sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sistema circulatório: humanos versus répteis

        As funções básicas do sistema circulatório humano (Fig. 1A) são levar material nutritivo e gases às células; transportar produtos residuais do metabolismo celular, desde os locais onde foram produzidos até órgãos encarregados de eliminá-los; proteger o organismo contra perda sanguínea por meio da coagulação e contra os micro-organismos pelo sistema imunológico; além de realizar regulação hormonal e da temperatura corporal. O coração possui um formato de um cone truncado, apresentando uma base, um ápice e faces (esternocostal, diafragmática e pulmonar). E está situado na cavidade torácica, atrás do esterno, acima do músculo diafragma, sobre o qual em parte repousa, no espaço entre os dois sacos pleurais, denominado mediastino.
                                         Figura 1: Sistema circulatório humano (A) e réptil (B).

As mesmas funções são desempenhadas por este sistema nos répteis, exceto em relação à regulação da temperatura, que nos répteis é realizada através do aumento do ritmo de batimentos cardíacos, aumentando o bombeamento de sangue através do corpo e por consequência a taxa de troca de calor. Isso implica em esquentar ou esfriar num menor tempo. Além disso, por possuírem o coração com três câmaras, os répteis (Fig. 1B) são capazes de realizar desvios cardíacos, ou seja, enviar sangue do ventrículo para a circulação pulmonar ou sistêmica, e evitar um dos circuitos. O sangue, ao ser desviado para a circulação pulmonar, entra em contato com as superfícies respiratórias úmidas, podendo perder calor por resfriamento evaporativo. Desviando desse circuito, se evita resfriar o sangue mandando-o de volta para o corpo e ainda aumentando a taxa de aquecimento.

O sistema circulatório é dividido em:
Sistema cardiovascular, com vasos (artérias, veias e capilares), o coração e o sangue.
Sistema linfático, com vasos, capilares, troncos, ductos, linfonodos, tonsilas e linfa.
Órgãos Hemopoiéticos, como a medula óssea e timo (órgãos linfáticos primários), e o baço (órgão linfático secundário).

As estruturas do coração em humanos incluem o pericárdio, valvas, artérias, veias e capilares, os quais suprem de sangue o músculo cardíaco. O pericárdio consiste de uma capa fibrosa externa e de uma membrana serosa interna. A camada interna, o pericárdio visceral, adere ao coração e torna-se a camada mais externa do mesmo, o epicárdio.
O coração humano é constituído por quatro câmaras: átrio direito, átrio esquerdo, ventrículo direito e ventrículo esquerdo. Os átrios se localizam na parte superior do coração, e os ventrículos localizam-se na parte posterior e constituem o principal volume do órgão. Vários vasos sanguíneos de grande calibre entram e saem do coração pela sua base e margem superior, como veia cava superior e veia cava inferior, artéria troncopulmonar, veias pulmonares e artéria aorta (Fig. 2).
Sistema cardiovascular, com vasos (artérias, veias e capilares), o coração e o sangue.
Sistema linfático, com vasos, capilares, troncos, ductos, linfonodos, tonsilas e linfa.
Órgãos Hemopoiéticos, como a medula óssea e timo (órgãos linfáticos primários), e o baço (órgão linfático secundário).
As estruturas do coração em humanos incluem o pericárdio, valvas, artérias, veias e capilares, os quais suprem de sangue o músculo cardíaco. O pericárdio consiste de uma capa fibrosa externa e de uma membrana serosa interna. A camada interna, o pericárdio visceral, adere ao coração e torna-se a camada mais externa do mesmo, o epicárdio.
O coração humano é constituído por quatro câmaras: átrio direito, átrio esquerdo, ventrículo direito e ventrículo esquerdo. Os átrios se localizam na parte superior do coração, e os ventrículos localizam-se na parte posterior e constituem o principal volume do órgão. Vários vasos sanguíneos de grande calibre entram e saem do coração pela sua base e margem superior, como veia cava superior e veia cava inferior, artéria troncopulmonar, veias pulmonares e artéria aorta (Fig. 2).

