domingo, 7 de maio de 2017

A Glândula Tireóide: humanos e aves

Nos humanos:
A glândula tireoide é composta por dois lobos unidos pelo istmo do parênquima glandular (em forma de borboleta), e localiza-se na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região que é conhecida como Pomo de Adão (habitualmente chamada de gogó). É o local onde ocorre a síntese, armazenamento e secreção dos hormônios tireoidianos T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do organismo.


Imagem 1. Tireóide em humanos.

A atividade dessa glândula (produção e liberação dos hormônios) é controlada pela hipófise, através do hormônio estimulante da tireoide, a tireotrofina (TSH). O TSH é o principal modulador da função tireoidiana, ele estimula a célula folicular da tireoide por meio do receptor TSHR, que promove um estimulo da síntese e secreção dos hormônios tireoidianos, crescimento e proliferação celular e, influxo de iodo. O iodo faz parte das moléculas de tri-iodotironina e tiroxina, e conseguimos obter iodo também através da alimentação.
Os efeitos dos hormônios da tireoide são desencadeados por meio da sua interação com receptores nucleares que se apresentam em regiões específicas do DNA, o que determina se seus genes-alvos serão ativados ou inibidos e o controle da síntese de determinadas proteínas. Por exemplo, no cérebro, se os hormônios T3 e T4 estiverem em níveis normais eles são essenciais para o desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso central, e também potencializam a ação das catecolaminas - hormônios produzidos pelas adrenais (podem agir como neurotransmissores).
Esses hormônios agem no intestino, no coração, nos músculos e ossos, no peso, na temperatura corporal e na reprodução. Por isso os níveis precisam estar sempre normais, pois um aumento ou diminuição da produção desses hormônios causam problemas como o hipotireoidismo ou hipertireoidismo, e estes afetam todas as áreas citadas anteriormente.
O hipotireoidismo é a baixa produção dos hormônios tireoidianos e, pode ser causado pela quantidade de iodo no organismo, e por uma série de outros motivos.  A pessoa que apresenta essa complicação sentirá cansaço, dores musculares, tudo devido ao metabolismo que desacelera. 
Já o hipertireoidismo é quando a glândula se encontra altamente ativa, produzindo assim, uma grande quantidade de hormônio. Portanto, a pessoa tem os seus batimentos cardíacos acelerados, muitas vezes, perda de peso, etc.



Imagem 2.


Já nas aves:
A tireoide é bilateral, localiza-se na base cervical junto ao tórax e fica próxima à siringe (órgão responsável pela produção e emissão de sons, localiza-se na extremidade terminal da traqueia e porções iniciais dos dois brônquios primários), devido a isso, quando esses animais possuem uma deficiência de iodo, a glândula aumenta o seu tamanho, e a ave para de cantar. Histologicamente, a tireoide é igual entre as espécies, variam anatomicamente apenas.


Imagem 3. Localização da traqueia e siringe.

As aves tem uma alimentação bem variável, depende da espécie, algumas comem pequenos insetos, outras répteis, peixes, frutas, néctar de flores, carniça, etc. O iodo está distribuído amplamente na natureza e está presente nas substâncias orgânicas e inorgânicas em quantidades muito pequenas. Quando há uma falta de iodo disponível, o iodato de potássio, o iodato de cálcio ou o iodo estearato de cálcio são as fontes de iodo que apresentam melhor estabilidade, sendo as fontes mais recomendadas na elaboração das misturas minerais.
Em aves, quando há sinal de toxidade do iodo ocorre redução na produção de ovos e no tamanho de ovo. Com relação aos hormônios tireoidianos e, as funções da glândula, basicamente são iguais aos humanos. Vertebrados no geral, não possuem muitas diferenças de órgãos histologicamente falando, apenas anatomicamente.

