segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ardipithecus ramidus Vs Homo sapiens sapiens: Evolução Humana

A história evolutiva dos Seres Humanos, ainda nos dias de hoje, é vista com certa cautela pela sociedade. A interpretação equivocada de que nós teríamos evoluído a partir dos macacos é um conceito perigoso e que distorce a compreensão de como a evolução acontece. Mas  cientistas ao redor do mundo têm feito diversos estudos cada vez mais elucidativos a respeito da nossa história.  A edição de julho/2010 da revista National Geographic traz na capa o que eles intitulam de “o rosto da evolução”, remetendo à descoberta de um fóssil de Ardipithecus ramidus encontrado no Médio Awash, na Etiópia, sendo considerado o mais completo e revelador fóssil já encontrado, e que carrega uma grande riqueza de informações sobre a evolução humana.




 Figura 1: Localização do Médio Awash, Etiópia- África 
Fonte: http://www.datuopinion.com/awash-medio


            Descoberto em 1994 pelo paleoantropólogo norte americano Tim White, o fóssil, de 4,4 milhões de anos, foi apelidado de “Ardi” que significa solo, raiz, no dialeto local e possui algumas características muito distintas, algumas primitivas, e outras avançadas e exclusivas de hominídeos.




             
                                                                                                                                                                         Figura 2: Crânio de Ardipithecus ramidus moldado em resina
Fonte: http://discovermagazine.com/2011/jan-feb/29


Figura 3: Ossada do Ardipithecus ramidus esquerda e ilustração do
Espécime a direita
Fonte: http://www.wired.com/2009/10/ardi-2/



COMPARANDO

1-   Andar bípede - A pelve humana, ao longo de milhares de anos, passou por modificações para adaptar-se ao andar ereto. A pelve de Ardi apresenta sinais de um primata primitivo em pleno processo de humanização. A porção superior da pelve de Ardi é curta e larga e exibe outras características pouco vistas, exceto em hominídeos, mas a porção inferior de sua pelve é como a dos macacos antropoides, com ligamentos de músculos posteriores das pernas, indispensáveis em escaladas. Supõe-se então que o A. ramidus não era um exímio ser caminhante, mas seria possível afirmar que ele era capaz de, tanto caminhar sobre quatro pernas, quanto andar sobre duas pernas.
     Uma das perguntas que os cientistas se fizeram foi se o bipedalismo dos seres humanos teria realmente se desenvolvido a partir do A. ramidus devido à morfologia peculiar de seus pés adaptada pra viver em árvores. Por outro lado, o bipedalismo teria surgido por consequência da necessidade de acasalamento, que se dava no solo.

2-   Pés- A disposição oposta dos dedões do pé de Ardi (figura 4) indica uma ancestralidade em relação aos primatas, algo que já não é visto em “Lucy”, fóssil de Australopithecus afarensis, um milhão de anos mais novo que Ardi. Tal evidência sugere que, devido às pressões naturais e uma recorrente necessidade de um caminhar no solo, esta característica dos dedos do pé alinhados aos demais tenha se tornado mais evidente, visto que isso confere uma força de propulsão e estabilidade ao andar e ao correr.


Figura 4: Sistema esquelético Ar. ramidus
Fonte: http://roberto-furnari.blogspot.com.br/2015/05/evolucao-humana-parte-3-primeiros.html







3-   Dentição-  O cientista Owen Lovejoy, especialista em anatomia comparada, afirma que caninos pontiagudos e afiados (atrito com os dentes inferiores) muito presentes em antropoides vivos e já extintos, eram utilizados como arma contra outros machos. Porém, os caninos encontrados em 21 indivíduos de A. ramidus são menores, muito semelhantes a caninos de hominídeos. Lovejoy afirma que tal modificação poderia ter ocorrido quando, ao invés de disputar com outros machos, o A. ramidus passou a se concentrar em fornecer a(s) sua(s) parceira(s) e prole alimentos calóricos e em troca recebia favores sexuais. Por esse motivo, seus braços passariam a exercer a função de carregar os alimentos, exigindo um progressivo abandono do andar quadrupede. A espessura do esmalte encontrada em sua arcada dentaria encontra-se num nível intermediário entre os chimpanzés e homininios, o que sugere uma dieta alimentar a base de frutos e folhas.