                                         Figura 2: Anatomia externa do coração humano.

Existem dois tipos de valvas localizadas no coração humano (Fig. 3), as valvas atrioventriculares localizadas entre os átrios e ventrículos (tricúspide no lado direito e bicúspide, no esquerdo), e as valvas semilunares (pulmonar e aórtica) localizadas entre os ventrículos e a artéria pulmonar.

                                                      Figura 3: Valvas do coração humano.

Nos répteis, o coração fica na parte anteroventral do tórax e é formado por um pequeno seio venoso, duas aurículas e dois ventrículos que são imperfeitamente separados. Pode-se considerar que o coração possui apenas três cavidades: dois átrios e um ventrículo separados pelo septo de Sabatierque, que é parcialmente partido (Fig. 4).

                                              Figura 4: Anatomia interna do coração de répteis.

O lagarto Tupinambis merianae (Fig. 5), conhecido popularmente como lagarto-do-papo-amarelo ou teiú, é uma espécie diurna ectodérmica, ou seja, absorve calor de fontes externas, para poder elevar sua temperatura corpórea. Quando um réptil aumenta o ritmo de batimentos cardíacos, o seu bombeamento de sangue também aumenta e por consequência a taxa de troca de calor aumentará, sendo o inverso também verdadeiro.

                                                 Figura 5: Lagarto Tupinambis merianae.

Algumas constatações podem ser feitas quando comparamos o coração do homem e do lagarto:
1) o coração de um réptil é mais simples em relação ao coração humano, em relação ao número de câmaras.
2) o fato de possuir apenas três câmaras (dois átrios e um ventrículo) permite aos répteis realizar desvios cardíacos, exceto os crocodilianos; o que não é possível em humanos que possuem quatro câmaras (dois átrios e dois ventrículos).
3) nos répteis os sangues arterial e venoso não se misturam e possuem dupla circulação, se assemelhando aos humanos.

A circulação é dividida em grande e pequena circulação:
Grande circulação ou sistêmica: Tem início no ventrículo esquerdo à artéria aorta à sistemas corporaisà veias cava superior e inferior à átrio direito. Em resumo refere-se a circulação coração-tecidos-coração.
Pequena circulação ou pulmonar: Tem início no ventrículo direito à artéria tronco pulmonar à pulmões à veias pulmonaresà átrio esquerdo. Em resumo refere-se a circulação coração-pulmão-coração.

Pressão arterial
É a pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias, quando é bombeado pelos ventrículos e penetra nesses vasos sob pressão. O homem tem pressão arterial média de 120 x 80 mmHg; entretanto,  quando analisamos outros organismos, temos uma surpresa (Tabela 1). Por exemplo, a tartaruga tem pressão arterial média de 34 x 29 mmHg e os sapos de 35 x 24 mmHg.
                                  Tabela 1. Pressão arterial em mamíferos e aves.

O fluxo sanguíneo dos humanos depende do diâmetro e do comprimento do vaso, e da viscosidade do sangue. Esse fluxo pode ser controlado por regulação neural ou humoral, por exemplo, quando temos uma emoção muito grande o fluxo sanguíneo aumenta devido à regulação neural. O mesmo ocorre com os animais quando escutam fogos de artifício e o coração dispara. Por outro lado, tartarugas e escamados tem a capacidade de alterar o fluxo do sangue de acordo com a necessidade respiratória e de temperatura. 
CURIOSIDADE!                             
O fluxo sanguíneo em répteis é controlado através de diferenças de pressão entre o circuito sistêmico e pulmonar, e pela contenção e liberação do sangue remanescente na cava venosa. Desvios na circulação, feitos pelo próprio organismo, são utilizados para que o animal tenha as condições necessárias para a sua sobrevivência; com isso, o sangue fica circulando e o calor recebido do ambiente é mantido no corpo. Esse mecanismo evita que o réptil disperse calor pela respiração enquanto se aquece ao sol. Esses mesmos desvios são utilizados durante períodos em que o animal não está respirando, em mergulho, por exemplo. Assim, o animal economiza o ar que está nos pulmões e aproveita o máximo de oxigênio que está no sangue sistêmico.

