terça-feira, 16 de outubro de 2018

Comparação entre o sistema esquelético de humanos e equinos (cavalos).


Segundo Tortora (2013), o corpo humano é constituído aproximadamente 18% de tecido ósseo.  Exercendo inúmeras funções e associado a músculos, o tecido ósseo dá assistência ao movimento e suporte para o corpo, além disso, produz glóbulos vermelhos e armazena triglicérides, entre outros.
O sistema esquelético é dividido em: axial e apendicular. O primeiro refere-se ao esqueleto do eixo principal do corpo, enquanto o segundo refere-se aos apêndices (membros superiores e inferiores).




Imagem 1: Esqueleto axial e apendicular

Disponível em: http://pt-br.rpghogwarts.wikia.com/wiki/Arquivo:Sistema_esqueletico.jpg


Tratando-se do esqueleto axial, este é subdividido em: crânio (crânio e face), hioide, ossículos da audição, coluna vertebral e tórax (esterno e costelas). Os ossos que constituem o crânio são parietal, frontal, temporais, occipital, esfenoide e etmoide. E os ossos da face: nasal, lacrimal, palatino, conchas nasais, vômer, maxilas, e mandíbula. O hioide é um osso singular, que não se articula com outro osso e se localiza entre a laringe e mandíbula, exercendo um suporte para língua. Os ossículos do ouvido são pequenos ossos denominados estribo, bigorna e martelo. A coluna vertebral é constituídas por 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, 5 vértebras lombares, 5 vértebras sacrais e 4 vértebras coccígenas. O tórax é subdividido em esterno e 12 pares de costelas, cada par articulado a uma vértebra torácica, sendo 7 verdadeiras, 3 falsas e 2 flutuantes.








Imagem2: Esqueleto axial

Disponível em: http://tecnico-em-radiologia2011.blogspot.com/2011/11/anatomia-esqueletica.html


 Em relação ao apendicular, o esqueleto está dividido em membros superiores e inferiores. Dentre o apêndice superior, encontra-se a clavícula, escápula, úmero, ulna, rádio, 8 pequenos ossos do carpo, 5 ossos metacarpais e 14 falanges, distais, proximais, e mediais. O membro inferior consiste em ossos do quadril ou coxais que se unem por uma articulação do tipo cartilaginosa sínfise: a sínfise púbica. Além dos ossos coxais ou pélvicos, encontra-se no apêndice inferior o fêmur, patela, tíbia, fíbula, 7 ossos tarsais, 5 ossos do metatarso e 14 falanges.


Imagem 3: membro superior homem

Disponível em: http://4.bp.blogspot.com//Digitalizar0001.jpg





Imagem4: membro inferior homem
Disponível em: https://medicinaveterinariaparatradutores.wordpress.com/2017/07/23/anatomia-ossea-humana-versus-animal/



 O sistema esquelético de equinos é subdividido em axial e membros os quais sofreram adaptações físicas para melhor desempenho de funções relacionadas a velocidade e mobilidade de animais do gênero Equus.


Figura 5: esqueleto cavalo

Disponível em: https://www.vetarq.com.br/2015/11/anatomia-dos-membros-pelvicos-de-equinos.html



 Tratando-se de cavalos, o sistema esquelético axial é dividido em  crânio, coluna vertebral, esterno e costelas.  O crânio é composto pelos ossos: occipital, temporal, frontal, parietal, interparietal, esfenoide e etmoide. Enquanto o viscerocrânio é dividido em: maxilar, nasal, lacrimal, zigomático, incisivo, vômer, palatino, pterigoides e mandíbula. A coluna vertebral é distribuída, diferente da coluna vertebral humana, em  7 vértebras cervicais, 18 vértebras torácicas, 6 vértebras lombares, 5 vértebras sacrais que sustentam a cauda e de 15 à 21 vértebras caudais, que constituem a cauda do animal. O esterno é formado por três partes e articula-se com costelas laterais para formar a caixa torácica que protege os órgãos. As costelas são divididas em 8 esternais e 10 aesternais, e não possuem costelas flutuantes.


