secreta o hormônio mineralocorticóide conhecido como aldosterona. A zona fasciculada vem logo a seguir e produz o glicocorticóide cortisol e, por fim, a zona reticular produz os hormônios sexuais ou esteróides androgênicos. A medula adrenal é a região central da glândula e secreta os hormônios chamados de catecolaminas. Nas aves as glândulas adrenais encontram-se encobertas pelas gônadas e os tecidos medular e cortical se apresentam entremeados. As funções que estes hormônios exercem são vitais para o corpo humano, pois regulam o metabolismo de sódio, potássio, água e carboidratos, além das reações do corpo humano ao estresse.
Os rins são órgãos pares, que possuem o formato de feijão, localizados na cavidade abdominal. Também são considerados órgãos retroperitoneais, devido a sua posição no corpo humano. Sua função é de extrair os produtos residuais provenientes do sangue através das suas unidades funcionais, os néfrons. Os néfrons são unidades produtoras de urina e tem funcionamento semelhante em humanos e aves, possuem uma cápsula glomerular (cápsula de Bowman), que em seu interior há arteríolas que se ramificam formando um emaranhado de capilares, chamado de glomérulo renal.
Os ureteres, localizados na região abdominal, são dois tubos pouco calibrosos que conduzem a urina para a bexiga por contrações peristálticas e gravidade. A bexiga urinária é um órgão muscular oco e elástico, e funciona como um reservatório temporário para armazenamento da urina. Na saída da bexiga há um músculo chamado esfíncter interno, que contrai involuntariamente prevenindo a saída da urina, e também há o esfíncter externo que é controlado voluntariamente, permitindo a saída da urina. A uretra é o local de excreção da urina, havendo diferenças no tamanho comparando o homem e a mulher (Fig. 2). Isto é, a uretra masculina mede aproximadamente 20 cm e estende-se do orifício uretral na bexiga urinária até o orifício uretral da extremidade do pênis, e além da excreção da urina, serve também para a liberação do esperma no ato da ejaculação. Por outro lado, a uretra feminina é menor, pois se estende da bexiga urinária até o orifício externo no vestíbulo, medindo aproximadamente 5 cm, com a única função de excretar urina.

                        Figura 2. Sistemas urinários masculino e feminino.

O sistema urinário das aves difere dos mamíferos, pois o produto final do metabolismo de compostos nitrogenados é o ácido úrico, e não a ureia. Isto acontece devido a amônia ser muito tóxica para todos animais, não excretando esta substância. A formação do ácido úrico nas aves acontece no fígado e é essencial para a produção dos ovos, pois estes necessitam de muita água para conservação do vitelo; isso seria incompatível com a liberação de ureia, a qual necessita de grande quantidade de água para ser eliminada. Assim, o ácido úrico atinge uma determinada concentração e se precipita oferecendo os nutrientes necessários para sua formação.
As aves, diferentemente dos humanos, não possuem bexiga, portanto não há armazenamento. A substância produzida tem uma consistência mais grossa e esbranquiçada, e sua formação ocorre em três fases no néfron (Fig.3), que se assemelham à produção de urina em humanos. A primeira fase é a filtração que ocorre no glomérulo, a segunda é a reabsorção tubular que ocorre na porção inicial do néfron, e a terceira é a secreção tubular, que ocorre na porção final do néfron e túbulos coletores.

                                                        Figura 3. Esquema de um néfron.

Em aves, como as galinhas, o sistema urinário consiste de rins maiores e alongados, com ureteres e cloaca dividida em coprodeu, urodeu e proctodeu (Fig. 4A e B), por duas pregas anulares mais ou menos completas. A bolsa cloacal está localizada na parede dorsal do proctodeu, e o coprodeu é uma continuação ampuliforme do cólon-reto, onde as fezes são estocadas.
O ureter da galinha é um ducto muscular com aproximadamente 2 milímetros de diâmetro e sua parede possui três camadas: mucosa, muscular e adventícia. As aves possuem uma bolsa única, a cloaca (Fig. 4C e D), onde desembocam as partes finais do sistema digestivo, urinário e reprodutor e que se abre para o exterior. Por essa bolsa elas eliminam as fezes e a urina, e também por onde saem os ovos.

                                           Figura 4. Sistema urinário de aves e seus órgãos.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS
Diferenças
- Aves possuem dois tipos principais de néfrons: néfrons sem alça de Henle que são a maioria e néfrons com alça de Henle, semelhante aos mamíferos.
- Aves possuem um sistema porta renal, que regula o trajeto do sangue proveniente das pernas, da região pélvica, dos intestinos e das genitálias, passando pelos rins ou seguindo para a circulação geral.
- Aves secretam ácido úrico, enquanto humanos secretam ureia.

Semelhanças
- Ocorrência de três processos para formação de urina: filtração glomerular, reabsorção tubular e secreção tubular,
- A urina ureteral pode apresentar osmolalidade acima ou abaixo daquela do plasma.