Figura 5: Dentições de, (1) Ser humano; (2) A. ramidus e (3) chimpanzés, todos machos e abaixo, amostras correspondentes do primeiro molar maxilar.
Fonte: Adaptada de http://science.sciencemag.org/content/suppl/2009/10/01/326.5949.69.DC2




4-   Crânio-   A face do A. ramidus apresenta um focinho avantajado (figura 6), dando-lhe uma aparência de um macaco. Detalhes na parte inferior do crânio, por onde os nervos e veias que penetram no cérebro, indicam que o cérebro de Ardi estava posicionado de forma similar aos humanos modernos. Seu rosto e cérebros eram relativamente pequenos, medindo cerca de 350 cm³, algo próximo ao tamanho do cérebro de fêmeas de chimpanzés modernos.   



Figura 6. Vista lateral do crânio de Ardipithecus ramidus
Fonte: http://ib.usp.br/biologia/evolucaohumana/acervo-de-fotos/monos/category/29-ardipithecus-ramidus.html



Figura 7. Crânio de Homo sapiens sapiens
fonte: adaptada de http://veja.abril.com.br/ciencia/neandertais-coexistiram-com-os-humanos-na-europa-por-ate-54-mil-anos/



Conclusão
De fato, este fóssil é de grande importância no que diz respeito a evolução humana, pois ele traz características muito evidentes que poderiam ser a resposta de como nós seres humanos teríamos nos modificado a partir de um ancestral com características tão peculiares. É preciso reconhecer que ainda é cedo para se afirmar com plena certeza que teríamos como ancestral o Ardipithecus ramidus, porém, sabemos que, à medida que o tempo passa, novos fósseis são descobertos, novas tecnologias surgem para auxiliar na identificação desses fósseis, e pouco a pouco as lacunas vão sendo preenchidas.  



 Escrito por Silas Cunha



Referencias
Ardi- humans origins: Disponível em: <http://www.age-of-the-sage.org/evolution/ardi_human_origins.html> Acessado em 27 de maio de 2016 
 Ardipithecus ramidus:  Disponível em:<http://ib.usp.br/biologia/evolucaohumana/acervo-de fotos/monos/category/29-ardipithecus-ramidus.html> Acessado em 27 de maio de 2016
Shreeve, J.  O Rosto da Evolução. National Geographic,  Julho/2010.

Su, D.F. The Earliest Hominins: Sahelanthropus, Orrorin, and Ardipithecus. Nature Education Knowlodge, 4(4):11, 2013.

Suwa, G. et al. Paleobiological Implications of the Ardipithecus ramidus Dentition. Science, 326(5949): 69-99, 2009