Imagem 6: esqueleto axial cavalo

Disponível em: http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/osteologia/



O sistema apendicular dos equinos é subdividido em membro torácico e membro pélvico.  O primeiro inclui a escápula, úmero, rádio/ulna fusionados, ossos do carpo que formam a região do “joelho” desses animais, metacarpos, os ossos sesamóides que auxiliam e protegem os metacarpos contra impactos sofridos, e por fim as falanges envoltas pelo casco. O membro pélvico é formado pelo coxal formado através da fusão dos ossos ílios, ísquios, púbis, e este unido pela sínfise pélvica, além do fêmur, patela, tíbia/fíbula também fusionados, ossos tarsais, metatarso e falanges.
O casco nesses animais protegem contra impactos, além de fornecer um apoio ao corpo do animal e proteção de estruturas internas.



Imagem 7: Ossos sesamoides equinos

Disponível em: http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/osteologia/





Imagem 8: O. metacarpos equinos
Disponível em: http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/osteologia/
  



Imagem 9: Falanges equinos

Disponível em: http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/osteologia/


Dessa forma, nota-se as semelhanças e diferenças entre o esqueleto de um ser humano em relação ao esqueleto de equinos, mais especificamente, de cavalos. Embora a constituição óssea e a disposição pelo corpo sejam semelhantes, o esqueleto de ambos possui expressivas diferenças. Considerando as 14 falanges que constituem os dedos do homem, os equinos estão apoiados em um único dígito constituído pelas falanges, sesamóide distal (navicular), cartilagens, articulações, ligamentos, tendões, vasos sanguíneos e nervos, como ilustra a figura a seguir:





Imagem 10: dígito único equino

Disponível em: https://www.vetarq.com.br/2015/11/anatomia-dos-membros-pelvicos-de-equinos.html




  REFERÊNCIAS:

AULA de anatomia.com. Disponível em: <https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-esqueletico/membro-inferior/ossos-do-pe/>. Acesso em: 08 out. 2018.

MEDICINA Veterinária para Tradutores e Intérpretes. Disponível em: <https://medicinaveterinariaparatradutores.wordpress.com/tag/anatomia-animal/>. Acesso em: 08 out. 2018.
OLIVEIRA, Uri Almeida Cyrillo Cerqueira de; SILVA, Luiz Guilherme Santos. Artrologia - Medicina Veterinária. Disponível em: <http://iuri-luiz-
artrologia.blogspot.com/2007/05/esqueleto-do-cavalo.html?m=1>. Acesso em: 08 out. 2018

GUEDES, Letice; BREUS, Keylah Ott. Osteologia dos Equideos. Disponível em: <http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/osteologia/>. Acesso em: 08 out. 2018.

SALVADOR, Prof Mauricio. ATLAS DE OSTEOLOGIA EQUINA. 2014. Disponível em: <http://medvetunime.blogspot.com/2014/09/atlas-de-osteologia-equina.html?m=1>. Acesso em: 08 out. 2018.

TORTORA, G.J.; NIELSEN, M. Princípios da Anatomia Humana. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.



terça-feira, 9 de outubro de 2018

Uma comparação entre o aparato reprodutor feminino de humanos e alpacas


Sistema reprodutor em mulheres
           
            Segundo Tortora e Nielsen (2013), o sistema reprodutor feminino tem como funções: produzir óvulos, secretar hormônios, fornecer local para o desenvolvimento fetal, entre outros, visando à preparação e adequação do corpo para o desenvolvimento e chegada de um bebê, para perpetuação da espécie.
            As estruturas principais deste sistema estão divididas em internas e externa, onde as internas são os ovários, as tubas uterinas, o útero e a vagina, e a vulva sendo a externa.



