quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Comparando o sistema tegumentar de humano e felino

A pele desempenha um papel importante na homeostase do corpo, assegurando assim a continuação da atividade das células. Dentre as suas funções destacam-se a proteção, formando uma barreira física que impede a entrada de micro-organismos; a regulação da temperatura do corpo, impedindo a perda de água; e a proteção da entrada de outras substâncias.
A pele é caracterizada por três camadas superpostas (Fig. 1), as quais são descritas a seguir:
- Epiderme: camada externa constituída por aglomerados de células justapostas, não contendo vasos sanguíneos e que está em renovação constante;
- Derme: camada intermediária composta essencialmente de fibras de colágeno e elastina, irrigada por vasos sanguíneos e linfáticos, e onde se localizam os nervos;
- Hipoderme: camada constituída pelo tecido adiposo que desempenha importante papel na proteção de órgãos internos contra traumas e perda de calor.


Figura 1: Camadas que compõem o sistema tegumentar.

Os anexos da pele são estruturas que se originam por invaginação da epiderme na derme, sendo eles representados pelos pelos, glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas e unhas. Nestas invaginações originam-se pequenos órgãos denominados folículos pilosos (Fig. 2). As glândulas sebáceas produzem o sebo, que é composto por várias substâncias que atuam como lubrificantes naturais dos pelos, evitando que fiquem quebradiços (Figs. 1 e 2). As glândulas sudoríparas são encontradas por todo o corpo (Fig. 1), com exceção das mucosas e lábios, e são responsáveis pela secreção do suor, substância esta que contém água, eletrólitos, sódio, potássio, ureia, amônia e ácido úrico. As unhas são placas de células fortemente queratinizadas, que crescem nas superfícies dorsais das falanges terminais dos dedos (Fig. 2).


 Figura 2: Anexos da pele: pelo e unha.

CURIOSIDADE!
No homem, a perda de água pela pele, processo chamado de desidratação, inicia-se por volta dos 25 anos e está acompanhada da diminuição de fibras de colágeno, proteína que garante a sua elasticidade.

Pelos e garras em gatos
O pelo no gato tem a função de regular de forma eficiente sua temperatura corporal e o ajuda a se camuflar no meio ambiente para fuga de predadores. Na verdade, os gatos possuem duas camadas de pelo, uma camada interna mais curta que o isola termicamente e uma camada externa maior que o mantém seco. O pelo de um gato selvagem, como o guepardo, cria uma camuflagem que o ajuda a caçar.
As unhas em animais têm funções importantes na defesa e na sua sobrevivência. No homem, além de protegerem as pontas dos dedos de todo o tipo de golpes e agressões, as unhas servem para esfregar, arranhar, como um meio instintivo de defesa perante uma situação de perigo, e em utilizações cotidianas como apertar, separar, dobrar e muitas outras ações que necessitem de alguma precisão. Nos gatos, as garras (Fig. 3) são ferramentas importantes durante uma caçada. Na maior parte do tempo, permanecem retraídas e despercebidas, pois estão envolvidas em pele e pelo, sendo que os guepardos são os únicos gatos que não podem retrair suas garras. As garras são muito afiadas, capazes de cortar e abrir uma presa ou arranhar um adversário. Assim, gatos mantêm suas garras afiadas, retraindo-as quando não estão sendo usadas e afiando-as em objetos ou troncos de árvores, por exemplo.


Figura 3: Garras de gato doméstico.

Por outro lado, as vibrissas (Fig. 4), comumente chamadas de “bigode”, ajudam o gato a medir distâncias entre dois objetos antes de decidir espremer-se entre eles ou movimentar-se mais livremente no escuro, além de auxiliá-los na detecção de pequenas perturbações na atmosfera. Nas narinas humanas também encontramos vibrissas que se localizam no interior das narinas, porém têm a função de ajudar na filtração do ar inspirado.

Figura 4: Vibrissas em gato doméstico e em narinas humanas.