Escrito por: Adriele Cristiana e Maria Paula Carvalho


REFERÊNCIAS CONSULTADAS

COLUNISTA PORTAL. O Sistema Circulatório dos Répteis. 2012. Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/23736/osistema-circulatorio-dos-repteis>. Acesso em: 14 Jun. 2014.

JACOB, S.W.; FRANCONE, C.A.; LOSSOW, W.J. Anatomia e Fisiologia Humana. 5ª ed. Tradução: Carlos Miguel Gomes Sequeira, Rio de Janeiro: Guanabara, 1990.

SPENCE, A. P. Anatomia Humana básica. 2ª ed. Tradução: Edson Aparecido Liberti, São Paulo: Manole, 1991.

TENÓRIO, A. UNIFAP. Sistema Circulatório. 2012. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAABmn8AH/sistema-circulatorio>. Acesso em: 14 Jun. 2014.

VEIGA, M.; NOSKOSKI, M.; BEVILACQUA, M.; ROMANI, R.; ROMANI, R.; ROMANI, R.; RITTER, F.; OLIVEIRA, D. S.Emprego das técnicas de vinilite e criodesitratação para Evidenciar a anatomia do sistema circulatório de um Lagarto (tupinambis merianae), RAMVI, Getúlio Vargas, v. 01, n. 01, p. 98-105, 2014.

TAVANO, T.P. Coração dos Vertebrados: Filogenia, Revista Eletrônica de Ciências, v. 46, São Carlos, 2014. Disponível em: <http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/ art_46/aprendendo.html>. Acesso em: 10 Jun. 2014.


FONTE DAS IMAGENS E TABELAS
Figura 1: http://www.infoescola.com/anatomia-humana/sistema-venoso/ e
http://www.monografias.com/circulacion-animal/circulacion-animal.shtml
Figura 2: http://dc248.4shared.com/doc/0AXBC9hm/preview.html
Figura 3: http://dc248.4shared.com/doc/0AXBC9hm/preview.html
Figura 4: http://negritosbio.blogspot.com.br/p/anfibios-e-repteis.html
Figura 5: http://ecoblogando.wordpress.com/2009/03/25/espcies-brasileiras-tei-tupinambis-merianae/
Tabela 1: http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2009/02/a-origem-da-pressao-arterial-i/

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Comparando o comportamento sexual

Essa semana foi marcada pelo Dia dos Namorados, então por quê não falarmos sobre esse sentimento que aflora no coração dos apaixonados nesta data?

Todas as funções do corpo humano de uma maneira geral são permanentemente controladas - em estado fisiológico - por dois grandes sistemas que atuam de forma integrada: o nervoso e o endócrino.
O sistema nervoso é responsável pela obtenção de informações a partir do meio externo e pelo controle das atividades corporais. Enquanto o sistema endócrino regula o metabolismo através dos mensageiros químicos que são os hormônios.

Sistema nervoso em humanos e em insetos
Com base nos critérios anatômicos, o sistema nervoso humano é dividido em central e periférico. O sistema nervoso central é composto por órgãos como encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico) e medula espinhal, além dos órgãos dos cinco sentidos humanos (visão, olfato, paladar, audição e tato). Já o sistema nervoso periférico é formado pelos nervos e os gânglios (Fig. 1).


Figura 1: Localização do encéfalo, medula espinhal e nervos em humano.

