segunda-feira, 22 de maio de 2017

Estrutura do Crânio: Humanos e Equinos

1.      Humanos

Segundo Tortora (2012), o crânio humano é localizado no topo da coluna vertebral, e é dividido em dois conjuntos de ossos: cranianos e faciais. São oito ossos cranianos, que protegem o encéfalo: um osso frontal, 2 ossos parietais, 2 ossos temporais, 1 osso occipital, 1 osso esfenoide e 1 osso etmoide. E catorze ossos faciais: 2 ossos nasais, 2 ossos maxilares, 2 ossos lacrimais, 1 osso mandibular, 2 ossos palatinos, 2 ossos zigomáticos, 2 conchas nasais inferiores e o vômer.

Ainda segundo Tortora (2012), os ossos cranianos são mantidos unidos por suturas, uma articulação fibrosa imóvel.
 Figura 1. Ossos do crânio humano, em uma vista lateral. Lembrando que, o osso hioide mostrado no modelo, não compõe os ossos do crânio humano.

Figura 2. Ossos do crânio humano em vista anterior.


1.      Equinos

De acordo com Liebich    e König (2016), a forma cranial dos equinos, é determinada de forma geral pela idade, gênero e raça do animal. O crânio é dividido em faces lateral, dorsal, nucal, basal e externa:
·         A face nucal do crânio é composta pelas partes escamosa e lateral do osso occipital;
·         A face dorsal do crânio pode ser dividida em uma região cranial e uma facial. A região cranial é formada pela porção escamosa do osso occipital, pelos ossos parietal, interparietal e o osso frontal. Já a região facial, é formada pelos ossos nasais, unidos lateralmente pelos ossos da maxila e pelos processos nasais do osso incisivo;
·         A face lateral é composta pela maxila e pelos ossos, incisivo, lacrimal, nasal e zigomático;
·         A face basal consiste da base do crânio, das coanas e o palato;
·         A face externa é o limite do crânio onde o mesmo se liga as vértebras.



Figura 3. Vista lateral esquerda do crânio de um equino jovem. 1-Osso incisivo. 2- Osso nasal. 3- Osso Maxilar. 4- Osso Zigomático. 5- Osso lacrimal. 6- Osso Frontal. 7- Osso Parietal. 8- Osso Interparietal. 9- Osso occipital. 10- Condilo Occipital. 11- Parte escamosa do osso temporal. 12-Parte timpânica do osso temporal. 13- Meato acústico externo. 14- Processo paracondilóide. 15- Arco Zigomático. 16- forame intraorbital. 17- forame suprorbital. 18- Forame mental. 19- Primeiros incisivos. 20- Segundos Incisivos. 21,21 e 23- Dentes Pré-molares. 24- Mandíbula. 25- Sutura Frontonasal.  

Figura 4:. Vista dorsal do crânio de um equino1-Osso Occipital. 2-Osso Interparietal. 3-Osso Temporal. 4- Osso Temporal. 5- Osso Frontal. 6- Osso Nasal. 7-Osso Lacrimal. 8- Osso Zigomático. 9- Osso Maxilar. 10- Osso Incisivo. 11- Crista Sagital. 12- Sutura Interfrontal. 13- Sutura Internasal. 14- Sutura Lambdoide. 15- Sutura Escamosa. 16- Sutura Coronal. 17- Sutura Escamosa Frontal. 18- Sutura Temporofrontal. 19- Sutura Fronto Nasal. 20- Sutura Nasolacrimal. 21- Sutura Frontolacrimal. 22-  Sutura Lacrimozigomática. 23- Sutura  Lacrimomaxilar. 25- Sutura Nasoincisiva. 



Escrito por Abu-Bakr Adetayo Ariwoola

Referências Bibliográficas

TORTORA, G.J.; DERRICKSON, B. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.
KÖNING, H.E.; LIEBICH, H.G.. Anatomia Dos Animais Domésticos – Textos e Atlas Colorido. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.