segunda-feira, 23 de maio de 2016

Aparelho reprodutor feminino humano X galinha

Aparelho reprodutor feminino

O aparelho reprodutor feminino está localizado no interior da cavidade pélvica e é constituído pelas gônadas (ovários) e pelo trato genital feminino (constituído por trompas, útero e vagina). É na fase fetal que acontece a diferenciação e desenvolvimento do sistema reprodutor, mas só na puberdade (transição entre fase infantil e adulta) é que vão ocorrer as alterações funcionais e estruturais para estabelecer a fase reprodutiva.
O ovário é o responsável pelo desenvolvimento dos folículos que contem os gametas, e pela ovulação (acontece uma vez por mês). Além disso, ele também produz hormônios sexuais que vão atuar no trato reprodutivo. A secreção desses hormônios é controlada pelas gonadotrofinas, hormônio luteinizante (LH) e pelo hormônio folículo estimulante (FSH), produzidos pela adenohipófise.
No aparelho genital feminino humano há a presença de dois ovários, onde se encontram folículos em diferentes estágios de desenvolvimento. O ciclo ovariano é divido em três fases, a folicular (pré-ovulatória – 9 a 23 dias), a ovulatória (1 a 3 dias) e a lútea (pós-ovulatória - se inicia após a ovulação e dura em torno de 14 dias, terminando com o inicio da menstruação), nelas há a predominância dos hormônios estrogênio, gonadotrofinas e progesterona respectivamente. O estrogênio vai preparar o trato genital para o transporte de gametas e a fertilização, o pico pré-ovulatório das gonadotrofinas vão fazer com que ocorra a ovulação e a progesterona vai preparar o trato genital para que ocorra a implantação e manutenção do embrião.
O ovócito chega ao trato genital feminino pelas trompas, local onde vai ocorrer a fertilização. Já os espermatozóides chegam ao trato genital pela vagina, e depois vão para o colo uterino  iniciando a migração rumo as trompas ao encontro do ovócito para que ocorra a fecundação e formação do zigoto. O zigoto formado vai passar por diversas etapas de transformação migrando para o útero até se implantar no mesmo e continuar se desenvolvendo até o nascimento do bebê. Caso não haja a fertilização e implantação haverá uma descamação do revestimento interno do útero acompanhada de sangue, constituindo assim a menstruação e consequentemente o inicio de um novo ciclo (desde o primeiro dia da hemorragia). É importante enfatizar que o ciclo uterino acontece em sincronia com ciclo ovariano.


Figura 1. Aparelho reprodutor feminino





 

Figura 2. Ciclo ovariano


Aparelho reprodutor da galinha

O aparelho genital da galinha é composto por um ovário e um oviduto localizados do lado esquerdo da cavidade abdominal desta ave. O ducto esquerdo possui maior número de receptores para estrogênio e é mais sensível a este hormônio quando comparado com o ducto direito. O ovário e o ducto direito são regredidos pela produção de substâncias inibidoras do ducto de Müller pelo ovário (origem do oviduto).
Nas aves apenas um único folículo é ovulado e o óvulo (gema) é liberado dentro de um intervalo mais curto (preferencialmente todos os dias). Além disso, o óvulo de aves quando comparado com os mamíferos, apresenta maior tamanho, pois o embrião deve obter todos os nutrientes para o desenvolvimento embrionário.
Assim como nos humanos, os hormônios nas galinhas desempenham um papel muito importante. Dentre eles, têm-se os hormônios esteróides produzidos pelo ovário e fundamentais para o crescimento e função do trato reprodutivo. A progesterona vai atuar na secreção de albúmen e indução do pico de LH, e os androgênios atuarão na síntese da gema pelo fígado, mobilização de cálcio dos ossos medulares para a glândula da casca e em características sexuais secundárias, como o desenvolvimento de crista e barbela.
As células da granulosa são as principais fontes de progesterona e de pequenas quantidades de androgênios, ao contrário dos humanos, estas não luteinizam, pois não há a necessidade de formação do corpo lúteo, sendo esta uma estrutura associada a gravidez. Já as células da teca produzem androgênios e estradiol.




Figura 3. Aparelho reprodutor da galinha

O oviduto dessas aves é separado anatomicamente em cinco partes (Figura 4):
1- Infundíbulo: capta o óvulo logo após a sua liberação pelo ovário e é o local onde vai ocorrer a fertilização.
2- Magno: local responsável pela secreção de albúmem.
3- Istmo: local onde acontece a formação das membranas da casca.
4- Útero ou glândula da casca: órgão muscular e secretório, onde o fluído é adicionado ao ovo e ocorre a formação da casca do ovo e deposição da cutícula.
5- Vagina: local de passagem do ovo do útero até a cloaca.