Escrito por: Laura Ribeiro e Maria Paula Carvalho


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
ASCOLI, F. O. UFF. Fisiologia Renal das Aves. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.uff.br/fisiovet1/Renal_aves.pdf>. Acesso em: 12 Jul. 2014.
Autor Desconhecido. Fisiologia das aves - Sistema reprodutor e urinário. 2009. Disponível em: <http://passarinheiro.forums-free.com/fisiologia-das-aves-sistema-reprodutor-e-urinario-t41.html>. Acesso em: 12 Jul. 2014.
CHAGAS, M. A. UFF. Sistema Urinário das Aves. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.uff.br/atlashistovet/Sisturinariogalinha2.htm> Acesso em: 12 jul. 2014
Escola Gurdjieff, São Paulo. As glândulas supra renais. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.ogrupo.org.br/glandulas_supra-renais.asp> Acesso em: 12 jul. 2014.
SILVA, L. S.; UFRGS. Hormônios da Glândula Adrenal. 2005. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/lacvet/restrito/pdf/adrenal.pdf> Acesso em: 14 Jul. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.professorjarbasbio.com.br/excrecao.htm
Figura 2: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/excrecao2.php e http://www.auladeanatomia.com/urinario/sistemaurinario.htm
Figura 3: http://simbiotica.org/excretor.htm
Figura 4A e B: http://www.uff.br/webvideoquest/SE/rep.htm
Figura 4C: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/bioaves.php
Figura 4D: http://www.alunosonline.com.br/biologia/sistema-reprodutor-das-aves.html

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sistema digestório e seus mecanismos: humanos, ruminantes e aves

O sistema digestório é responsável por obter dos alimentos ingeridos, os nutrientes necessários para as diferentes funções do organismo, como crescimento, energia para reprodução, locomoção, entre outras.

HUMANOS
O sistema digestório no homem (Fig. 1) é dividido em trato digestório, constituído por boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso, e órgãos acessórios, como dentes, língua e glândulas anexas (fígado, pâncreas e glândulas salivares).
                                          Figura 1: Constituintes do sistema digestório humano.

A boca está limitada lateralmente pelas bochechas, superiormente pelo palato e inferiormente por músculos que constituem o assoalho da boca. A faringe é um tubo que começa nas narinas internas e estende-se até a cartilagem cricóidea, estando situada atrás das cavidades nasal e oral, acima da laringe e a frente das vértebras cervicais. O esôfago situa-se atrás da traqueia, começando na extremidade inferior da parte laríngea da faringe, passa pelo mediastino, perfura o diafragma pela abertura hiato esofágico, terminando na parte superior do estômago, sendo dividido em porção cervical, torácica e abdominal. O estômago situa-se abaixo do diafragma, com sua maior porção à esquerda do plano mediano, sendo constituído pelas regiões zona cárdica, fundo, corpo e zona pilórica (Fig. 2).
                                               Figura 2: Regiões do estômago humano.

O intestino delgado está dividido nas regiões duodeno, porção primária; jejuno, porção secundária; e íleo, porção terciária. O intestino grosso é a parte terminal do trato digestório, sendo dividida em ceco; cólons ascendente, transverso, descendente e sigmóide; reto e ânus (Fig. 3).
                                          Figura 3: Regiões do intestino grosso humano.

As glândulas salivares são constituídas pela parótida, submandibular e sublingual (Fig. 4). A glândula parótida situa-se adiante da orelha sobre o ramo da mandíbula e o músculo masseter, e seu canal excretor, o ducto parotídeo, abre-se ao nível do 2º molar superior. A submandibular localiza-se anteriormente a parte mais inferior da parótida, protegida pelo corpo da mandíbula, e o seu ducto submandibular abre-se no assoalho da boca, abaixo da língua. A sublingual é a menor das três, situando-se lateral e inferiormente à língua, sob a mucosa que reveste o assoalho da boca, tendo a abertura dos seus ductos sublinguais no assoalho da boca.
                        Figura 4: Glândulas salivares em humano: parótida, submandibular e sublingual.

O fígado está localizado abaixo do diafragma e à direita, embora uma pequena porção ocupe também a metade esquerda do abdome. Este órgão é ainda dividido em lobos direito, caudado, quadrado e esquerdo, e é uma importante glândula exócrina que produz a bile, a qual é armazenada na vesícula biliar, sendo conduzida pelos ductos hepáticos esquerdo e direito. A bile tem a função emulsionar as micelas de gordura e é liberada da vesícula pelo ducto cístico, indo até o duodeno pelo ducto biliar comum ou colédoco (Fig. 5). A vesícula biliar situa-se ao longo da borda direita do lobo quadrado do fígado em uma depressão rasa, e tem a função de armazenar a bile secretada pelo fígado nos intervalos entre as fases ativas da digestão, distribuindo-a para a parte distal do intestino para a digestão e absorção (Fig. 5).
O pâncreas é uma glândula mista que se estende quase transversalmente na parede abdominal posterior, atrás do estômago, desde o duodeno até o baço. Sua extremidade direita, larga, é denominada cabeça, e está unida à parte principal ou corpo, por um colo ligeiramente estreitado, e sua extremidade esquerda, estreita, forma a cauda (Fig. 5).  O pâncreas tem como função exócrina a produção e liberação do suco pancreático, composto basicamente de bicarbonato, o qual age no duodeno como neutralizador do ácido clorídrico proveniente do estômago.
                               Figura 5: Anatomia do fígado, vesícula biliar, pâncreas e seus ductos.