Referências de imagens
Figuras 1 e 2 - TORTORA, G.J.; DERRICKSON, B. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.

Figuras 3 e 4 - http://zootecniaufms.blogspot.com.br/2012/04/blog-post.html acessado no dia 17/05/2017 as 14:02.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ossificação em humanos e a Condrogênese em Chondrichthyes - Os peixes cartilaginosos.

 Ossificação em humanos

A formação do osso ocorre a partir do desenvolvimento de uma massa inorgânica, chamada de matriz mineral, formada por água, fibras colágenas e sais minerais, onde alguns sais se unem e dão origem a cristais minerais (hidroxiapatita: união de fosfato de cálcio e hidróxido de cálcio). A medida que ocorrer a junção de hidroxiapatita e íons de carbonato de cálcio, fosfato, potássio, magnésio e sulfato há o endurecimento da matriz óssea, processo então denominado de calcificação.      
A parte orgânica do osso é constituída por células (osteoblastos, osteócitos e osteoclastos), capilares e medula óssea. Essas células são originadas por diferenciação do mesênquima, sendo a primeira parte da ossificação chamada de ossificação intramembranácea e posteriormente ocorrerá a ossificação endocondral.  



Ossificação Intramembranácea

A primeira evidência que está ocorrendo ossificação intramembranácea é aparição de fibroblastos que se estendem no tecido. Entre o líquido intersticial devido a excreção das células, já começa a ocorrer algumas calcificações, dando origem a espículas ósseas.                                                                                                                                           
Esse tipo de ossificação é responsável pelo crescimento dos ossos do crânio, grande parte de ossos faciais e a porção medial da mandíbula, e também aumento da espessura de ossos longos, veremos as divisões desse processo de ossificação.

·         Desenvolvimento do centro de ossificação:

Segundo Tortora e Nielsen:

[...] No local em que o osso se desenvolverá, uma sinalização química especifica provoca a aglomeração e a diferenciação das células mesenquimais, primeiros em células osteogênicas e, em seguida, em osteoblastos. O local dessa aglomeração é chamado de centro de ossificação. Os osteoblastos produzem a matriz extracelular orgânica do osso até que estejam totalmente envolvidos por ela [...] (2012, p. 173).

·         Calcificação

                  Com o fim das secreções extracelulares os osteoblastos, com o amadurecimento, passam a ser denominados osteócitos preenchendo os espaços com seus filamentos citoplasmáticos. Dentro de alguns dias será depositado cálcio, consequentemente calcificando a matriz extracelular.


·         Formação de trabéculas.

                 Aquelas espículas formadas que estiverem bem desenvolvidas irão se irradiar formando uma malha dando origem as trabéculas que serão o osso esponjoso juntamente com os vasos sanguíneos. Os espaços entre trabéculas vão diminuindo formando, então, o osso compacto. Segundo Tortora e Nielson “[...] o tecido conjuntivo associado aos vasos sanguíneos nas trabéculas diferencia-se em medula óssea vermelha


·         Desenvolvimento do periósteo

                  Durante a formação das trabéculas simultaneamente ocorre a condensação do mesênquima da periferia, formando uma membrana de revestimento (periósteo), contendo grande quantidade de células osteoprogenitoras, que serão os futuros osteoblastos que agiram novamente na calcificação.         


                                                                                   
Figura 1. Ossificação Intramembranácea 


Ossificação Endocondral
                
 Durante o desenvolvimento do embrião há a formação de um esqueleto cartilagíneo, onde células mesenquimais provenientes do mesoderma se especializará em condroblastos dando início a uma condrogênese que precisa passar por ossificação.