Figura 4. Oviduto da galinha

Os espermatozóides ficam armazenados nas glândulas hospedeiras de espermatozóides após a monta, quando, então, se deslocam em via ascendente em direção ao infundíbulo. Estas glândulas hospedeiras estão localizadas nos sítios especializados que se distribuem em dois locais distintos nestas aves. Algumas são encontradas na junção útero-vaginal e as outras se localizam na porção inferior do infundíbulo. Sendo que, as primeiras são consideradas o principal sítio de armazenamento de espermatozóide no oviduto. No infundíbulo é onde vai ocorrer a fertilização.
Os espermatozóides serão armazenados nestas glândulas por um período de 3 a 4 semanas, mas a percentagem de ovos férteis começa a cair dentro de 5 à 7 dias. O período entre a ovulação e a postura do ovo é de aproximadamente 26 horas.
A galinha inicia sua postura (botar ovos) em torno da 17ª e 18ª semana de idade e a maior parte do desenvolvimento embrionário acontece fora do organismo materno.


Escrito por Rafael Galisa de Oliveira


Referências bibliográficas

AIRES, M.M.. Fisiologia / Margarida de Mello Aires. 3.ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2008.
RUTZ, F. et al. Avanços na fisiologia e desempenho reprodutivo de aves domésticas. 2007. Disponível em: <http://www.cbra.org.br/pages/publicacoes/rbra/download/307.pdf>. Acesso em: 13 maio 2016.
LOPES, J.C.O. Avicultura. 2011. Disponível em: <http://200.17.98.44/pronatec/wp-content/uploads/2013/06/Avicultura.pdf>. Acesso em: 13 maio 2016.

Fonte das imagens

Figura 1:
http://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2013/04/aparelho-reprodutor-feminino.jpg
Figura 2:
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgI7QjiRvdg7ggIjhZZyv-7yvpQjJ1aTSLpiC-dbeKDwKlUT-P0X9QGkI0ce67XaBl1TRpNd0un9UxTC54P36RITryOE_Ro-SsvRkKMFfUYNrIGnhbEDHst5bR5ysWkyC_g3NE2Y2eO8fcd/s506/ciclo_ovarico_areal.png
Figura 3:
http://cdn.camaleao.org/2014/11/Trato-reprodutivo-da-f%C3%AAmea-de-frango-galinha-Foto-Universidade-de-Kentucky-College-of-Agriculture.jpg
Figura 4:

 http://static.dicionarioportugues.org/800/oviduto.jpg

terça-feira, 17 de maio de 2016

Além do fígado Humano: uma comparação com o Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla, LINNAEUS, 1758)

O fígado é um importante órgão digestório acessório e é a glândula mais pesada do corpo humano, responsável por secretar a bile (liquido emulsificante e decompositor de grandes glóbulos de lipídios), metabolizar carboidratos, lipídios e proteínas, realizar o processamento de fármacos e hormônios, armazenamento de glicogênio, vitaminas e minerais e ativação de vitamina D..
É um órgão que está localizado abaixo do diafragma, ocupando a maior parte da região hipocôndrica direita e parte da região epigástrica, da cavidade abdominopélvica. Está divido nos lobos direito, esquerdo, caudado e quadrado, sendo os lobos direito e esquerdo unidos pelo ligamento falciforme (prega do peritônio parietal que se estende da face inferior do diafragma até a face superior do fígado). A sustentação do fígado também é realizada pelos ligamentos coronários.
            Na face posterior do fígado, em uma depressão, se encontra a vesícula biliar, responsável por armazenar a bile produzida pelo fígado. Anatomicamente, é composta pelo fundo largo, o corpo e o colo.
            O ducto que sai do fígado é o ducto hepático comum, que adiante se unirá ao ducto cístico proveniente da vesícula biliar, formando o ducto colédoco, que leva a bile ao duodeno, se abrindo por meio do esfíncter de Oddi.







 Figura 1- Fígado humano

Comparando..