Escrito por: Laura Ribeiro e Priscila Ferrari


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
DINH H, D.; EHOW. Traduzido por ARAÚJO, A.; EHOW BRASIL. Educação e Ciência: Sistema Tegumentar em Gatos. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.ehow.com.br/sistema-tegumentar-gato-fatos_59443/> Acesso em: 10 Ago. 2014.
KERDNA; Anatomia Humana: Sistema Tegumentar. Ano desconhecido. Disponível em: http://anatomia-humana.info/mos/view/Sistema_Tegumentar/ Acesso em: 10 Ago. 2014.
MOI, R. C. Envelhecimento do Sistema Tegumentar: Revisão Sistemática da Literatura. 2004. Universidade de São Paulo. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-18052004-103619/en.php> Acesso em: 09 Ago. 2014.
WECKER, J. E.; Sistema tegumentar: Aula de Anatomia, Ano desconhecido. Disponível em:
<http://www.auladeanatomia.com/tegumentar/tegumentar.htm> Acesso em: 10 Ago. 2014.
MEDIPEDIA.; Unhas. Ano desconhecido. Disponível em:<http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=455#sthash.ht0v1LFJ.dpuf>  Acesso em: 11 Ago. 2014.
WEEBLY.; Anatomia Humana: Sistema Respiratório, Ano desconhecido. Disponível em:< http://anatomia.weebly.com/respiratoria.html> Acesso em: 11 Ago.2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://tcnicaemesteticamuriel.blogspot.com.br/2012/08/a-pele-e-suas-funcoes.html
Figura 2: http://corpohumano1.webnode.pt/sistemas/sistema-tegumentar-2/
Figura 3:
http://petboutiquemacherie.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html

Figura 4: http://www.operariosdaweb.com.br/pra-que-serve-o-bigode-dos-gatos/ e http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2010/01/18/transmissao-do-influenza-aviario-restrita-pelo-nariz-frio/

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sistema endócrino em humanos e insetos

O sistema endócrino, juntamente com o sistema nervoso, regula e controla diversas funções do organismo, como o crescimento de tecidos, o equilíbrio hídrico do corpo, a reprodução e o metabolismo de carboidratos. Este sistema é formado por várias glândulas, chamadas de glândulas endócrinas, as quais secretam hormônios que são lançados na corrente sanguínea em humanos e na hemolinfa em insetos, atingindo diversos órgãos e tecidos, podendo estimular ou inibir as funções metabólicas.

As principais glândulas endócrinas humanas são: pineal, hipófise, tireoide, paratireoides, suprarrenais, pâncreas, ovários e testículos (Fig. 1). Em insetos, as principais glândulas são: protoráxicas, ovários, testículos, corpora cardíaca e as células neurosecretoras espalhadas por todo o corpo e ligadas ao sistema nervoso central (Fig. 1).

                               Figura 1. Órgãos do sistema endócrino de humanos e insetos.

Principais glândulas no homem
- Pineal é um pequeno órgão piriforme, cinza-avermelhado, que ocupa uma depressão entre os colículos superiores. Está localizada inferiormente ao esplênio do corpo caloso, separado deste pela tela corioidea do terceiro ventrículo. O corpo mede aproximadamente 8 mm de comprimento, contém cordões e folículos de pinealócitos e células da neuroglia, entre as quais se ramificam muitos vasos sanguíneos e nervos.
- Hipófise é uma pequena glândula também conhecida como pituitária, tem coloração cinza-avermelhado e um corpo ovoide, com o tamanho semelhante a uma ervilha, medindo cerca de 12 mm de diâmetro transverso e 8 mm de diâmetro ântero-posterior, pesando aproximadamente 500 mg. A hipófise está localizada abaixo do hipotálamo, posteriormente ao quiasma óptico, em uma depressão em forma de sela do osso esfenoide, denominada fossa hipofisária.
- Tireoide possui tom vermelho-acastanhado, cerca de 25 g e é altamente vascularizada. Está localizada na região ântero-inferior ao pescoço, ântero-lateralmente à traqueia e logo abaixo da laringe, entre a quinta vértebra cervical e a primeira vértebra torácica. A tireoide possui dois lobos (direito e esquerdo) que são conectados entre si por uma parte central denominada istmo da glândula tireoide.
- Paratireoides são pequenas estruturas ovoides ou lentiformes, marrom-amareladas, pesando cerca de 50 g e geralmente se situando entre as margens do lobo posterior da glândula tireoide e sua cápsula. Geralmente existem duas de cada lado, superior e inferior, cada uma possuindo uma fina cápsula de tecido conjuntivo com septos intraglandulares, mas carecendo de lóbulos.
- Suprarrenais são pequenos corpos amarelados, achatados ântero-posteriormente, situados a cada extremidade superior dos rins, pesando cerca de 7,5 g. Circundadas por tecido conjuntivo contendo muita gordura perinéfrica, são envolvidos pela fáscia renal, mas separadas dos rins por tecido fibroso.
- Pâncreas é um órgão alongado de coloração rósea-acinzentada, com aproximadamente 15 cm de comprimento e 80 g, que se situa transversalmente na parte superior do abdome, posteriormente ao estômago, estendo-se lateralmente a partir do duodeno até o baço, apresentando cabeça, corpo e cauda.
- Gônadas são glândulas sexuais que produzem os gametas (óvulos e espermatozoides) e também secretam hormônios. Existem dois ovários localizados um de cada lado da cavidade pélvica na mulher, e dois testículos  localizados dentro do escroto do homem.