Escrito por Caroline C. D’Amato


Referencias Bibliográficas:

Tireoide. Disponível em: <https://www.endocrino.org.br/tireoide/>. Acessado em: 26 de abril de 2017.
PERRUSI. A glândula tireóide. Disponível em: <http://victorperrusi.com/tratamentos.php?id=1>. Acessado em: 26 de abril de 2017.
MARIETOO-GONÇALVES, G.A. Bócio coloidal em aves-relato de caso. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/vetnot/article/view/18813>. Acessado em: 26 de abril de 2017.
CUNNINGHAM, J.G. Tratado de fisiologia veterinária. 5ª edição, 2008.
GUYTON & HALL. Tratado de fisiologia médica, 1971.
NUNES, Thyroid hormones: mechanism of action and biological significance. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302003000600004> . Acessado em: 27 de abril de 2017

Imagem 1: disponível em: <http://victorperrusi.com/tratamentos.php?id=1>. Acessado em: 26 de abril de 2017.
Imagem 2: disponível em: <http://veterinariodeaves.blogspot.com.br/2015/03/doencas-de-traqueia-e-siringe.html> . Acessado em: 26 de abril de 2017.





quarta-feira, 12 de abril de 2017

Comparando o rim humano e o rim das aves

Os humanos possuem um par de rins, localizados na região posterior do abdômen, atrás do peritônio, por isso são chamados de órgãos retroperitoneais. Possuem formato de um feijão e coloração vermelho escuro. Tem como função filtração do sangue, excreção de resíduos, produção de hormônios (eritropoietina e renina) e homeostase.
Os rins são revestidos pela cápsula renal, fáscia renal, gordura perirrenal e gordura pararrenal. A cápsula renal é uma membrana fibrosa intimamente ligada ao órgão, a fáscia é a membrana que reveste a cápsula renal. Entre a fáscia e a cápsula renal encontra-se a gordura perirrenal.


 Figura 1: Localização dos rins humano.

O rim apresenta um lado côncavo, onde se encontra o hilo, que é uma fissura onde entram e saem vasos, nervos, artéria e a veia renal. Na parte interna do rim é possível observar a medula (camada central mais escura), pirâmides medulares, o córtex (camada periférica mais clara), colunas renais, a pelve renal (confluência dos três cálices renais maiores) e os cálices menores. Dentro de cada rim é possível encontrar cerca de 1 milhão de néfrons, responsáveis pela filtração do sangue e formação da urina.




Figura 2: Estrutura interna do rim humano.


Os rins das aves têm um formato de retângulo alongado, coloração marrom e são compostos por néfrons, vasos sanguíneos e inervação.
Assim como nos humanos, os rins das aves também são retroperitoneais, apresentam área cortical e medular; a região cortical é formada por regiões largas com néfrons corticais e medulares, com as alças de Henle; a medula é formada pelas hastes dos lóbulos, composta por túbulos coletores em feixes.
Os rins são divididos em lobos: cranial, médio e caudal. Cada lobo é composto de lóbulos. O lóbulo é limitado pelas veias portais renais.
A filtração do sangue é realizada pelos glomérulos, em seguida o filtrado é transportado através dos néfrons até os ductos coletores e os ureteres. Os néfrons absorvem substâncias essenciais para a ave. As aves possuem dois tipos de néfrons; a maioria não possui alças de Henle e estão localizados na região do córtex renal, esses são parecidos aos dos répteis; os outros néfrons possuem as alças de Henle e estão na região cortical próxima a medula, são semelhantes aos dos mamíferos. 



Figura 3: Sistema urinário de aves.

 Escrito por Samuel Henrique de Souza Silva 



Bibliografia
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Rins"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/biologia/os-rins.htm>. Acesso em 12 de fevereiro de 2017.
VARELLA, Dráuzio. Corpo humano, rim. 2014. Disponível em < https://drauziovarella.com.br/corpo-humano/rim/>. Acesso em 12 de fevereiro de 2017
ASCOLI, F. O. UFF. Fisiologia Renal das Aves. Ano desconhecido. Disponível em: <http://www.uff.br/fisiovet1/Renal_aves.pdf>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017.
Autor Desconhecido. Fisiologia das aves - Sistema reprodutor e urinário. 2009. Disponível em: <http://passarinheiro.forums-free.com/fisiologia-das-aves-sistema-reprodutor-e-urinario-t41.html>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017.