O principal órgão do sistema nervoso central é o encéfalo de onde parte a medula espinhal. Estes se relacionam com os órgãos enviando comandos em forma de impulsos elétricos que são transmitidos por nervos que tem a participação de neurônios. Os nervos que partem do encéfalo são chamados de nervos cranianos e os que saem da medula espinhal são chamados de nervos raquidianos ou nervos espinhais.
Ainda em humanos, com base nos critérios funcionais, podemos dividir o sistema nervoso em somático (aquele que relaciona o organismo com o meio ambiente) e em visceral (aquele que se relaciona com a inervação e controle das estruturas viscerais). Estes sistemas são compostos por neurônios aferentes e eferentes, sendo que a região formada pelos neurônios eferentes no sistema nervoso visceral é também chamada de sistema nervoso autônomo, podendo ser subdividido em simpático e parassimpático.
Em insetos (Fig. 2), o sistema nervoso  consiste em um cérebro localizado na cabeça, e um cordão nervoso localizado ventralmente, com gânglios em cada segmento. Pode acontecer de o cordão nervoso estar  fundido e haver mais segmentos do que gânglios. As células nervosas se comunicam através das sinapses com ação de neurotransmissores, como a acetilcolina, e os impulsos são transmitidos através de mudanças na carga elétrica nas sinapses.
                                             Figura 2: Sistema nervoso do gafanhoto em vista dorsal e seus nervos.


Sistema Límbico
As regiões do sistema límbico, como hipotálamo, amígdalas e septo (Fig. 3), recebem inervações de vias ocitocinérgicas, as quais são regiões envolvidas na produção de emoções básicas nos animais, como medo, ansiedade, fome, saciedade, prazer e desejo sexual.

 










Figura 3: Estruturas principais do sistema límbico em humanos.  


O sistema límbico é a nomenclatura atribuída às estruturas cerebrais que coordenam o comportamento emocional e os impulsos motivacionais, além de comportamentos sociais. Através do sistema nervoso autônomo, ele comanda comportamentos necessários à sobrevivência de todos os mamíferos.
A sua principal função é a integração de informações sensitivo-sensorial com o estado psíquico interno, onde é atribuído um conteúdo afetivo a esses estímulos, a informação é registrada e relacionada com as memórias pré-existentes, o que leva à produção de uma resposta emocional adequada, consciente e/ou independente da nossa vontade.
O sistema límbico, como citamos, é responsável pelo comportamento emocional que é o conjunto de reações frente a uma sensação. Há emoções primárias que estão relacionadas com necessidades imediatas como alimentação (fome/saciedade), obtenção de água (sede), sexo (libido), fuga de predadores ou outras ameaças (medo), defesa dos filhotes (ira/agressão), etc, as quais geram comportamentos motivados. Por outro lado, as emoções secundárias são os estados mais discriminados e complexos como ansiedade, satisfação, amor, familiaridade e sentimentos mais subjetivos. Todas essas emoções são envolvidas por alterações somáticas, onde geram respostas expressivas e comportamentais involuntárias, reflexos condicionados e incondicionados que podem ser voluntários (alegria, amor, esperança e amizade); já as alterações viscerais são as respostas específicas para cada tipo de emoção, que é o condicionamento pessoal (tristeza, raiva, medo e ansiedade).
 
                     Figura 4: Relacionamento afetivo.