Principais hormônios nos insetos
As principais classes hormonais em insetos são: ecdisteróides, hormônio juvenil e neuro-hormônios. Os ecdisteróides são hormônios que influenciam no processo de muda. As glândulas protorácicas liberam ecdisona, que influencia no crescimento dos indivíduos e regula a ecdise. O hormônio juvenil regula a metamorfose e controla o desenvolvimento reprodutivo. Enquanto os neuro-hormônios regulam a homeostase, o metabolismo, a reprodução dos insetos e a liberação dos hormônios juvenil e ecdisteróides. Na região da cabeça dos insetos, o corpo alado secreta a neotina, promovendo o crescimento e a diferenciação das larvas (Fig. 3).

Figura 2: As diferentes fases dos insetos resultado da ação de hormônios.

No sistema nervoso central dos insetos, incluindo o cérebro, existem células neurossecretoras que sintetizam os neuro-hormônios. A corpora cardíaca produz e armazena neuro-hormônios, liberando-os conforme sua necessidade; enquanto as glândulas protorácicas secretam os ecdisteróides, e a corpora allata secreta o hormônio juvenil.

 Principais hormônios do homem
A hipófise produz a prolactina e atua sobre as glândulas adrenais com os hormônios adrenocorticotrópicos, na tireoide com hormônios tireoideotrópicos, e nas glândulas sexuais com hormônios gonadotróficos. O hipotálamo secreta ocitocina e vasopressina; a paratireoide produz o paratormônio; a tireoide libera tiroxina, tri-iodotironina e calcitocina; o pâncreas libera insulina e glucagon; a suprarrenal secreta aldosterona, andrógenos, glicocorticóides e adrenalina; e a pineal produz a melatonina (Fig. 4).


Figura 4: Resumo das glândulas e a produção de hormônios no homem.


Escrito por: Adriele Cristiana e Maria Paula Carvalho


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
Autor Desconhecido. Aula de Anatomia. Disponivel em < http://www.auladeanatomia.com/site/pagina.php?idp=199> Acesso em: 04 Ago. 2014
Autor Desconhecido. Órgãos Endócrinos. 2013. Disponível em: < http://anatovet103.blogspot.com.br/2013/04/o-sistema-endocrino-em-conjunto-com-o.html>. Acesso em: 03 Ago. 2014.
FONSECA, K.; Sistema Endócrino. 2011. Disponível em: < http://www.brasilescola.com/biologia/sistema-endocrinico.htm>. Acesso em: 03 Ago. 2014.
MOSCOSO, A.; FONSECA, V.; BRANDÃO, C.; Sistema Endócrino. 2012. Disponível em: < http://fisiobio.blogspot.com.br/2012/12/blogos-sistema-endocrino-e-formado-por.html>. Acesso em: 03 Ago. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.brasilescola.com/biologia/sistema-endocrinico.html
http://fisiobio.blogspot.com.br/2012/12/blogos-sistema-endocrino-e-formado-por.html
Figura 2: http://logosbios.blogspot.com.br/2012_12_01_archive.html
Figura 3: LEHNINGER, A.; NELSON, D. L.; COX, M. M. Princípios de bioquímica. 4.ed. São Paulo: Artmed, 2006.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Fisiologia do sistema reprodutor: coelho versus homem