Imagens
Figura 1: http://www.brevesdesaude.com.br/ed04/rins.htm
Figura 2: http://fisiorenal.blogspot.com.br/2009/06/rim.html
Figura 3: http://www.uff.br/webvideoquest/CH/rep.htm


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Dentes: humanos e tubarões

Os dentes humanos em conjunto desempenham as funções básicas de proteção, mastigação e auxiliam no processo de formação da fala. Estes se fixam nos ossos por meio de fibras colágenas (ligamento periodontal) formando uma articulação chamada gonfose.
Os dentes decíduos ou dentes de leite são menos calcificados em relação aos permanentes. Na dentição decídua temos o total de vinte dentes, dez na arcada dentaria superior e dez na inferior. Além de ser importante para preparar o caminho dos dentes permanentes, esta ainda equilibra o crescimento dos músculos e ossos (maxila e mandíbula). Quando adultos passamos a ter trinta e dois dentes na arcada dentaria completa, dezesseis em cada arco dental.



Figura 1 - Dentição decídua à esquerda (20 dentes) e dentição permanente à direita (32 dentes).

O dente é basicamente formado por raiz, coroa e colo, sendo composto por dentina e revestido por esmalte. A raiz é a parte do dente que se prende aos ossos da mandíbula e maxila. Já a coroa é a parte branca do dente, ou seja, a parte que se projeta pra fora da gengiva. O colo é a parte entre a raiz e a coroa, onde podemos encontrar a dentina que é um tecido conjuntivo avascular, rica em sais de cálcio e formada por fibrilas de colágeno.




Figura 2 - Partes do dente em corte longitudinal.

Cada dente tem uma forma variada, e pra cada um deles é atribuída uma função específica. Os dentes incisivos são cuneiformes e espatulados, estes cortam o alimento em partículas menores. Já o ato de rasgar/dilacerar é realizado pelos dentes caninos os quais tem uma ponta nítida e são maiores do que os incisivos.



Figura 3 - Dentes incisivos e caninos comparados a objetos.


A trituração é feita pelos pré-molares e os molares, suas formas são complexas e apresentam sulcos e depressões acentuadas. Estes reduzem o alimento para que se torne mais fácil o processo de deglutição/ingestão. 


Figura 4 - Dentes pré-molar e molar comparado a objetos.


Os dentes sisos são os terceiros molares, assim, atribuímos à mesma função e forma dos primeiros e segundos. 


Comparando:

Existem muitas espécies diferentes de tubarões, os quais podem ser encontrados em oceanos de todo o mundo. Estes são um dos predadores mais perigosos entre os animais oceânicos. Eles comem uma variedade grande de animais distintos, incluindo peixes, focas e leões marinhos.  Seus dentes afiados podem cortar quase qualquer coisa como uma faca, pois são feitos de fosfato de cálcio, um material muito resistente. Estes têm cerca de cinco fileiras de dentes e podem ser trocados aproximadamente 20 mil vezes ao longo de suas vidas.  Ao contrário dos humanos, seus dentes são fixados na gengiva e ligados a mandíbulas por um tecido fino que proporciona a facilidade na reposição caso algum dente se quebre ou desgaste.


Figura 5 - Fileiras de dentes em fóssil.

Existem três tipos de classificações básicas para dentes de tubarões:
1) Triangular e largo com bordas serrilhadas.
2) Finos e longos em forma de adaga.
3) Achatados e agrupados em placas.
Assim como nos seres humanos, os dentes dos tubarões são compostos de dentina e também são cobertos de esmalte. Porém, a morfologia dos dentes de tubarões é nítida se comparado aos seres humanos, pois, cada espécie tem um tipo de dentição que difere de acordo com sua dieta. Nos tubarões tigre, branco e touro, por exemplo, os dentes são largos, serrilhados e em forma de triangulo, projetados para cortar pedaços de carne de grandes presas.
Existe uma fórmula para calcular o tamanho de um tubarão com base no tamanho do dente triangular: medir o comprimento de um lado do dente em polegadas, em seguida, multiplicar por dez para obter o comprimento total do tubarão em pés.