 O comportamento sexual em humanos e em outros animais
A sensação de prazer é a isca arranjada pela evolução para atrair determinados seres vivos para o acasalamento, garantindo a reprodução de suas espécies.     
No sistema límbico, a principal estrutura que governa a sensação de prazer é o septo, e as emoções agradáveis no hipotálamo. A maioria dos chamados animais sexuados cai nessa armadilha do desejo, mas nenhum com tanta frequência e tamanha intensidade quanto o homem (Fig. 4).
A espécie humana pode ser considerada a campeã do prazer sexual. Ela é capaz de experimentar o orgasmo em qualquer época do ano, enquanto outros animais só desfrutam desse prazer no período do cio. Para chegar ao
orgasmo, o sistema nervoso ordena, em primeiro lugar, que os
batimentos cardíacos acelerem, autorizando um derrame do hormônio adrenalina. Este
hormônio neurotransmissor que atua no sistema nervoso simpático faz o coração arrancar, por um bom motivo, afinal não pode faltar sangue para os músculos na agitação do sexo. Este hormônio é liberado pelas glândulas suprarrenais, e faz com que as artérias se dilatem, facilitando a passagem do sangue que precisa estar oxigenado. Os pulmões também aumentam o ritmo de trabalho e a respiração torna-se rápida e curta. Toda essa superatividade física leva o corpo a esquentar. Os lábios humanos possuem a camada mais fina de pele do corpo humano e estão entre as áreas corporais onde se encontram maiores concentrações de receptores e transmissores sensoriais. Quando beijamos, as células da língua e de outras regiões da boca disparam mensagens para o cérebro e para o corpo, provocando emoções e reações físicas intensas. Nesse momento ocorre e liberação de ocitocina, conhecido também como “hormônio do amor”, o qual é responsável pela sensação de prazer, ao receber um abraço ou um beijo da pessoa amada, apesar da sua principal atuação estar no útero, causando contrações no momento do parto e durante o orgasmo.
O comportamento sexual animal assume várias formas diferentes, até mesmo no que diz respeito à mesma espécie. Entre os animais, os pesquisadores refletem sobre a monogamiacruzamento genético entre espécies, excitação sexual entre os animais a partir de objetos ou lugares, dentre outras práticas.


 












Figura 5: Acasalamento de elefantes marinhos.


                                               
                                                                                     Figura 6: Elefantes marinhos em disputa por território e fêmeas.

Quando a sexualidade animal dirige-se pelo ato reprodutivo, é frequentemente denominado acasalamento ou cópula. Para a maioria dos animais mamíferos, o acasalamento ocorre no ponto de cio,  o período mais fértil do ciclo reprodutivo da fêmea. No caso de leões marinhos, um macho copula com muitas fêmeas (Figs. 5 e 6). Durante as épocas de reprodução, os machos dessa espécie, que são muito maiores e mais pesados do que as fêmeas, vêm para a costa e estabelecem territórios de reprodução. Eles param de comer e defendem seus territórios com constantes brigas violentas. Eles formam haréns, que são grupos com mais de 50 fêmeas, sendo considerados poligâmicos dentro de seus territórios, mantendo os outros machos afastados. Somente os machos mais pesados podem ter territórios e reproduzir, os outros se reúnem em grupos de solteiros e passam a maior parte do seu tempo tentando entrar nos haréns para uma cópula rápida. Estes animais usam a agressão interespecífica que são os ataques dirigidos a membros da própria espécie em contextos de competição por recursos (fêmeas ou alimento) e a expressão visceral que possui uma ativação simpática generalizada. Associado a isso, a expressão somática, muito rica, é repleta de mensagens como abaixamento de orelha, vocalizações e expressões faciais.