·         Desenvolvimento e crescimento do modelo cartilagíneo

                 Os condroblastos são aumentados por sucessivas mitoses que começam a produzir um líquido intersticial rico em fibras de colágeno - revestindo essas células e o líquido intersticial teremos o pericôndrio. Com o amadurecimento dos condroblastos dará origem aos condrócitos que continuam crescendo longitudinalmente e os condroblastos lateralmente por mitoses. Os primeiros indícios de calcificação começam quando na matriz extracelular os condrócitos começam a atrofiarem e consequentemente calcificam-se.

·         Desenvolvimento do centro de ossificação primária

Segundo Tortora e Nielsen:
[...] Uma artéria nutrícia penetra no pericôndrio e no modelo cartilagíneo em calcificação morrem, por um forame nutrício na região média do modelo cartilagíneo, estimulando as células osteogênicas no pericôndrio a diferenciar-se em osteoblastos [...] (2012, p. 176).


                Terminando a diferenciação do pericôndrio em osteoblastos a membrana de revestimentos que começa a formar o osso que antes era chamada de pericôndrio passa a ser denominada periósteo. Entre a matriz extracelular em calcificação crescerá capilares originados do periósteo, dando origem ao centro de ossificação primária, juntamente aos resquícios de cartilagem calcificada surgirá as mesmas trabéculas que apareceu na ossificação membranácea, mas que aconteceu envolta de espículas de cartilagem calcificada, e agora passa a envolver fibras cartilagíneas, dando origem novamente as porções esponjas dos ossos.

·         Desenvolvimento da cavidade medular

                  A cavidade medular surge a partir do crescimento do centro primário para a parte extrema do osso em que os osteoclastos deterioram algumas trabéculas centrais.  
         

 
Figura 2. Ossificação endocondral.



Condrogênese em Chondrichthyes - Os peixes cartilaginosos  

             A classe dos peixes cartilaginosos engloba dois grupos: os Neoselachii (tubarões e arraias) e os Holocephali (quimeras). Esses animais não apresentam esqueleto ossificado, mas nos animais mais velhos há em algumas regiões de porções calcificadas.

Segundo Pough, Heiser, Janis e tal, argumentam:

[...]A perda do osso (que estava presente em seus ancestrais agnatos) está associada provavelmente com a diminuição do peso do corpo, tornando-o mais manobrável, e alguns de seus órgãos e sistemas fisiológicos tem tenham evoluído para níveis alcançados por outros poucos vertebrados viventes. Ao mesmo tempo, estes peixes retêm muitos traços anatômicos primitivos; os tubarões têm sido usados, por muito tempo, para exemplificar uma forma corpórea vertebrada ancestral [...] (2008, p.101).

               Com um esqueleto constituído de cartilagem e tecido conjuntivo conseguem ter uma armadura com densidade inferior ao esqueleto ossificado. Os indícios para a não especialização da cartilagem em tecido ósseo deve-se a necessidade de poupar energia e ter uma estrutura de sustentação maleável e ao mesmo tempo durável.                                        
Mesmo não apresentando ossificação há a formação de vertebras cartilagíneas devido a presença de notocorda calcificada em animais adultos, um crânio parcialmente calcificado sem encontrar ossos verdadeiros e escamas placóides são tão calcificadas que parcialmente são semelhantes ao esmalte e a dentina dos dentes de mamíferos.

Formação da cartilagem hialina

                 Segundo Robert T. Orr “[...] os Chondrichthyes possuem um crânio cartilaginoso completo, que é conhecido como condrocrânio”. “[...] arco branquial ou mandibular transforma-se para dar origem às maxilas superior e inferior, conhecidas respectivamente como cartilagem palaquadrada e cartilagem de Merkel”. Com isso pode-se perceber que alguns processos de condorgênese nesse grupo são similares aos dos mamíferos na sua vida ultra uterina, já que ambos apresentam condrocrânio e cartilagem de Merkel seguindo o conceito de ossificação endocondral na sua primeira parte, em que, os condroblastos são aumentados por sucessivas mitoses e posteriormente ocorre o amadurecimento dessas células dando origem aos condrócitos que irão atrofiar e assim ocorrendo calcificação.