O fígado do tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla, LINNAEUS, 1758) possui uma face diafragmática convexa e uma face visceral ligeiramente côncava. É um órgão de formato retangular, com a presença de quatro margens: dorsal, ventral, lateral direita e lateral esquerda.
Apresentam seis lobos, o lobo lateral esquerdo, lobo lateral direito, lobo medial esquerdo, lobo medial direito, lobo quadrado e ainda apresenta um lobo caudado subdividido em processo papilar e processo caudado. Nas espécies em que a coluna vertebral desenvolve grande mobilidade, o fígado pode apresentar fissuras mais profundas e, consequentemente, um maior número de lobos hepáticos (KONIG, 2004).
 Como nos humanos, também apresenta vesícula biliar, situada na face visceral, entre o lobo quadrado e o lobo medial esquerdo.


  
Figura 2 - Fígado Tamanduá-mirim (A) vista cranial e (B) vista caudal
 Fonte: Julio Cezar Heker Junior (HEKER JUNIOR et al., 2012)


Escrito por Mariana Brígida Castro Silva

REFERÊNCIAS

HEKER JUNIOR, J.C.; OLIVEIRA, A.C.; SOUZA, R.A.M. Anatomia Comparada Do Fígado Do Tamanduá-Mirim (Tamandua Tetradactyla, Linnaeus, 1758), Com Animais Domésticos. Anais da XVII Semana de Iniciação Científica da UNICENTRO, Guarapuava, PR, 2012. 4 p.

TORTORA, G. J. Princípios de Anatomia Humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

KÖNIG, H.E.; LIEBICH, H.G. Anatomia dos Animais Domésticos. Artmed.: Porto Alegre, 2004.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Sistema reprodutor: humanos x planárias

Introdução

Figura 1.
 Reprodução é capacidade adquirida pelos seres vivos de dar sequência a linhagem de sua espécie e consiste em duas formas: sexuada ou assexuada. Reprodução sexuada se dá pela união de gametas de indivíduos de uma mesma espécie, assim permitindo haver variabilidade genética. Há essa variabilidade devido o processo de formação dos gametas onde ocorrerá a meiose formando gametas haploides, que, durante a fecundação, ocorrerá a recombinação genética e o indivíduo futuro terá adquirido 
características de ambos. A reprodução assexuada é aquela em que organismos vivos são capazes de promover sua autofecundação, ou seja, não à necessidade de outro indivíduo da espécie participar. Este processo pode ocorrer por divisão celular, por fragmentação ou por brotamento.


Conhecendo o sistema reprodutor humano

Os sistemas reprodutores são constituídos pelas gônadas, pelas vias reprodutoras e glândulas anexas.

Masculino

Figura 2. Sistema Reprodutor Masculino. 
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/sistemagenital2.php

A)    Saco escrotal
Os testículos estão alojados no saco escrotal, que tem um aspecto flácido e enrugado. A localização dos testículos fora do abdome serve para o processo de produção dos espermatozoides, que necessitam de uma temperatura mais baixa do que a do restante do corpo. Em dias frios o saco escrotal se encolhe permitindo o aquecimento dos testículos.

B)    Testículos

Figura 3 . Testículo. 
Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/sistemagenital2.php
Os testículos são formados por tubos finos e enovelados, chamados túbulos seminíferos. A produção de espermatozoides se inicia por volta dos 11 anos e é continuo até a morte, eles também são responsáveis pela produção de testosterona (hormônio masculino) que permite o aparecimento de características masculinas, como pelos, engrossamento da voz e aumento da caixa torácica. Os espermatozoides são formados basicamente de três partes: cabeça, colo e cauda com flagelo.                                                                             

C)     Epidídimos

Os espermatozoides que acabaram de ser produzidos são armazenados no epidídimo, um canal de túbulos localizados sobre os testículos. Os epidídimos são órgãos pares em que cada um está localizado junto a um testículo. Estima-se que os espermatozoides podem ficar armazenados por aproximadamente uma a três semanas completando sua maturação.