Figura 6 - Dentes de tubarão branco.


O tubarão limão e o tubarão mako ou anequim popularmente conhecido, são exemplos de espécies que tem dentes finos que cortam e seguram peixes e presas pequenas.



Figura 7 - Dentes de tubarão limão.

Alguns tubarões como o lixa e o enfermeira tem dentes cônicos ou achatados e agrupados em placas. Estes são usados para esmagar caranguejos, moluscos e pequenos peixes.



Figura 8 - Dentes de tubarão enfermeira.


Curiosidades:         
  • ·         Algumas espécies de tubarão como o cinzento dos recifes têm dois tipos de dentes, longos e finos na mandíbula e triangulares e largos na maxila.
  • ·         Os tubarões podem ter até 120 dentes ao mesmo tempo, dependendo da espécie pode se encontrar mais.
  • ·         Os dentes dos tubarões são a parte mais provável do seu corpo para fossilizar. Muitos dentes fossilizados foram encontrados incluindo o de Megalodon (Carcharodon megalodon)  os dentes se assemelham ao do tubarão branco porem são aproximadamente 4 vezes maior. Esse tubarão viveu entre 16-20 milhões de anos atrás, estimasse que ele tivesse cerca de 20 metros de comprimento e pesasse mais ou menos 50 toneladas.



Escrito por Thamires Souza


Referências:
Figura 2: Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/digestao2.php Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 3: Disponível em: http://www.hs-menezes.com.br/anatomia_6.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 4: Disponível em: http://www.hs-menezes.com.br/anatomia_6.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 5: Disponível em: http://janeladoconsultorio.blogspot.com.br/2012/07/dente-de-bicho-parte-i.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 6: Disponível em:  https://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-dentes-do-tubaro-branco-image55740278 Acesso em: 20 Fev 2017.
Figura 8: Disponível em: http://keywordsuggest.org/gallery/329614.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Anatomia dentária Disponível em: http://www.hs-menezes.com.br/anatomia_6.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Anatomia do dente, 5ª edição online Disponível em: http://pt.slideshare.net/flavioes/livro-anatomia-do-dente Acesso em: 20 Fev 2017.
Mundo marinho Disponível em: http://mundomarinhobr.blogspot.com.br/2011/11/tubaroes-dentes.html Acesso em: 20 Fev 2017.
All about sharks Disponível em: http://www.enchantedlearning.com/subjects/sharks/index.html Acesso em: 20 Fev 2017.
Shark anatomy Disponível em: http://www.enchantedlearning.com/subjects/sharks/anatomy/Teeth.shtml  Acesso em: 20 Fev: 2017.
 Acesso em: 20 Fev 2017.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Comparando o pâncreas humano com o pâncreas dos cães

O pâncreas humano é uma glândula que mede de 15 a 25 cm aproximadamente e localiza-se no abdômen, posterior ao estômago situado entre o duodeno e o baço e é anatomicamente dividido em 3 partes: cauda, corpo e cabeça.




Figura 1. Divisão anatômica do pâncreas.