Imagem 3) Peixes cartilaginosos Neoselachii.
 Fonte: Pough, Heiser, Janis e tal (2008 v. 8, p.107): “[...] A vida dos vertebrados”


Escrito por Eriks Oliveira


Referência bibliográficas

BARNES, Robert D., Zoologia Geral, 6ªed. Editora Guanabara S. A., 1988.

POUGH, F. Harvey; HEISER, John B.; JANIS, Christine M., A vida dos vertebrados, São Paulo, 4ª ed. Editora: Atheneu SP.


ROBERT, T. Orr., Biologia dos vertebrados, 4ªed. Roca S. A., 1986. 

TORTORA, Gerard J.; NIELSEN, Mark T. Princípios de anatomia humana. São Paulo, 12ª ed. Editora Guanabara-Koogan., 2012.

http://www.elasmo-research.org/education/white_shark/skeleton.htm


 

domingo, 7 de maio de 2017

A Glândula Tireóide: humanos e aves

Nos humanos:
A glândula tireoide é composta por dois lobos unidos pelo istmo do parênquima glandular (em forma de borboleta), e localiza-se na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região que é conhecida como Pomo de Adão (habitualmente chamada de gogó). É o local onde ocorre a síntese, armazenamento e secreção dos hormônios tireoidianos T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do organismo.


Imagem 1. Tireóide em humanos.

A atividade dessa glândula (produção e liberação dos hormônios) é controlada pela hipófise, através do hormônio estimulante da tireoide, a tireotrofina (TSH). O TSH é o principal modulador da função tireoidiana, ele estimula a célula folicular da tireoide por meio do receptor TSHR, que promove um estimulo da síntese e secreção dos hormônios tireoidianos, crescimento e proliferação celular e, influxo de iodo. O iodo faz parte das moléculas de tri-iodotironina e tiroxina, e conseguimos obter iodo também através da alimentação.
Os efeitos dos hormônios da tireoide são desencadeados por meio da sua interação com receptores nucleares que se apresentam em regiões específicas do DNA, o que determina se seus genes-alvos serão ativados ou inibidos e o controle da síntese de determinadas proteínas. Por exemplo, no cérebro, se os hormônios T3 e T4 estiverem em níveis normais eles são essenciais para o desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso central, e também potencializam a ação das catecolaminas - hormônios produzidos pelas adrenais (podem agir como neurotransmissores).
Esses hormônios agem no intestino, no coração, nos músculos e ossos, no peso, na temperatura corporal e na reprodução. Por isso os níveis precisam estar sempre normais, pois um aumento ou diminuição da produção desses hormônios causam problemas como o hipotireoidismo ou hipertireoidismo, e estes afetam todas as áreas citadas anteriormente.
O hipotireoidismo é a baixa produção dos hormônios tireoidianos e, pode ser causado pela quantidade de iodo no organismo, e por uma série de outros motivos.  A pessoa que apresenta essa complicação sentirá cansaço, dores musculares, tudo devido ao metabolismo que desacelera. 
Já o hipertireoidismo é quando a glândula se encontra altamente ativa, produzindo assim, uma grande quantidade de hormônio. Portanto, a pessoa tem os seus batimentos cardíacos acelerados, muitas vezes, perda de peso, etc.



Imagem 2.


Já nas aves:
A tireoide é bilateral, localiza-se na base cervical junto ao tórax e fica próxima à siringe (órgão responsável pela produção e emissão de sons, localiza-se na extremidade terminal da traqueia e porções iniciais dos dois brônquios primários), devido a isso, quando esses animais possuem uma deficiência de iodo, a glândula aumenta o seu tamanho, e a ave para de cantar. Histologicamente, a tireoide é igual entre as espécies, variam anatomicamente apenas.


Imagem 3. Localização da traqueia e siringe.