                                   Figura 1. Estruturas do sistema reprodutor feminino
           
Os ovários são responsáveis pela produção das células reprodutivas (óvulos) e produção dos hormônios sexuais (estrógeno e progesterona); nas tubas uterinas ocorre a fecundação, e localiza-se entre o ovário e o útero; a fixação do embrião se dá no útero, órgão que irá abrigar o feto durante a gestação; a vagina é o órgão de cópula, que permite a comunicação do meio interno com o externo, com aproximadamente 8 cm de comprimento em repouso e de 10 a 12 cm quando em excitação.

Sistema reprodutor em alpacas fêmeas
           
Atualmente, os camelídeos que habitam a América do Sul podem ser divididos em quatro espécies: selvagens (vicunha e guanaco) e domésticas (alpaca e lhama). As alpacas Vicugna pacos, representam grande valor econômico para famílias camponesas que utilizam estes animais para a produção de carne, retirada de lã para fabricação de roupas, entre outras, em países da Argentina, Bolívia, Chile e Peru que possuem aproximadamente 95% destes camelídeos na América do Sul (HERRERA, 2017; CANO, 2009).



                                  Figura 2. Vicugna pacos (Alpacas).

De acordo com International Atomic Energy Agency (1986), as alpacas possuem anatomia reprodutiva muito parecida com a de seres humanos, sendo constituídas de ovários, tubos uterinos, útero, vagina, vulva.
O útero da alpaca é bipartido ou bifurcado, sendo duas hastes uterinas separadas, com uma mucosa lisa. O lado esquerdo é ligeiramente maior que o direito, e estima-se que a maioria dos fetos se fixam no lado esquerdo do útero durante a gestação. A vagina mede aproximadamente 13,4 cm de comprimento e 3,4 cm de diâmetro, apresentando pregas longitudinais.



                                Figura 3. Exemplificação do útero em alpacas.


As fêmeas apresentam receptividade sexual aos doze meses de idade, porém a atividade ovariana inicia-se aos dez meses, quando os ovários apresentam folículos de 5 mm ou mais.
As alpacas fêmeas não apresentam ciclo estral como em outras espécies domésticas, em que o período reprodutivo do animal demonstra receptividade sexual, e logo em seguida ovulação. No entanto, algumas espécies de coelhos, por exemplo, apresentam ovulação induzida, no qual é necessário estímulos para que ela ocorra. Para as alpacas a penetração do pênis do macho ao liberar o substrato seminal induz a liberação do óvulo. Em seguida, é formado um corpo lúteo que ao 8° dia apresenta um aumento de tamanho e atividade secretora, na ausência de gravidez há a regressão do corpo lúteo no 13° dia (INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY, 1986).
No cio ou estral, quando se depara com a presença do macho, assume posição sentada, ou aproxima-se de um casal em copulação e senta-se próximo a eles.
O nascimento ocorre em maior parte das 07:00 às 14:00 h, evidenciando a preferência por momentos do dia mais claros (iluminados), que propiciam uma temperatura térmica aconchegante ao recém-nascido. As alpacas possuem ainda características de cuidado maternal, ou seja, a possibilidade de abandono dos filhotes é reduzida.



Figura 4. Gráfico representando a porcentagem de parto em alpacas e ovelhas em determinadas horas do dia.

Desta maneira, pode-se concluir que o sistema reprodutor feminino em humanos e alpacas se assemelham em partes, como as estruturas internas e externas, seguindo o padrão da grande parte dos mamíferos. No entanto, diferem-se na morfologia do útero, onde em alpacas o órgão sofre uma bifurcação, separando em lado esquerdo e direito. Nota-se também a diferença no comprimento da vagina, devido ao tamanho da espécie.



Referências


 CANO, Raul Marino Yaranga. ALIMENTACIÓN DE CAMELIDOS SUDAMERICANOS Y MANEJO DE PASTIZALES. Curso de Zootecnia, Departamento Académico de Ciencia Animal y Gestión Ambiental., Universidad Nacional del Centro del PerÚ Faculta de de Zootecnia, Huancayo, 2009.

HERRERA, Julio Ricardo Tafur; REÁTEGUI, Alexander ChÁvez. Revisión del estudio anatómico macroscópico de las glándulas salivales mayores (parótida, mandibular y sublingual) de la alpaca (Vicugna pacos). 44 f. Tese (Doutorado) - Curso de Medicina Veterinaria, Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Perú, 2017.

INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY. Nuclear and related techniques in animal production and health. Vienna: International Atomic Energy Agency, 1986. p 149-165.

TORTORA, Gerard J.; NIELSEN, Mark T.. Princípios de Anatomia Humana. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.


Referências de imagens





Figura     4:    International Atomic Energy Agency (1986).



quinta-feira, 12 de julho de 2018

Celacanto: nadadeiras lobadas e membros superiores dos tetrápodas


O sistema locomotor carrega consigo bastante importância e fatos evolutivos que nos comprovam e mostram a veracidade da teoria da evolução. Neste texto iremos analisar os membros de uma espécie considerada um fóssil vivo, fazendo uma comparação direta com os membros superiores.
O celacanto, um peixe considerado por muitos anos extinto, depois de ser descoberto causou grande alvoroço no mundo da biologia, pois trazia consigo algumas características interessantes a se analisar. Sendo um peixe do grupo dos Sarcopterígios, possui nadadeiras lobadas e carnosas, que se movimentavam exatamente iguais a um membro de um vertebrado terrestre. Entretanto, mesmo apresentando tais peculiaridades, não utiliza de suas nadadeiras para se movimentar no fundo do mar, e sim para nadar como um peixe comum, vivendo normalmente em profundezas oceânicas.


 Figura 1


  Como apresentado anteriormente, o celacanto possui nadadeiras lobadas e carnosas, o que nos remete instantaneamente à comparação aos membros superiores dos animais terrestres vivos, como por exemplo, os hominídeos.
  Nos membros superiores humano temos a clavícula e escápula que formam o cíngulo do membro superior, tendo também o esqueleto do antebraço, onde possuímos a ulna e o rádio que se associam ao úmero que por sua vez faz parte do esqueleto do braço, participando também dos membros superiores temos o esqueleto da mão, com ossos carpais, metacarpais e falanges. 


Figura 2

  O celacanto, como bom Sarcopterídio, apresenta uma formação totalmente diferente dos outros peixes em suas nadadeiras, tendo, além de membro com ossos, músculos associados a estes, dando a etimologia do nome Sarcopterídios.
  Por muitos considerado um animal de transição entre o ambiente marinho e terrestre, os celacantos são bastante peculiares e complexos, nos remetendo a ideia de que o possui um ancestral em comum em uma linhagem evolutiva que provavelmente deu origem aos tetrápodes. Vivendo em ambientes extremamente específicos, sua observação é complexa e difícil, vindo a ser, portanto, um animal poucas vezes observado e de pouca riqueza, estando sob um sério risco de ameaça. Existem vários desenhos feitos por pescadores e moradores de lugares onde tais exemplares foram encontrados, todos com uma mesma aparência e característica em comum, as nadadeiras lobadas e carnosas.

Figura 3

  Os membros do celacanto se movimentam da mesma maneira de um animal terrestre, possuindo uma articulação de ossos bastante interessante, que pode remeter a um primórdio de articulação entre radio, ulna e úmero, havendo também outros ossos que, por sua vez, se relacionam aos ossos do esqueleto da mão e ao cíngulo do membro superior. Além de possuir articulações de ossos parecidas, seus locais de fixação e as distancias entre tais são bastante indutivas, tendo ossos medias, proximais, distais e até inserção de ossos e músculo, remetendo uma característica ancestral dos tetrápodes viventes, incluindo humanos. 


Figura 4



Escrito por Mateus Xavier

 



Referências :
TORTORA, G.J.; NIELSEN, M. Princípios da Anatomia Humana. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
CUPELLO, Camila et al. Lung anatomy and histology of the extant coelacanth shed light on the loss of air-breathing during deep-water adaptation in actinistians. Royal Society Open Science, [s.l.], v. 4, n. 3, p.1-161030, mar. 2017. The Royal Society. 


Referências das Figuras:
Figura 4: http://www.karencarr.com/larger.php?CID=512