Escrito por: Laura Ribeiro e Priscila Ferrari


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
AMARAL, R. J., OLIVEIRA, M. J. Sistema Límbico - O centro das emoções. Disponível em: <http://www.cerebromente.org.br/n05/mente/limbic.htm>Acesso em: 8 Jun. 2014.
CANALI, E. S. & KRUEL, L. F. M. Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Respostas Hormonais ao Exercício. 2001. Disponível em: <http://www.artigocientifico.com.br/uploads/artc_1148646189_57.pdf> Acesso em: 06 Jun. 2014.
CASTRO, P.; HUBER, E. M. Biologia Marinha. 8ª ed. São Paulo: AMGH editora Ltda, 2010.
CMBA, Colegio Médico Brasileiro de Acupuntura. Disponível em: http://www.cmba.org.br/dicas/saude/ciencia-comprova-a-importancia-do-beijo> Acesso em 8 Jun. 2014.
DACOME, O. A. & GARCIA, R. F. Universidade Estadual de Maringá. Efeito Modulador da Ocitocina Sobre o Prazer. 2008. Disponível em: <http://www.unicesumar.edu.br/pesquisa/periodicos/index.php/saudpesq/article/view/751/608> Acesso em: 06 Jun. 2014.
DUARTE, H. E. D. Anatomia Humana. 1ª edição. Florianópolis: Universidade Federal de São Catarina, 2009.
GUYTON, A.C., HALL, J.E. Tratado De Fisiologia Médica 9º edição. Rio de Janeiro. Editora Koogan, 1997.
MACHADO, A. Neuroanatomia Funcional. 2ª edição. São Paulo: Atheneu, 2000.
Revista Super interessante 25 anos. O curto-circuito do orgasmo: como funciona o prazer humano. Disponível em: <http://super.abril.com.br/ciencia/curto-circuito-orgasmo-como-funciona-prazer-humano-440926.shtml> Acesso em: 7 Jun. 2014.
RUPPERT, E.E., FOX, R.S. & BARNES, R.D. Zoologia dos Invertebrados. 7ª edição. Editora Roca. São Paulo. 2005.
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Sistema Límbico. Disponível em:<http://www.fpce.up.pt/psicof/aulas/11_slimbico.pdf> Acesso em: 8 Jun. 2014.
VILELA, M. L. A. Anatomia e Fisiologia Humana. Disponível em: <http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso3.asp> Acesso em: 7 Jun. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.alunosonline.com.br/biologia/nervos-sistema-nervoso-periferico.html
Figura 2: http://neuroinformacao.blogspot.com.br/2012/08/o-sistema-limbico.html
Figura 3:
http://www.pucrs.br/fabio/histologia/tecnerv/Insetos/SN.htm
Figura 4: http://cultcarioca.blogspot.com.br/2013/06/artur-da-tavola-dia-dos-namorados.html
Figuras 5 e 6: http://www.gamesbrasil.com.br/forum/showthread.php/68533-Ge%C3%B3rgia-do-Sul-lar-de-milh%C3%B5es-de-ping%C3%BCins-aves-focas-le%C3%B5es-e-elefantes-marinhos

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Sistema muscular em humano e bovino: semelhanças e diferenças

O sistema muscular humano, assim como dos outros animais, possui uma grande variedade de músculos, de diversos tamanhos e disposições, os quais podem ser classificados conforme o seu local de origem e inserção. Nós temos aproximadamente 212 músculos, sendo 112 na região frontal e 100 na região dorsal.
Conhecemos pouco do nosso sistema muscular em relação ao de bovinos, pois em nosso cotidiano estamos acostumados com diferentes nomes da musculatura destes animais, como alcatra, lagarto, filé mignon, entre outros. Essa comparação é muito curiosa, visto que não paramos para pensar que algumas destas partes possuem nomes específicos e idênticos aos nomes dos músculos observados no corpo humano.

                                 Figura 1. Musculatura humana.

Esse sistema é capaz de efetuar vários tipos de movimento, os quais são controlados e coordenados por impulsos nervosos. Esses movimentos são uma das funções essenciais do corpo, resultante de contrações e relaxamento musculares. 
De 40 a 50% do peso corporal total é constituído de massa muscular, e cerca de 85% de todo o calor gerado no corpo vem de contrações musculares.

                                Figura 2. Musculatura bovina.

É curioso saber que somente as esponjas e alguns celenterados não possuem tecido muscular. Todos os outros animais utilizam-se de músculos para movimentar o corpo, nadar, respirar, voar, mover o alimento na cavidade digestiva e bombear o sangue.
                                            
Os músculos são classificados em:
- Músculo estriado esquelético considerado voluntário, recobre grande parte do organismo animal, popularmente conhecido como carne, que no caso de bovinos (Fig. 2) é toda a parte que é comercializada como alimento. Esse músculo é rico em miofibrilas contráteis, composto por actina e miosina, que através do seu deslizamento garante a contração voluntária.
- Músculo estriado cardíaco considerado involuntário, está presente no coração dos vertebrados. Seu tecido é composto por células estriadas transversalmente e uninucleadas.
- Músculo liso considerado involuntário, está localizado na pele, nos órgãos internos, no aparelho reprodutor, nos grandes vasos sanguíneos e no sistema urinário, possui células uninucleadas e lisas, não apresentando estriações. O estímulo para a contração dos músculos lisos é mediado pelo sistema nervoso autônomo, aquele que controla de forma involuntária, independente da nossa vontade.