As aves tem uma alimentação bem variável, depende da espécie, algumas comem pequenos insetos, outras répteis, peixes, frutas, néctar de flores, carniça, etc. O iodo está distribuído amplamente na natureza e está presente nas substâncias orgânicas e inorgânicas em quantidades muito pequenas. Quando há uma falta de iodo disponível, o iodato de potássio, o iodato de cálcio ou o iodo estearato de cálcio são as fontes de iodo que apresentam melhor estabilidade, sendo as fontes mais recomendadas na elaboração das misturas minerais.
Em aves, quando há sinal de toxidade do iodo ocorre redução na produção de ovos e no tamanho de ovo. Com relação aos hormônios tireoidianos e, as funções da glândula, basicamente são iguais aos humanos. Vertebrados no geral, não possuem muitas diferenças de órgãos histologicamente falando, apenas anatomicamente.

Escrito por Caroline C. D’Amato


Referencias Bibliográficas:

Tireoide. Disponível em: <https://www.endocrino.org.br/tireoide/>. Acessado em: 26 de abril de 2017.
PERRUSI. A glândula tireóide. Disponível em: <http://victorperrusi.com/tratamentos.php?id=1>. Acessado em: 26 de abril de 2017.
MARIETOO-GONÇALVES, G.A. Bócio coloidal em aves-relato de caso. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/18813>. Acessado em: 26 de abril de 2017.
CUNNINGHAM, J.G. Tratado de fisiologia veterinária. 5ª edição, 2008.
GUYTON & HALL. Tratado de fisiologia médica, 1971.
NUNES, Thyroid hormones: mechanism of action and biological significance. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302003000600004> . Acessado em: 27 de abril de 2017

Imagem 1: disponível em: <http://victorperrusi.com/tratamentos.php?id=1>. Acessado em: 26 de abril de 2017.
Imagem 2: disponível em: <http://veterinariodeaves.blogspot.com.br/2015/03/doencas-de-traqueia-e-siringe.html> . Acessado em: 26 de abril de 2017.





quarta-feira, 12 de abril de 2017

Comparando o rim humano e o rim das aves

Os humanos possuem um par de rins, localizados na região posterior do abdômen, atrás do peritônio, por isso são chamados de órgãos retroperitoneais. Possuem formato de um feijão e coloração vermelho escuro. Tem como função filtração do sangue, excreção de resíduos, produção de hormônios (eritropoietina e renina) e homeostase.
Os rins são revestidos pela cápsula renal, fáscia renal, gordura perirrenal e gordura pararrenal. A cápsula renal é uma membrana fibrosa intimamente ligada ao órgão, a fáscia é a membrana que reveste a cápsula renal. Entre a fáscia e a cápsula renal encontra-se a gordura perirrenal.


 Figura 1: Localização dos rins humano.

O rim apresenta um lado côncavo, onde se encontra o hilo, que é uma fissura onde entram e saem vasos, nervos, artéria e a veia renal. Na parte interna do rim é possível observar a medula (camada central mais escura), pirâmides medulares, o córtex (camada periférica mais clara), colunas renais, a pelve renal (confluência dos três cálices renais maiores) e os cálices menores. Dentro de cada rim é possível encontrar cerca de 1 milhão de néfrons, responsáveis pela filtração do sangue e formação da urina.




Figura 2: Estrutura interna do rim humano.


Os rins das aves têm um formato de retângulo alongado, coloração marrom e são compostos por néfrons, vasos sanguíneos e inervação.
Assim como nos humanos, os rins das aves também são retroperitoneais, apresentam área cortical e medular; a região cortical é formada por regiões largas com néfrons corticais e medulares, com as alças de Henle; a medula é formada pelas hastes dos lóbulos, composta por túbulos coletores em feixes.
Os rins são divididos em lobos: cranial, médio e caudal. Cada lobo é composto de lóbulos. O lóbulo é limitado pelas veias portais renais.
A filtração do sangue é realizada pelos glomérulos, em seguida o filtrado é transportado através dos néfrons até os ductos coletores e os ureteres. Os néfrons absorvem substâncias essenciais para a ave. As aves possuem dois tipos de néfrons; a maioria não possui alças de Henle e estão localizados na região do córtex renal, esses são parecidos aos dos répteis; os outros néfrons possuem as alças de Henle e estão na região cortical próxima a medula, são semelhantes aos dos mamíferos. 