Os coelhos são animais prolíferos e precoces, levando a um rápido ciclo reprodutivo, estão aptos a fecundar e gestar por volta dos 5 meses de vida.
Esses animais apresentam dimorfismo sexual; isso é, o órgão genital masculino apresenta uma proeminência externa diminuta, o pênis, e a fêmea um invaginação dos lábios vulvares (Fig. 1).

                                   Figura 1. Órgãos reprodutores de coelhos fêmea e macho.

Em humanos, o homem apresenta o pênis sobre um saco escrotal externo, enquanto as mulheres, além da cavidade vaginal, a vulva apresenta pequenos e grandes lábios, o clitóris e a abertura do canal da uretra separado da vagina (Fig. 2)
O ato sexual dos coelhos é simples e rápido, no qual o macho se prende ao dorso da fêmea, abocanhando sua nuca, e após movimentos contínuos atinge o ápice dando um salto para frente e logo depois cai para um dos lados, emitindo sons característicos. É possível confirmar a prenhez da coelha com um exame simples de toque em 12 dias depois da cópula. A gestação dura de 28 a 32 dias, e o parto é rápido, nascendo vários filhotes. A fêmea amamenta no máximo duas vezes ao dia durante 30 dias, podendo produzir até oito litros de leite por dia. Aos 40 dias, a fêmea já está apta a reproduzir novamente, já que a sua ovulação é induzida cerca de 10 a 13 horas após a cópula. Essa característica difere muito das mulheres, pois estas só poderão engravidar novamente 40 dias após o nascimento, momento conhecido como quarentena.

                               Figura 2. Órgãos reprodutores masculino e feminino de humanos.

A cópula em humanos também é diferenciada, uma vez que esta não tem intuito apenas reprodutivo, mas também de obtenção de prazer. No momento da cópula, mecanismos fisiológicos são desencadeados e alguns hormônios se fazem presentes, como por exemplo, a endorfina, responsável pela sensação de prazer constante durante o ato sexual. Os coelhos produzem grande parte dos hormônios que os humanos produzem, como FSH, LH e ocitocinas, mas não produzem endorfina.
Em humanos, a reprodução é feita com a liberação dos espermatozóides no colo do útero, que migram em direção ao ovócito, e, ocorrendo a fecundação, ocasionará em uma gravidez com gestação durando entre 38 e 42 semanas.
A cópula nos coelhos tem duração média de 3 minutos, enquanto que em humanos esse tempo varia de acordo com o casal.
As coelhas produzem em média 9,6 óvocitos por ovulação; em mulheres esse número é reduzido para 1 ou 2 por ciclo menstrual, podendo aumentar de acordo com a mulher.
Em relação aos filhotes, nos animais em geral a média por gestação é de 10, enquanto em mulheres normalmente é um, podendo ser mais no caso de gêmeos.

                            Figura 3: Fases da gestação na mulher e as suas alterações morfológicas.

A gonadotrofina coriônica humana (HCG) é o primeiro hormônio-chave da gravidez, a qual é secretada pelas células do sinciciotrofoblasto e pode ser detectada no plasma e na urina da mãe nove dias após a concepção. Durante a gravidez, o útero pode aumentar até 20 vezes comparado com seu tamanho normal (Fig. 3). Após o nascimento, o corpo da mulher passa por algumas transformações, como a produção de prolactina, hormônio hipofisário essencial, que estimula o aparelho lactogênico para a produção de leite. As mamas também aumentam de tamanho durante a gestação e se tornam mais doloridas.