                                Figura 3. Tipos de músculos.

Para que a contração muscular ocorra é necessário que um impulso nervoso chegue ao terminal nervoso e libere acelticolina, a qual se ligará aos seus receptores na membrana da célula muscular, que irá se despolarizar e com isso haverá a liberação de íons cálcio do retículo sarcoplasmático para o citoplasma. O cálcio forma um complexo com as proteínas contráteis actina e miosina que promoverão a contração e a diminuição do tamanho do sarcômero. Esse processo ocorre igualmente para todos os animais, incluindo bovinos e humanos.

                                Figura 4. A química da contração do músculo esquelético.

Conhecemos os principais músculos bovinos por nomes populares que representam a parte da musculatura que é comercializada como alimento, sendo que alguns desses músculos são iguais aos humanos. Vejamos as principais peças de carne e a sua correspondência de músculos humanos:

                                Figura 5. Representação de peças de carne alimentícia.

1. Peito:
- peitoral superficial
- peitoral profundo
- intercostais externos e internos.
3. Cupim:
- rombóide
- trapézio

4.  Acém:
- longo do pescoço
- elevadores das costelas

11. Contrafilé:
- glúteo médio
- iliocostais
- longo dorsal
12. Filé Mignon:
- psoas maior
- psoas menor(cordão do filé mignon)
- ilíaco
14.  Alcatra:
- tensor da fáscia lata (maminha)

17. Patinho:
- reto femoral
- vasto lateral
18. Coxão duro:
- glúteo bíceps

19. Coxão mole:
- sartório
- reto interno ou grácil
- pectíneo
20. Lagarto:
- semitendinoso
























Curiosidade!
Musculatura dupla em bovinos

                                Figura 6. Musculatura dupla em bovino.

     A “musculatura dupla” é uma síndrome que envolve o aumento no número de fibras musculares, também chamado de hiperplasia, e por um pequeno aumento individual das fibras musculares, também chamado de hipertrofia. Estes problemas existem, pois a condição hereditária é controlada por um gene recessivo denominado miostatina, que sofre mutações distintas e leva a perda da função, afetando a massa muscular e resultando na hipertrofia dos músculos. Para os bovinos, esta característica hipertrófica não é uma vantagem, pois atrapalha a sua fertilidade, principalmente nas fêmeas. Entretanto, no ponto de vista econômico nestes animais são essenciais, pois apresentam uma massa muscular muito maior do que os não-portadores dessa síndrome.

Escrito por: Laura Ribeiro e Maria Paula Carvalho


REFERÊNCIAS CONSULTADAS
FRANCO, G. L.; IEPEC. Musculatura dupla em bovinos. 2008. Disponível em: <http://www.iepec.com/noticia/musculatura-dupla-em-bovinos>. Acesso em: 31 Mai. 2014.
SANTOS, J. P. V. A.; ESALQ-USP. Anatomia e fisiologia animal. Ano Desconhecido. Disponível em: <http://eduvaleavare.com.br/Img/downloads/aula5_
anatomiaefisiologiaanimal.ppt>. Acesso em: 31 Mai. 2014.
TORTORA, G. J.; GRABOWSKI, S. R. Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
VILELA, M. A. L. Anatomia e fisiologia humanas. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.afh.bio.br/sustenta/Sustenta4.asp>. Acesso em: 30 Mai. 2014.

FONTE DAS IMAGENS
Figura 1: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/FisiologiaAnimal/sustentacao6.php
Figura 2: http://rosivaldounir.blogspot.com.br/2013_04_01_archive.html
Figura 3: http://efeebimt.blogspot.com.br/
Figura 4: http://www.afh.bio.br/sustenta/Sustenta4.asp
Figura 5: http://zootecniablogs.blogspot.com.br/2013/03/partes-musculares-dobovinos.html
Figura 6: http://cafepasa.blogspot.com.br/2013/01/a-carne-bovina.html