Figura 3: Sistema urinário de aves.

 Escrito por Samuel Henrique de Souza Silva 



Bibliografia
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Rins"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/biologia/os-rins.htm>. Acesso em 12 de fevereiro de 2017.
VARELLA, Dráuzio. Corpo humano, rim. 2014. Disponível em < https://drauziovarella.com.br/corpo-humano/rim/>. Acesso em 12 de fevereiro de 2017
ASCOLI, F. O. UFF. Fisiologia Renal das Aves. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.uff.br/fisiovet1/Renal_aves.pdf>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017.
Autor Desconhecido. Fisiologia das aves - Sistema reprodutor e urinário. 2009. Disponível em: <http://passarinheiro.forums-free.com/fisiologia-das-aves-sistema-reprodutor-e-urinario-t41.html>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017.

Imagens
Figura 1: http://www.brevesdesaude.com.br/ed04/rins.htm
Figura 2: http://fisiorenal.blogspot.com.br/2009/06/rim.html
Figura 3: http://www.uff.br/webvideoquest/CH/rep.htm


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Dentes: humanos e tubarões

Os dentes humanos em conjunto desempenham as funções básicas de proteção, mastigação e auxiliam no processo de formação da fala. Estes se fixam nos ossos por meio de fibras colágenas (ligamento periodontal) formando uma articulação chamada gonfose.
Os dentes decíduos ou dentes de leite são menos calcificados em relação aos permanentes. Na dentição decídua temos o total de vinte dentes, dez na arcada dentaria superior e dez na inferior. Além de ser importante para preparar o caminho dos dentes permanentes, esta ainda equilibra o crescimento dos músculos e ossos (maxila e mandíbula). Quando adultos passamos a ter trinta e dois dentes na arcada dentaria completa, dezesseis em cada arco dental.



Figura 1 - Dentição decídua à esquerda (20 dentes) e dentição permanente à direita (32 dentes).

O dente é basicamente formado por raiz, coroa e colo, sendo composto por dentina e revestido por esmalte. A raiz é a parte do dente que se prende aos ossos da mandíbula e maxila. Já a coroa é a parte branca do dente, ou seja, a parte que se projeta pra fora da gengiva. O colo é a parte entre a raiz e a coroa, onde podemos encontrar a dentina que é um tecido conjuntivo avascular, rica em sais de cálcio e formada por fibrilas de colágeno.




Figura 2 - Partes do dente em corte longitudinal.

Cada dente tem uma forma variada, e pra cada um deles é atribuída uma função específica. Os dentes incisivos são cuneiformes e espatulados, estes cortam o alimento em partículas menores. Já o ato de rasgar/dilacerar é realizado pelos dentes caninos os quais tem uma ponta nítida e são maiores do que os incisivos.



Figura 3 - Dentes incisivos e caninos comparados a objetos.


A trituração é feita pelos pré-molares e os molares, suas formas são complexas e apresentam sulcos e depressões acentuadas. Estes reduzem o alimento para que se torne mais fácil o processo de deglutição/ingestão. 


Figura 4 - Dentes pré-molar e molar comparado a objetos.


Os dentes sisos são os terceiros molares, assim, atribuímos à mesma função e forma dos primeiros e segundos. 