Escrito por Maria Paula Carvalho e Priscila Ferrari


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
MOURA, A. S. A. M. T.; UNESP. Fisiologia da Reprodução e Manejo Reprodutivo de Coelhas. 2013. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/CoelhosAraujo/fisiologia-da-reproduo-e-manejo-reprodutivo-de-coelhas-publicado-no-iii-congresso-americano-de-cunicultura>. Acesso em: 28 Jul. 2014.
VARELLA, D.; Gravidez. Ano Desconhecido. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez/> Acesso em: 28 Jul. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://tocadominicoelho.blogspot.com.br/2011/11/como-identificar-o-sexo-do-coelho.html
Figura 2: http://espacociencias6ano.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html;
http://espacociencias6ano.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html;        
Figura 3: http://enfermeiroonline.no.comunidades.net/index.php?pagina=1072618067

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Comparando a anatomia dos sistemas reprodutores

Os sistemas reprodutores masculino e feminino são formados por uma série de órgãos e glândulas que compõem um conjunto de sistema funcional permitindo a reprodução em diferentes espécies animais.

Sistema Reprodutor Masculino
O sistema reprodutor masculino humano (Fig. 1) é constituído por um par de testículos, as gônadas masculinas, os quais possuem túbulos seminíferos e epidídimo que são dois tubos enovelados que partem dos testículos; o ducto deferente, continuação do ducto ejaculatório, que penetra dentro da próstata e desemboca nas vesículas seminais, as quais são duas bolsas membranosas localizadas acima da próstata. As glândulas bulbouretrais são pequenas, do tamanho de uma ervilha, localizadas próximo ao bulbo do pênis, um órgão erétil e copulador masculino, onde podemos encontrar dois tecidos cilíndricos, os corpos cavernosos e o corpo esponjoso, localizados superior e inferiormente no pênis, respectivamente.
Na extremidade do pênis há a glande que é a cabeça onde está o óstio externo da uretra. Nela há uma pele sensível chamada de prepúcio, que quando estimulada promove o enchimento dos tecidos cilíndricos e enrijecimento do pênis tornando-o ereto.



                                        Figura 1: Sistema reprodutor masculino humano.

     O touro possui em seu sistema reprodutor os mesmos órgãos especificados para o homem (Fig. 2A). As diferenças que são observadas entre estas espécies são:
- o tamanho dos testículos (Fig. 2B): o touro apresenta o tamanho de aproximadamente 12 cm de comprimento e 7 cm de diâmetro, e o peso aproximado de 300 gramas; enquanto que o homem tem o tamanho médio de 5 cm de comprimento, 2 cm de largura e 3 cm de espessura, e o  peso de 12 gramas.
- o epidídimo no touro também é aderido ao testículo, porém há um só ducto altamente sinuoso;
- o tamanho e formato do pênis, o qual no touro tem a forma cilíndrica em "S" peniano ou flexura sigmoide.

       Figura 2: Sistema genital do touro (A). Detalhe do testículo (B).


Sistema reprodutor feminino
       O sistema reprodutor feminino está vinculado à produção e transporte de óvulos e à acomodação do concepto até o nascimento. Os órgãos femininos que compõem este sistema são os ovários, órgãos reprodutores de gametas; as tubas uterinas; o útero; a vagina e as glândulas anexas (Fig. 3). Os ovários apresentam-se em par, comparável a uma amêndoa com aproximadamente 3 cm de comprimento, 2 cm de largura e 1,5 cm de espessura, presos ao útero e a cavidade pélvica, situados atrás do ligamento largo do útero e abaixo das tubas uterinas, onde estão localizadas em cada lado do ângulo látero-superior do útero, projetando-se lateralmente. As tubas uterinas, anteriormente nomeada como trompas de Falópio, dividem-se em 4 regiões, a intramural ou uterina, presente na parede do útero; istmo, localizada na parte estreita e sucessiva a parte uterina; ampola, parte pouco mais dilatada onde ocorre a fecundação; e infundíbulo, estrutura em forma de funil possuindo as fímbrias que auxiliam na captação do óvulo.
O útero é um órgão muscular oco, localizado na pelve entre a bexiga e o reto, local onde o embrião aloja-se e desenvolve-se. A prega transversal formada pelo peritônio envolve o útero, recobre a bexiga e reflete-se do assoalho e paredes laterais da pelve sobre o útero. Com a forma de pêra invertida, o útero divide-se em três partes: corpo, istmo e colo, e três camadas: endométrio, miométrio e perimétrio.

                                            Figura 3: Sistema reprodutor feminino humano.