Ele possui duas funções principais distintas: a função endócrina, que se responsabiliza pela produção de hormônios, como a insulina e o glucagon, que controlam o nível glicêmico no sangue e a função exócrina, responsável pela produção de enzimas e sucos digestivos relacionadas à digestão de carboidratos, lipídeos e proteínas, auxiliando também no metabolismo dos nutrientes.
Pelo fato de ter funções diferentes, os pâncreas endócrino e exócrino são formados por células de diferentes especializações, por exemplo, a parte endócrina é formada por conglomerados de células denominadas como ácinos que produzem o suco pancreático. Misturados aos ácinos, existem as Ilhotas de Langerhans que são as responsáveis pelos hormônios que controlam o nível de glicose no sangue.
Existem algumas patologias relacionadas ao pâncreas, e é importante tomar algumas medidas de precauções para evitá-las. Por exemplo, pessoas que excedem no consumo de álcool e possuem cálculos na vesícula biliar têm maior predisposição para desenvolver alguma disfunção pancreática. Algumas delas são:
·         Diabetes: É uma doença crônica em que o corpo é pouco capaz, ou incapaz, de produzir insulina ou não consegue empregar de maneira adequada a insulina produzida. Quando a pessoa tem diabetes, o nível glicêmico mantém-se alto no sangue e pode causar danos aos órgãos, vasos e nervos.
·         Câncer no pâncreas: Ocorre o crescimento de células pancreáticas tumorosas.
·         Pâncreas anular: Uma malformação congênita em que uma fina banda de tecido pancreático cobre uma porção do duodeno causando sua obstrução (pode ser resolvido com cirurgia).
·         Pâncreas divisum: É uma anomalia congênita em que os ductos pancreáticos não se formam durante a gestação (pode ser resolvido com cirurgia).
·         Pâncreas ectópico: É caracterizado pela presença de tecido pancreático em outros órgãos (pode ser tratado com remédios ou cirurgia).
·         Pancreatite: Uma inflamação do pâncreas que, geralmente, é causada por cálculos da vesícula que se movem para junto do ducto pancreático causando obstrução.

Conhecendo a anatomia do pâncreas dos cães

            A maior diferença entre o pâncreas dos humanos e o pâncreas dos cães é quanto ao formato, pois nos caninos esse órgão tem o formato de um V, localizado junto à flexura cranial do duodeno e têm basicamente as mesmas funções que o pâncreas dos seres humanos. O lobo direito é mais delgado e segue no mesoduodeno e o lobo esquerdo, mais espesso e curto estende-se sobre a superfície caudal do estômago em direção ao baço, no omento maior.


 
            Figura 2. Morfologia e localização dos pâncreas dos cães.
           
Distribuição anatômica da árvore ductal pancreática do cão

O ducto pancreático principal localiza-se numa posição entre a parede duodenal e o parênquima pancreático e apresenta extensão média de 0,45cm entre a papila duodenal maior e o início de sua bifurcação quando, então, divide-se no ramo ascendente ou superior, que se dirige para as porções do corpo e da cauda do órgão e no ramo descendente ou inferior, que se direciona para a região do processo uncinado do pâncreas canino.


Figura 3. Desenho esquemático da árvore ductal pancreática do cão.

No caso dos cães a doença mais relacionada ao pâncreas é a pancreatite, porém não há estimativas confiáveis quanto a sua prevalência nestes animais. São muitas as causas de pancreatite em cães, algumas delas são: elevados níveis de gordura na dieta; outras doenças endócrinas como a diabetes e o hiperadrenocorticismo, uso inadequado de medicamentos, predisposição genética por algumas raças, dentre muitas outras coisas que podem levar à inflamação pancreática.
            Os principais sintomas de pancreatite em cães são:
·         Vômitos constantes;
·         Diarreia;
·         Dificuldade na respiração;
·         Emagrecimento progressivo;
·         Dores abdominais;
·         Desidratação;
·         Apatia e depressão.

Porém esses sintomas também podem estar relacionados à outras doenças, então assim que esses sintomas forem percebidos, um médico veterinário deve ser procurado.


Escrito por André Fernandes.



Referências bibliográficas

MORISSET, Jean. Funções Pancreáticas Exócrinas, Funções Gastrointestinais, Nestle Nutrition Workshop Series, Programa Pediátrico nº 46, 2000. Nestec S.A. Avenue Nestlé 55, CH-1800 Vevey, Suíça.
FRAZÃO, Dr. A. Pâncreas, Anatomia do Pâncreas. Disponível em: <https://www.tuasaude.com/>. Acesso em: 21 de out. 2016.
VARELLA, Drauzio. Corpo Humano, Pâncreas. Publicado em: 11 de abr. 2014. Disponível em:  <https://drauziovarella.com.br/>. Acesso em: 20 de out. 2016.
FARIA, P. F. Diabetes Mellitus em Cães. Acta Veterinaria Brasílica, v.1, n.1, p.8-22, 2007.