Comparando:

Existem muitas espécies diferentes de tubarões, os quais podem ser encontrados em oceanos de todo o mundo. Estes são um dos predadores mais perigosos entre os animais oceânicos. Eles comem uma variedade grande de animais distintos, incluindo peixes, focas e leões marinhos.  Seus dentes afiados podem cortar quase qualquer coisa como uma faca, pois são feitos de fosfato de cálcio, um material muito resistente. Estes têm cerca de cinco fileiras de dentes e podem ser trocados aproximadamente 20 mil vezes ao longo de suas vidas.  Ao contrário dos humanos, seus dentes são fixados na gengiva e ligados a mandíbulas por um tecido fino que proporciona a facilidade na reposição caso algum dente se quebre ou desgaste.


Figura 5 - Fileiras de dentes em fóssil.

Existem três tipos de classificações básicas para dentes de tubarões:
1) Triangular e largo com bordas serrilhadas.
2) Finos e longos em forma de adaga.
3) Achatados e agrupados em placas.
Assim como nos seres humanos, os dentes dos tubarões são compostos de dentina e também são cobertos de esmalte. Porém, a morfologia dos dentes de tubarões é nítida se comparado aos seres humanos, pois, cada espécie tem um tipo de dentição que difere de acordo com sua dieta. Nos tubarões tigre, branco e touro, por exemplo, os dentes são largos, serrilhados e em forma de triangulo, projetados para cortar pedaços de carne de grandes presas.
Existe uma fórmula para calcular o tamanho de um tubarão com base no tamanho do dente triangular: medir o comprimento de um lado do dente em polegadas, em seguida, multiplicar por dez para obter o comprimento total do tubarão em pés.


Figura 6 - Dentes de tubarão branco.


O tubarão limão e o tubarão mako ou anequim popularmente conhecido, são exemplos de espécies que tem dentes finos que cortam e seguram peixes e presas pequenas.



Figura 7 - Dentes de tubarão limão.

Alguns tubarões como o lixa e o enfermeira tem dentes cônicos ou achatados e agrupados em placas. Estes são usados para esmagar caranguejos, moluscos e pequenos peixes.



Figura 8 - Dentes de tubarão enfermeira.


Curiosidades:         
  • ·         Algumas espécies de tubarão como o cinzento dos recifes têm dois tipos de dentes, longos e finos na mandíbula e triangulares e largos na maxila.
  • ·         Os tubarões podem ter até 120 dentes ao mesmo tempo, dependendo da espécie pode se encontrar mais.
  • ·         Os dentes dos tubarões são a parte mais provável do seu corpo para fossilizar. Muitos dentes fossilizados foram encontrados incluindo o de Megalodon (Carcharodon megalodon)  os dentes se assemelham ao do tubarão branco porem são aproximadamente 4 vezes maior. Esse tubarão viveu entre 16-20 milhões de anos atrás, estimasse que ele tivesse cerca de 20 metros de comprimento e pesasse mais ou menos 50 toneladas.



Escrito por Thamires Souza


Referências:
Figura 2: Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/digestao2.php Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 3: Disponível em: http://www.hs-menezes.com.br/anatomia_6.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 4: Disponível em: http://www.hs-menezes.com.br/anatomia_6.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 5: Disponível em: http://janeladoconsultorio.blogspot.com.br/2012/07/dente-de-bicho-parte-i.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 6: Disponível em:  https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-dentes-do-tubaro-branco-image55740278 Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 8: Disponível em: http://keywordsuggest.org/gallery/329614.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Anatomia dentária Disponível em: http://www.hs-menezes.com.br/anatomia_6.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Anatomia do dente, 5ª edição online Disponível em: http://pt.slideshare.net/flavioes/livro-anatomia-do-dente Acesso em: 20 Fev 2017.
Mundo marinho Disponível em: http://mundomarinhobr.blogspot.com.br/2011/11/tubaroes-dentes.html Acesso em: 20 Fev 2017.
All about sharks Disponível em: http://www.enchantedlearning.com/subjects/sharks/index.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Shark anatomy Disponível em: http://www.enchantedlearning.com/subjects/sharks/anatomy/Teeth.shtml  Acesso em: 20 Fev: 2017.
 Acesso em: 20 Fev 2017.