Figura 4 . Epidídimo. 
Fonte:http://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-genital/sistema-genital-masculino/epididimo/

D)    Ducto Deferente
O ducto deferente tem a função de condução dos espermatozoides fazendo a conexão do epidídimo até o ducto ejaculatório, o seu tamanho pode variar entre 30 e 45 cm.

E)    Ducto ejaculatório
O ducto ejaculatório tem aproximadamente 2 cm e consiste, basicamente, da parte da união da região final do ducto deferente (ampola) ao canal da glândula seminal formando um tubo.

F)     Glândulas Seminais e Próstata
As glândulas seminais são duas glândulas que produzem um líquido denso com a função de nutrir e aumentar a lubrificação para a passagem dos espermatozoides.                                    
A próstata com o tamanho aproximado de uma bola de golfe, produz um líquido de aspecto leitoso. Esse líquido tem aspecto básico com o pH 6,5 neutraliza a acidez deixada por restos de urina na uretra e, em uma relação sexual, a acidez existente da vagina e nutri os espermatozoides permitindo a produção de ATP pelo ciclo de KREBS. Ao passar pela uretra, os espermatozoides recebem também um líquido alcalino lubrificante produzidos pelas glândulas bulbouretrais situadas abaixo da próstata com o tamanho de uma ervilha.

G)   Uretra




No sexo masculino, a uretra dá passagem ao esperma durante a ejaculação. Já no sexo feminino, este é um órgão exclusivamente do aparelho urinário.


                     
 Figura 5. Uretra Masculina. 
Fonte:  http://www.infoescola.com/anatomia-humana/uretra/


H)    Pênis
Tem formato cilíndrico composto por uma raiz, corpo e glande, com dimensões distintas  é formado por corpos cavernosos e um corpo esponjoso na glande existe uma fenda, que é a terminação da uretra.

Feminino
O sistema reprodutor feminino é composto pelos ovários, tubas uterinas (trompas de falópio), útero e vagina.

Figura 6. Sistema Reprodutor Feminino. 
Fonte: http://neemiasbio.blogspot.com.br/2016/03/imagem-sistema-reprodutor-feminino.html

A)      Ovários
 Os ovários que são as gônadas feminina é responsável pela a produção dos ovócitos, ou seja, os gametas femininos e a produção dos hormônios femininos (estrógenos e progesterona).

B)     Tubas uterinas
“A tuba uterina com aproximadamente 10 cm transporta óvulos fertilizados e ovócitos secundários dos ovários para o útero. A parte afunilada de cada tuba, chamada infundíbulo fica perto do ovário, mas é aberta para a cavidade pélvica, terminando em uma franja de projeções digitiformes, chamada fímbrias, lateral ao ovário a outra extremidade do infundíbulo está presa ao útero”. (TORTORA, 2007)

 C)    Útero
O útero serve como passagem do espermatozoide para a tuba uterina como tambem será onde ocorrerá a nidação do óvulo fertilizado e ele passará pelas suas várias fases durante a gestação.



  Figura 7. Útero. 

 Morfologicamente toda a estrutura possui formato de pêra invertida, sendo a parte superior, em forma de cúpula, chamada de fundo do útero; a sua porção estreita que se abre na vagina recebe o nome de colo do útero. A outra extremidade conecta-se às tubas uterinas. Composta por três camadas musculares: perimétrio, miométrio e o endométrio.
  
D)    Vagina
Estende-se do colo do útero à vulva com tamanho aproximado de 10 cm, fibromuscular, revestido por muco. A cada lado da abertura externa da vagina humana há duas glândulas, chamadas Glândulas de Bartholin, secretoras de muco lubrificante na copulação.

E)    Uretra
A uretra localiza-se anteriormente à vagina e mede, aproximadamente, 4 a 5 centímetros de comprimento, onde é um órgão exclusivamente urinário.