A vagina é o órgão da cópula, que recebe o sêmen e serve para o escoamento de sangue menstrual e secreções uterinas, como também dá passagem no parto. O monte do púbis é a elevação mediana, localizada anteriormente à sínfise púbica, composta por tecido adiposo, apresentando pelos de forma característica na puberdade. Os lábios maiores são duas pregas cutâneas que se estendem do monte do púbis ao períneo e delimitam uma fenda acima do pudendo coberto de pelos; enquanto nos lábios menores encontramos o vestíbulo da vagina, o óstio externo da uretra, o óstio da vagina e os orifícios das glândulas vestibulares (Fig. 4).

                                      Figura 4: Órgãos genitais externos femininos humano.

As estruturas eréteis são compostas por tecido erétil. O clitóris apresenta duas extremidades fixadas ao ísquio e ao púbis, formando os ramos do clitóris, os quais se unem para formar o corpo do clitóris, terminando em uma dilatação, a glande do clitóris. Outra estrutura é o bulbo do vestíbulo que não é visível, mas recoberta por músculos bulbo-esponjosos. Quando está preenchida por sangue, dilata-se gerando maior contato entre o pênis e o orifício da vagina. As duas glândulas vestibulares maiores têm os seus ductos abertos na proximidade do vestíbulo da vagina; enquanto as glândulas vestibulares menores apresentam-se em número variável.
As mamas fazem parte do sistema reprodutor feminino (Fig. 5) e localizam-se ventralmente aos músculos da região peitoral, sendo constituídas de parênquima e composta de 15 a 20 lobos piramidais, cujos ápices estão voltados para a superfície. Cada lobo é formado por lóbulos e possuem ductos lactíferos que se abrem na papila mamária, compondo o corpo da mama. Estes ductos desembocam em uma projeção chamada de papila mamária.
                                           Figura 5: Anatomia da mama feminina humana.

O sistema reprodutor feminino das aves é formado pelo ovário e oviduto que se encontram desenvolvidos somente no lado esquerdo (Fig. 6A). Diferente dos mamíferos, deve-se considerar como oviduto da ave (Fig. 6B) a parte do sistema que se estende desde o ovário até a cloaca, incluindo o infundíbulo, magno, istmo, útero e vagina. O ovário esquerdo das aves é firmemente aderido à parede corporal dorsal, colocado intimamente no pólo anterior do rim esquerdo. Com o seu tamanho dependente do estado funcional, o ovário apresenta cor amarelada com matizes rosados e forma arredondada a poligonal. No ovócito o citoplasma torna-se rico em um vitelo amarelo (gema) e o seu material nuclear é chamado de vesícula germinativa, quando localizado no centro da gema, e de disco germinativo após sofrer a migração para a superfície quando então se aplaina.

                            Figura 6: Sistema reprodutor em aves (A). Detalhe do oviduto de aves (B).

CURIOSIDADE!

                                                 Figura 7: Sistema reprodutor do marsupial. 

Os órgãos internos dos mamíferos são muitas vezes semelhantes aos dos homens, mas há uma notável variação. Por exemplo, as cangurus fêmeas têm três vaginas, sendo que as duas vaginas laterais são utilizadas para receber os espermatozoides do macho durante o acasalamento, enquanto a vagina central é usada durante o parto (Fig. 9). Os cangurus machos, por sua vez, têm um pênis com duas pontas para poder inseminar as vaginas laterais.