FIQUE ATENTO!
O pâncreas também tem a função endócrina de produzir dois hormônios extremamente importantes para a saúde, a insulina e o glucagon, os quais regulam o nível de glicose no sangue.

MAMÍFEROS RUMINANTES
Os ruminantes são animais herbívoros, portanto ingerem grande quantidade de celulose. O alimento que é ingerido chega ao rúmem (pança) onde ocorre uma digestão preliminar por ação de bactérias e protozoários que ali vivem (Fig. 6). Estes micro-organismos vivem em simbiose com esses mamíferos e produzem enzimas capazes de degradar a celulose (celulases e celobiases). Do rúmem, o alimento passa para o reticulum (barrete), onde, por compressão, formam-se bolos alimentares que são regurgitados e atingem a boca para uma nova mastigação, processo também chamado de ruminação, daí o nome ruminante. Então, o alimento bem mastigado, desce novamente pelo esôfago, passando pelo omaso onde é emulsionado, ficando mais digerido. Em seguida, atinge o abomaso ou coagulador, onde se dá parte da digestão química. Por fim, o duodeno recebe o alimento semi-digerido do coagulador.


                                       Figura 6: Sistema digestório dos mamíferos ruminantes.

O processo digestivo comum, semelhante ao dos humanos e outros mamíferos, ocorre no coagulador. No rúmem, o alimento sofre intensa fermentação por ação microbiana e os produtos da decomposição, principalmente os ácidos acético, propiônico e butírico, são absorvidos e utilizados pelo organismo. A concentração de micro-organismos no rúmem é muito alta e sua participação na nutrição do ruminante é bastante importante. (Fig. 6). Os ruminantes secretam saliva que atua como uma solução tampão, pois tem alto teor de bicarbonato de sódio, cuja finalidade é diminuir a acidez crescente em consequência da fermentação na pança. No caso dos humanos, esse trabalho é feito pelo pâncreas através do suco pancreático.

AVES
As aves consomem os mais variados tipos de alimentos: frutos, néctar, sementes, insetos, vermes, crustáceos, moluscos, peixes e outros pequenos vertebrados. Elas possuem um sistema digestório completo, composto de boca, faringe, esôfago, papo, proventrículo, moela, intestino, cloaca e órgãos anexos (fígado e pâncreas) (Fig. 7). Ao serem engolidos, os alimentos passam pela faringe, pelo esôfago e vão para o papo, cuja função é armazenar e amolecer os alimentos. Em seguida vão para o proventrículo, que é o estômago químico das aves, onde os alimentos sofrem a ação de hidrolases e começam a ser digeridos. Passam, então, para a moela (estômago mecânico) que tem paredes grossas e musculosas, onde os alimentos são triturados. Finalmente atingem o intestino, onde as substâncias nutritivas são absorvidas pelo organismo. Os restos metabólicos não aproveitados são transformados em fezes. As aves possuem uma bolsa única, a cloaca, onde desembocam as partes finais dos sistemas digestório, urinário e reprodutor.
                                               Figura 7: Sistema digestório de aves.


Escrito por: Adriele Cristiana e Priscila Ferrari


REFERÊNCIAS CONSULTADAS 
Autor desconhecido. Escola Gurdjieff São Paulo. Disponível em: 
        <http://www.ogrupo.org.br/glandula_pancreas.asp> Acesso em: 06 Jul. 2014.
BRASIL ESCOLA. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/biologia/digestao-dos-ruminantes.htmcirculatorio-dos-repteis>. Acesso em: 05 Jul. 2014.
SPENCE, A. P. Anatomia Humana Básica. 2ª ed. Tradução: Edson Aparecido Liberti – São Paulo: Manole, 1991.
TOLEDO, M., HERMOSILLA, L. ESGB – Ferramenta para o estudo do sistema gástrico bovino utilizando técnicas de realidade virtual.
TORTORA, G. J.; GRABOWSKI, S. R. Fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 6.ed. Porto Alegre: Artmed. 2006.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.auladeanatomia.com/digestorio/sistemadigestorio.htm
Figura 2: http://www.auladeanatomia.com/digestorio/sistemadigestorio.htm
Figura 3: http://www.auladeanatomia.com/digestorio/sistemadigestorio.htm
Figura 4: http://www.auladeanatomia.com/digestorio/sistemadigestorio.htm
Figura 5: http://atlasdeanatomiahumano.blogspot.com.br/2013_04_01_archive
Figura 6 editada: http://blogdodomdom.blogspot.com.br/2011/07/sistema-digestorio-dos-ruminantes.html e http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mylinks/viewcat.php?cid=6&min=920&orderby=hitsA&show=10
Figura 7: http://simbiotica.org/digestivo.htm