Sistema reprodutor das Planárias

“As planárias são seres primitivos, vermes, fazem parte da Classe Turbellaria, e do grupo dos Platelmintes, são seres bastante simples, parasitas. Têm o corpo achatado, semelhante a uma folha alongada” ( FEIO, H.; blog ShrimpScaping; 1° p.).

Tipos de reprodução



A reprodução das planárias pode se dar de maneira assexuada através de fissão transversal ou sexuada pela reprodução cruzada.     








Figura 8. Tubellarios . 
Fonte: http://poisortristesi.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.htm 

A reprodução assexuada (bipartição) é por fissão transversal que ocorre de maneira simples e frequente, onde só um indivíduo participa, não existindo a intervenção de células reprodutoras, ou seja, a união de gametas, sendo assim animais idênticos ao progenitor caracterizando os futuros platyhelminthes desta família como clones e isso só é possível por ter células que tem capacidade de se diferenciarem nos tecidos danificados e partidos na separação. A fissão pode ocorrer por acidente ou espontaneamente.

Figura 9. Reprodução Assexuada em Planárias. 
Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfvNoAF/micro-platemintos-nematelmintos

Os seres tubelários são hermafroditas e sua parte masculina é constituída por um único testículo, tubos coletores que vão se unir e formar um ou dois tubos espermáticos que irão direcionar todo o material a uma vesícula seminal ou uma região pré-cupulatória. A parte masculina possui ainda: 

  • Glândulas prostáticas: suprir o fluido seminal  
  • Cirro ou Papila: Transferência do fluido espermático.                                                   
  • Átrio Genital Masculino: abrir o material espermático, que se tem anexa às glândulas de cimento responsáveis pela produção de casca e ovos encapsulados.
A porção feminina do sistema reprodutor realiza a produção de óvulos pelo ovário que podem ser: óvulos endolécitos ou ectolécios, e possuem:                                         

  • Oviduto: transporte dos óvulos.                                                                                                     
  • Glândulas Vitelínicas: responsável pela produção de vitelo dos óvulos ectolécios.                                    
 “O gonóporo dos machos e das fêmeas estão frequentemente separados e a abertura feminina é geralmente localizada posterior ao poro masculino. Em algumas espécies, no entanto, os dois sistemas compartilham uma abertura comum”. (BRUSCA & BRUSCA, 2007) 
Figura 10. Reprodução Sexuada em Planárias. 
Fonte: http://bloggiologia.blogspot.com.br/2011/10/platelmintos.html

O processo de retprodução sexuada se dá de maneira cruzada entre dois indivíduos. Mesmo sendo hermafrodita, a autofecundação é muito difícil. Quando dois vermes se encontram aliam- se os gonóporos e introduzem o pênis (cirro). Após a introdução do pênis, os animais permanecem imóveis nesta posição por aproximadamente 40 – 50 minutos (já foi observada uma cópula com até 2 horas de duração em exemplares grandes). Após algum tempo após a cópula (de 5 a 49 dias) ocorre a postura dos casulos que são envoltos em uma espuma branca que os prende ao substrato. A eclosão dos casulos se dá em tempo variável, em torno de 18 a 43 dias (em média 29 dias) dependendo da umidade e da temperatura. Nascem indivíduos com aproximadamente 0,3 a 0,4 cm de comprimento.
Escrito por Eriks Oliveira

Bibliografia Recomendada

BRUSCA, R. C.; BRUSCA, G. J. Invertebrados. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

TORTORA, G. J. Princípios de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.


Bibliografia complementar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reprodu%C3%A7%C3%A3o
http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/reproducao/
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/sistemagenital2.php
http://www.infoescola.com/anatomia-humana/uretra/
https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%AAnis
http://www.todabiologia.com/anatomia/sistema_reprodutor_feminino.htm
http://www.coladaweb.com/biologia/animais/planaria
http://shrimpscapingmagazine.weebly.com/planaacuterias.html
http://planarias.blogs.sapo.pt/
http://poisortristesi.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html