SILVA, D. Pancreatite nos cachorros: sintomas e tratamento. Publicado em 11 de nov. 2015. Disponível em: <http://www.clubeparacachorros.com.br/>. Acesso em: 21 de out. 2016.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Comparando o sistema circulatório dos seres humanos e artrópodes

O sistema circulatório é um dos sistemas mais importantes para os organismos vivos, garante o transporte de substâncias a todos tecidos do corpo e a remoção de resíduos provenientes do metabolismo. Dentre suas inúmeras funções, o sistema circulatório participa também do processo respiratório com o transporte do oxigênio nos eritrócitos, de nutrientes, atua na excreção de metabolitos, regulação hormonal e de temperatura, além da função de proteção nos vertebrados.
            O sistema circulatório dos seres humanos é composto de vasos sanguíneos os quais incluem as artérias, arteríolas, capilares, vênulas e as veias, o coração e o sangue. Sendo compostos por dois circuitos de sangue, um oxigenado (rico em O2) e outro desoxigenado (pobre em O2), apresentando circulação dupla, uma sistêmica responsável por nutrir o corpo e a outra pulmonar envolvido com o processo de hematose.
            Formado por tecido muscular estriado cardíaco o coração apresenta quatro câmaras, dois átrios e dois ventrículos que se separam pela presença de duas válvulas, uma do lado direito, a válvula tricúspide e outra do lado esquerdo, a válvula mitral. Na saída dos ventrículos encontram-se as válvulas aórtica e pulmonar; em quesito estrutural e funcional as válvulas são essências para o bom funcionamento do coração permitindo a independência das câmaras cardíacas e separação do sangue arterial do venoso.  
Figura 1. Estrutura do coração.

O sistema circulatório dos seres humanos é classificado em uma circulação fechada dupla e completa, pois ocorre no interior de vasos, passa no coração por duas vezes, sendo uma para realização da hematose nos pulmões e a outra para realizar a circulação sistêmica e não ocorre a mistura do sangue oxigenado com o desoxigenado.
Fisiologicamente os átrios e ventrículos trabalham em conjunto, mas para análise será primeiramente considerado o lado esquerdo do coração. O coração realiza dois movimentos um de contração denominado sístole e outro de relaxamento, a diástole. O enchimento e ejeção, que ocorrem nos átrios e nos ventrículos, são ajustados pela diferença de pressão no interior das câmaras: quando a pressão dos átrios ou dos ventrículos superam uma à outra contrariamente e,  acompanhando o sistema êxito-condutor, é que ocorrem severamente a sístole ou a diástole. Vale ressaltar que os átrios se contraem juntos e os ventrículos também. Logo depois que o sangue presente no ventrículo direto foi ejetado para artéria pulmonar para realização da hematose o sangue chega ao átrio esquerdo rico em oxigênio, por diferença de pressão passa para o ventrículo esquerdo quando a pressão do ventrículo se torna maior do que da aórtica o sangue segue para a aorta para nutrição e troca de gases em todo o organismo. Após a circulação sistêmica, o sangue desoxigenado é captado pelo sistema venoso chegando através da veia cava superior e inferior ao átrio direito passando para o ventrículo direito seguindo em direção ao pulmão pela artéria pulmonar para hematose e assim repetindo o todo o ciclo.













Figura 2. Circulação sanguínea.

Comparando com o sistema circulatório dos artrópodes em um contexto geral
O sistema circulatório dos artrópodes é composto de um coração, vasos sanguíneos e uma hemocele (cavidade interna encontrada no corpo de artrópodes e de alguns invertebrados, é nessa região em que flui a hemolinfa. A hemolinfa é um fluido que preenche o interior dos vasos dos invertebrados com função semelhante ao sague).
                       