                                                                                 Escrito por: Adriele Cristiana e Laura Ribeiro

REFERÊNCIAS CONSULTADAS
VILELA, M, A. Anatomia e Fisiologia Humanas. Disponível em: <http://www.afh.bio.br/reprod/reprod1.asp. Acesso em: 22 jul. 2014.
DANTAS, O. A. H.; CEULP/ULBRA. Sistema Genital Masculino. Disponível em: <http://ulbrato.br/morfologia/2011/08/17/sistema-Genital-masculino-e-Feminino>. Acesso em: 22 jul. 2014.
CPT – Manual de Inseminação Artificial. Disponível em: http://www.cptcursospresenciais.com.br/noticias/bovinos>. Acesso em: 23 jul. 2014.
SPENCE, A. P. Anatomia Humana básica. 2ª ed. Tradução: Edson Aparecido Liberti – São Paulo: Manole, 1991.
Fisiologia da reprodução das aves domésticas, Prof. Ismar Araujo de Moraes, Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal Fluminense. Disponível em: http://www.uff.br/fisiovet1/Reprod_aves.pdf. Acesso em: 21 jul. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.auladeanatomia.com/genitais/masculino.htm
Figura 2: http://vetclinica.blogspot.com.br/2012/09/aparelho-reprodutor.html
http://www.terrastock.com.br/default.asp?i=br&p=detalhes&cod=a0264
Figura 3:  https://www.google.com.br/search
Figura 4: http://www.auladeanatomia.com/genitais/pudendo.htm
Figura 5: http://www.biologia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/
Figura 6: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAgKYkAA/avicultura?part=3
http://passarosecia.forumeiros.com/t4-trato-reprodutivo-das-aves
Figura 7: http://slideplayer.com.br/slide/339038

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Comparando a anatomia e a fisiologia do sistema urinário: aves e humanos

O sistema urinário é responsável pela produção e eliminação de urina, a qual é composta por ureia, cloreto de sódio e ácido úrico. Os órgãos que fazem parte do sistema urinário são os rins, os ureteres, a bexiga e a uretra (Fig. 1).

 Figura 1. Órgãos do sistema urinário humano.

 Além destes órgãos, encontramos no sistema urinário as glândulas supra-renais ou adrenais (Fig. 1) as quais estão localizadas entre as faces supero-mediais dos rins e do diafragma, sendo revestidas por uma cápsula fibrosa. Esta glândula endócrina é dividida em duas partes, córtex e medula supra-renal, e tem a função de produzir diferentes hormônios. A zona glomerulosa, mais externa da glândula secreta o hormônio mineralocorticóide conhecido como aldosterona. A zona fasciculada vem logo a seguir e produz o glicocorticóide cortisol e, por fim, a zona reticular produz os hormônios sexuais ou esteróides androgênicos. A medula adrenal é a região central da glândula e secreta os hormônios chamados de catecolaminas. Nas aves as glândulas adrenais encontram-se encobertas pelas gônadas e os tecidos medular e cortical se apresentam entremeados. As funções que estes hormônios exercem são vitais para o corpo humano, pois regulam o metabolismo de sódio, potássio, água e carboidratos, além das reações do corpo humano ao estresse.
Os rins são órgãos pares, que possuem o formato de feijão, localizados na cavidade abdominal. Também são considerados órgãos retroperitoneais, devido a sua posição no corpo humano. Sua função é de extrair os produtos residuais provenientes do sangue através das suas unidades funcionais, os néfrons. Os néfrons são unidades produtoras de urina e tem funcionamento semelhante em humanos e aves, possuem uma cápsula glomerular (cápsula de Bowman), que em seu interior há arteríolas que se ramificam formando um emaranhado de capilares, chamado de glomérulo renal.
Os ureteres, localizados na região abdominal, são dois tubos pouco calibrosos que conduzem a urina para a bexiga por contrações peristálticas e gravidade. A bexiga urinária é um órgão muscular oco e elástico, e funciona como um reservatório temporário para armazenamento da urina. Na saída da bexiga há um músculo chamado esfíncter interno, que contrai involuntariamente prevenindo a saída da urina, e também há o esfíncter externo que é controlado voluntariamente, permitindo a saída da urina. A uretra é o local de excreção da urina, havendo diferenças no tamanho comparando o homem e a mulher (Fig. 2). Isto é, a uretra masculina mede aproximadamente 20 cm e estende-se do orifício uretral na bexiga urinária até o orifício uretral da extremidade do pênis, e além da excreção da urina, serve também para a liberação do esperma no ato da ejaculação. Por outro lado, a uretra feminina é menor, pois se estende da bexiga urinária até o orifício externo no vestíbulo, medindo aproximadamente 5 cm, com a única função de excretar urina.

                        Figura 2. Sistemas urinários masculino e feminino.