Figura 3. Esquema do sistema circulatório padrão geral dos artrópodes.
Fonte: (C, Segundo Weber, a partir de Vandel. D, Modificado a partir de Snodgrass. E, Segundo Janet, a partir de Vandel.)

Pela diversidade presente no grupo dos artrópodes o coração sofre grande variação anatômica tanto em posição, comprimento e forma, de acordo a cada grupo. Além dessas alterações, variam também outros componentes que compõem o sistema como o número de vasos sanguíneos, de óstios, variações no arranjo hemocelomático e nas estruturas ligadas a trocas gasosas. O coração é um tubo dorsal muscular com câmaras e com a presença de óstios (aberturas laterais, aos pares, por onde o sangue retorna ao coração). Executam os dois movimentos, um de sístole, quando ocorre a contração da parede do coração, e outro de diástole quando, ocorre a expansão e preenchimento no coração.
O que circula no interior e no exterior dos vasos é denominado hemolinfa um fluido semelhante ao sangue em função, porém menos celularizado. A hemolinfa, logo que sai do coração, passa por artérias e entra na hemocele, região onde a hemolinfa entra em contato com os tecidos, ocorrendo a troca de nutrientes, eliminação de resíduos e troca de gases. É válido lembrar que a hemolinfa circula sob baixa pressão seguindo por vasos condutores e retornando ao coração pelo seio pericárdico e pelos óstios.


Figura 4. Esquema básico da circulação dos artrópodes.

Presente no sague existem vários tipos celulares, a hemocianina, um pigmento disperso na hemolinfa com a função de transportar o oxigênio e os hemócitos, com função coaguladora. Antes mesmo que o sangue retorne ao coração ele passa por estruturas que realizam as trocas gasosas podendo ser pulmões foliáceos, brânquias e, até mesmo, o sistema traqueal, variando assim a cada grupo. Grupos tais como, insetos, quilópodes e diplópodes não possuem a hemocianina, e o oxigênio é fornecido por um sistema de traquéias. Dessa forma a circulação geral dos artrópodes possui circuitos com o sangue oxigenado e desoxigenado e se configura em um sistema aberto, pois não ocorre inteiramente no interior de vasos.

Escrito por Victor Freire


Referências bibliográficas

AIRES, Margarida de Mello. Fisiologia. 4° ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. 382 ̶ 472 p.
RUPPERT, E. E.; BARNES, R.D. Introdução aos artropódos. In: RUPPERT, E. E.; BARNES, R.D. Zoologia dos Invertebrados. 6 ed. São Paulo: Ed. Roca, 1996.  580-587 p.
BRUSCA, R.C. & BRUSCA, G.J. A emergência dos artrópodes: Onicóforos, Tardígrades, Trilobitas e o Bauplan dos artrópodes. In: BRUSCA, R.C. & BRUSCA, G.J. Invertebrados. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2007.  507-508 p.
Figura 1. Estrutura do coração. Disponível em:< http://slideplayer.com.br/slide/7358924/>. Acessado em: 02/12/2016.
Figura 2. Circulação sanguínea. Disponível em:< http://sistcardiovascular.blogspot.com.br/2010/09/o-caminho-do-sangueno-corpo.html>. Acessado em: 02/12/2016.
Figura 4. Esquema básico da circulação dos artrópodes. Disponível em:< prezi.com/ibekdl9yxqve/sistema-circulatorio-dos-invertebrados>. Acessado em: 02/12/2016.
Reino Animal.  Disponível em: < http://gruporeinoanimalia2.webnode.com.br/news/artropodes/>.  Acessado em: 02 de dezembro de 2016. 
GABALDO, Kamila Aguiar. Artrópodes Disponível em< http://www.infoescola.com/biologia/artropodes-arthropoda/>. Acessado em: 02 de dezembro de 2016. 
Dicionário Online de Português. Disponível em: https://www.dicio.com.br/hemocele/. Acessado em: 02 de dezembro de 2016. 
Wikipédia A enciclopédia livre. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Hemolinfa>. Acessado em: 02 de dezembro de 2016.