O sistema urinário das aves difere dos mamíferos, pois o produto final do metabolismo de compostos nitrogenados é o ácido úrico, e não a ureia. Isto acontece devido a amônia ser muito tóxica para todos animais, não excretando esta substância. A formação do ácido úrico nas aves acontece no fígado e é essencial para a produção dos ovos, pois estes necessitam de muita água para conservação do vitelo; isso seria incompatível com a liberação de ureia, a qual necessita de grande quantidade de água para ser eliminada. Assim, o ácido úrico atinge uma determinada concentração e se precipita oferecendo os nutrientes necessários para sua formação.
As aves, diferentemente dos humanos, não possuem bexiga, portanto não há armazenamento. A substância produzida tem uma consistência mais grossa e esbranquiçada, e sua formação ocorre em três fases no néfron (Fig.3), que se assemelham à produção de urina em humanos. A primeira fase é a filtração que ocorre no glomérulo, a segunda é a reabsorção tubular que ocorre na porção inicial do néfron, e a terceira é a secreção tubular, que ocorre na porção final do néfron e túbulos coletores.

                                                        Figura 3. Esquema de um néfron.

Em aves, como as galinhas, o sistema urinário consiste de rins maiores e alongados, com ureteres e cloaca dividida em coprodeu, urodeu e proctodeu (Fig. 4A e B), por duas pregas anulares mais ou menos completas. A bolsa cloacal está localizada na parede dorsal do proctodeu, e o coprodeu é uma continuação ampuliforme do cólon-reto, onde as fezes são estocadas.
O ureter da galinha é um ducto muscular com aproximadamente 2 milímetros de diâmetro e sua parede possui três camadas: mucosa, muscular e adventícia. As aves possuem uma bolsa única, a cloaca (Fig. 4C e D), onde desembocam as partes finais do sistema digestivo, urinário e reprodutor e que se abre para o exterior. Por essa bolsa elas eliminam as fezes e a urina, e também por onde saem os ovos.

                                           Figura 4. Sistema urinário de aves e seus órgãos.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS
Diferenças
- Aves possuem dois tipos principais de néfrons: néfrons sem alça de Henle que são a maioria e néfrons com alça de Henle, semelhante aos mamíferos.
- Aves possuem um sistema porta renal, que regula o trajeto do sangue proveniente das pernas, da região pélvica, dos intestinos e das genitálias, passando pelos rins ou seguindo para a circulação geral.
- Aves secretam ácido úrico, enquanto humanos secretam ureia.

Semelhanças
- Ocorrência de três processos para formação de urina: filtração glomerular, reabsorção tubular e secreção tubular,
- A urina ureteral pode apresentar osmolalidade acima ou abaixo daquela do plasma.


Escrito por: Laura Ribeiro e Maria Paula Carvalho


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
ASCOLI, F. O. UFF. Fisiologia Renal das Aves. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.uff.br/fisiovet1/Renal_aves.pdf>. Acesso em: 12 Jul. 2014.
Autor Desconhecido. Fisiologia das aves - Sistema reprodutor e urinário. 2009. Disponível em: <http://passarinheiro.forums-free.com/fisiologia-das-aves-sistema-reprodutor-e-urinario-t41.html>. Acesso em: 12 Jul. 2014.
CHAGAS, M. A. UFF. Sistema Urinário das Aves. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.uff.br/atlashistovet/Sisturinariogalinha2.htm> Acesso em: 12 jul. 2014
Escola Gurdjieff, São Paulo. As glândulas supra renais. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.ogrupo.org.br/glandulas_supra-renais.asp> Acesso em: 12 jul. 2014.
SILVA, L. S.; UFRGS. Hormônios da Glândula Adrenal. 2005. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/lacvet/restrito/pdf/adrenal.pdf> Acesso em: 14 Jul. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.professorjarbasbio.com.br/excrecao.htm
Figura 2: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/excrecao2.php e http://www.auladeanatomia.com/urinario/sistemaurinario.htm
Figura 3: http://simbiotica.org/excretor.htm
Figura 4A e B: http://www.uff.br/webvideoquest/SE/rep.htm
Figura 4C: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/bioaves.php
Figura 4D: http://www.alunosonline.com.br/biologia/sistema-reprodutor-das-aves.html